quarta-feira, julho 02, 2008

Skeleton in the closet

Eu acho a expressão que coloquei aí no título muito interessante. Traduzida literalmente quer dizer “esqueletos no armário”. Geralmente é utilizada para derrubar algum argumento metido ou alguma atitude de quem tá tirando onda. Afinal, todo mundo tem seus segredos, seu teto de vidro, seus “esqueletos no armário”.

E ontem eu achei os meus e fiquei feliz igual criança. Estou no auge de uma TPM que dura antes, durante e depois do famigerado período rubro. Além disso, ando trabalhando demais, estou com olheiras e cansada, cansada, cansada. Para completar, ontem à noite tive uma insônia daquelas e fui dormir quase às duas da manhã. Já que o sono não vinha, resolvi arrumar minha escrivaninha e – surpresa! - achei um saco de chocolates deliciosos malocado atrás de uma pilha de CDs virgens.

Explicando: como todo mulher na casa dos 30, a questão chocolates x peso vem sempre à tona. Se comemos todo o chocolate que queremos/ganhamos, adquirimos um quadril – e barriga, bunda, e o escambau – que leva muito tempo para sumir. Então, ao ganhar os doces, separei alguns e escondi os outros para um momento de necessidade. E – pimba! - a necessidade chegou.

Gente, tem Kit Kat, Lindt, Toblerone (presentes que minha mãe trouxe de uma das várias conferências internacionais que ela participa). Como foi que eu esqueci disso? Não sei. Mas fiquei feliz em não ter lembrado, em ter tido insônia, e em tê-los encontrado ontem.

De lamber os beiços.

terça-feira, junho 24, 2008

Força da mente

Tenho ouvido relatos de pessoas próximas que conhecem casais que se encontraram de forma, digamos, bizarra. Afinal, não é nada 'normal' contar para os netos que “vovô viu minha foto no orkut e decidiu que ia se casar comigo naquele instante”. Eu conheço um casal que começou a história assim. Foto no orkut, troca de scraps e, ao final, casamento. Amor cibernético?

E as bizarrices só aumentam. Minha mãe tem uma amiga que, ao folhear uma revista, viu a foto de uma atriz global com seu esposo. “Quero esse homem para mim”, disse a amiga de mamãe. O tempo passou e ela deu de cara com o moço em uma reunião de trabalho. Resultado: pé-na-bunda da global e uma história de amor que dura até hoje. Alguém me explica isso?

Minha humilde opinião é a seguinte: esse povo tem exacerbada força mental. Sim, o bom e velho “poder da mente”. Só pode ser. E ai, que inveja! Já pensou? Olhar um cara em uma revista, declarar a posse do rapaz e terminar a vida com ele? Melhor que história de cinema.

Eu não tenho esse poder, claro! Por mais que eu olhe a foto do Brad Pitt, só o que me aparece são os rascunhos que Deus criou antes de acertar a mão. E que rabiscos! Sei que “beleza não põe mesa” - já dizia a vovó -, mas não nasci para fazer caridade para ninguém.

terça-feira, junho 17, 2008

Sol e Lua

Recebi ontem, de um colega de trabalho, um email com a 'definição' das pessoas de acordo com seu signo. Não costumo abrir esses emails – e não sei porquê abri esse -, mas o texto só serviu para reforçar minha tese de que tem muita gente doida nesse mundo. Nada contra quem acredita em signos e horóscopo. Mas acho que existem previsões sérias e palhaçadas.

Eu sou de capricórnio (não sei ascendente, descendente, influente, nada disso). Sei, no entanto, que tenho uma 'irmã gêmea postiça' que é igual a mim. Nascemos praticamente no mesmo dia e temos muitas, muitas coisas iguais. Ou seja: dá pra acreditar que pessoas do meu signo têm, sim, características comuns.

Mas aí me chega o tal email com a seguinte descrição:
CAPRICÓRNIO - O Paciente. Pessoa agressiva e sábia. Prático e rígido. Ambicioso. Tende a estar bonito. Humorístico e engraçado. Pode ser um pouco tímido e reservado. Freqüentemente pessimistas. Capricórnio tende a agir antes de pensar e podem ser às vezes pouco amigáveis. Guarda rancor. Gosta de competição. Obtém o que eles querem.

Quem me conhece sabe que timidez, pessimismo, ser pouco amigável ou rancorosa não fazem parte do meu cardápio. Nem do da minha irmã gêmea postiça. Nem dos de outros capricornianos que eu conheço. Para me matar de rir, o email dizia que se eu não repassasse a mensagem teria 20 anos de azar. Ha-ha.

E pensar que tem gente que não sai de casa sem ler horóscopo.

quarta-feira, junho 11, 2008

Se essa moda pega...

... vou passar fome!

'Casem-se ou serão demitidos', diz estatal do Irã a funcionários
Empresa do ramo do petróleo ameaça funcionários solteiros com demissão

BBC Brasil

Uma das maiores empresas estatais iranianas deu prazo até setembro para que seus empregados solteiros se casem, segundo informou a imprensa do país.
Os que não cumprirem a determinação, arriscam perder o emprego.

A maior parte dos empregados da Pars Special Economic Energy Zone Company, que controla instalações de gás e petróleo iranianas no Golfo Pérsico, é de jovens solteiros.

"Já que ser casado é um importante critério para este emprego, estamos avisando pela última vez que todos os nossos colegas, homens e mulheres, têm até o dia 21 de setembro para cumprir essa importante tarefa religiosa e moral", afirmou um diretor da empresa, segundo o jornal iraniano Etemad.

Manter relações sexuais fora do casamento é ilegal no Irã. Dificuldades econômicas, entretanto, vêm fazendo com que cada vez mais pessoas se casem mais tarde no país.

Correspondentes afirmam que a medida visa coibir o uso de prostitutas e que o país passa por uma fase de repressão a costumes ou hábitos vistos como 'imorais' pelas autoridades religiosas.

Há relatos de que milhares de mulheres vêm sendo pressionadas pela polícia a se vestir de forma mais conservadora.

O governo da província de Khorasan do Norte afirmou recentemente que apenas pessoas casadas vão ser contratadas para vagas na região.

sexta-feira, junho 06, 2008

Jogo dos erros

Já vi erros bizarros de escrita na língua portuguesa: desde 'derrepente' até 'izibir'. Mas a placa abaixo, vista hoje em uma das lojinhas na "Casa da Cultura", em Recife, ganhou o prêmio. Vejam vocês mesmos:


E viva o povo brasileiro!

P.S.: Desculpem a liguagem da placa, mas não tinha como não divulgar

segunda-feira, junho 02, 2008

Amiga para todas as coisas

Podem me acusar de muitas coisas na vida. Deve haver, em algum lugar, um caderninho preto com a lista de todos os meus defeitos e falhas. Whatever. Mas de uma coisa me orgulho: eu sou uma grande amiga. Não meço esforços para ver meus amigos felizes, para ajudá-los nos momentos de necessidade, e essas coisas que grandes amigos fazem pelos outros. Quase sempre, lógico – afinal, estamos falando de mim -, pago um mico por eles.

O último foi na sexta-feira. Me ofereci para ajudar uma amiga a procurar uniforme para a moça que trabalha na casa dela. A moça faz questão de usar a indumentária. Ouvi falar que no Pão de Açúcar perto da minha casa vendia e, solicitamente, lá fui eu. Também tinha que comprar minhas barras de cereal e resolvi unir as duas coisas. Amigo é pra essas coisas.

Mas como nada na minha vida é fácil, cheguei ao mercado e vi que os modelos eram ‘P’, ‘M’ e ‘G’. Ou seja: ter o número do manequim da moça foi inútil. Olhei os preços, conversei com uma senhora que também estava comprando um uniforme (aliás, tinha umas quatro mulheres comprando. Ou ia ter uma festa à fantasia de gente sem imaginação ou têm muitas empregadas que trabalham uniformizadas fora das novelas e eu não sabia), tirei foto no celular e mandei para a minha amiga ver se aprovava. Enquanto esperava a resposta, fui atrás dos cereais.

Sinal verde. Voltei ao corredor dos uniformes. Sozinha e na dúvida entre o P e o M, fiz o que qualquer pessoa normal (?) faria: experimentei o uniforme (que é quase igual ao da foto acima). Não tinha ninguém olhando, certo? ERRADO! Um rapaz se aproximou, fingiu que estava vendo um dos vestidos, me olhou de cima a baixo e saiu rindo. Só depois me toquei: estava no meio do Pão de Açúcar, tentando me ver sem espelho, vestida de empregada doméstica. Tá no inferno, abraça o capeta? Sentei no chão, dobrei o vestido, guardei na embalagem. Afinal, se ficar grande/pequeno, pode trocar.

Minha amiga se acabava de rir ao telefone quando contei pra ela (ela também agradeceu muito, faço questão de frisar). E suponho que se existem câmeras de vigilância e seguranças que assistem suas imagens, tinha mais gente rindo.

segunda-feira, maio 26, 2008

Meu inverno particular

Com a lenta chegada do frio na cidade, percebo que é hora de tirar os casacos do armário. E me dou conta de que, há muito tempo, tenho vivenciado uma fase um tanto o quanto cabulosa.

Sabe parque aquático no inverno, que ninguém freqüenta? Pois é. Este é um resumo da minha vida amorosa. Descobri, depois de assistir à peça “Cada um com seus pobrema”, que tenho o encosto do Ursinho Puff: todo mundo acha bonitinho, todo mundo acha fofo, todo mundo quer abraçar. Mas ninguém quer comer, hehehe.

Exageros à parte – arrumar alguém para uma noite e nada mais não é tão impossível assim, mas não é o que eu quero -, fico imaginando quando é que vai chover na minha horta. Ontem li na Veja que o ideal para a mulher é engravidar até os 35 anos. Ou seja: tenho quatro anos para achar alguém que queira construir uma família comigo. É muita pressão...

Ser mulher, às vezes, é difícil.

quinta-feira, maio 15, 2008

Razão X Paixão

Sempre me considerei uma pessoa mais passional do que racional. Não que eu não pense antes de fazer algumas coisas mas, na maioria das vezes, a emoção fala mais alto. Aí eu aumento o volume da voz e o grau de grosseria. A chegada dos 30 anos, no entanto - e o passar do tempo desde então -, têm me trazido uma serenidade que apesar de desconhecer e estranhar, estou adorando vivenciar.

Depois dos 30 aprendi a usar mais aquele botãozinho do f... e só perco meu tempo com o que me interessa. Cansei de me desgastar tentando agradar a fulano ou a ciclano. Tenho, diariamente, construído uma carapaça que me permite não me deixar afetar pelas besteiras que os outros pensam ou falam de mim. Não devo nada a ninguém. Nem ao banco!

Também tenho muito bem definidas quais são as pessoas que me importam e que se importam comigo. Com estas, gasto todas as energias que me forem necessárias porque são estas mesmas pessoas que as repõem. Para estas, me dôo sem medo de quebrar a cara. E se por acaso me ferrar no caminho, sacudo e poeira e sigo em frente. É caindo que se aprende a levantar.

Agora sei exatamente o tipo de pessoa que quero ao meu lado para o resto da vida. Só falta saber em que lugar está o cidadão, mas chego lá. Não tenho muita pressa – só um pouquinho.

Ah, falta também aprender a guardar dinheiro. Um dia, quem sabe...

domingo, maio 11, 2008

Alvo



Deve estar escrito em algum lugar - Constituição, Diário Oficial, anúncio de jornal, outdoor, sei lá – e só eu não vi: “sacaneie a autora deste blog e ganhe R$10”. É a única explicação para a onda de incidentes pelos quais tenho passado.

Até o destino resolveu brincar. Primeiro, e por duas vezes seguidas, fui acometida de uma tremenda dor de barriga em lugares públicos, em horários inadequados. Passei, literalmente, por ‘apertos’, visto que minha casa fica a (pelo menos) 20 minutos dos lugares onde trabalho. E como tenho uma timidez crônica na área lá de baixo e só uso meu o banheiro... Quase deu merda. Literalmente.

Minha mãe ganhou uma televisão. Os moços que vieram instalar a maravilha no quarto dela fizeram um excelente trabalho e a deixaram tinindo. Mas... Os manés mexeram na antena da MINHA TV e, adivinhem? Final de semana, e meus canais fora do ar. E os caras vieram arrumar? Claro que não!

Para encerrar a semana com chave-de-ouro, meu ‘cofre’ ficou de fora no local de trabalho - nunca mais esqueço o cinto e olharei para todos os lados antes de pegar algo no chão - e ainda recebi elogios inadequados. Duas vezes. Como se a humilhação pública não fosse suficiente para uma sexta-feira.

Senhor, dai-me paciência.

segunda-feira, maio 05, 2008

Procura-se um namorado para...

... buscar o carro na chuva;
... fazer companhia no casamento dos amigos;
... dividir o pacote de pipoca no cinema. E a Coca Light jumbo;
... sair pra jantar em restaurantes legais e dividir a conta (às vezes!);
... viajar por aí;
... passar as tardes de domingo;
... dar risada;
... e tudo o mais que tiver para ser feito.

Tá difícil!

quarta-feira, abril 23, 2008

Cérebro de teflon

Vamos esquecer esse negócio de idade e colocar a culpa na demanda de informações que recebemos ao longo da vida – é mais conveniente. Mas a verdade, dura verdade, é que minha antes elogiada boa memória foi-se! Ou melhor, vai-se a cada dia.
Não consigo mais guardar nomes de pessoas, nomes de lugares e outras coisas. Consultas médicas? Pfff! Meu cérebro parece uma frigideira de teflon: não gruda nada! O único dom 'memorável' que me resta é o de saber o aniversário de vááááááááárias pessoas. Amigos chegados ou não. Agora, me pergunto: pra quê?
Me tornei uma daquelas pessoas que não é ninguém sem agenda. Ó céus! Minha santa e paciente chefe que o diga. O que tem de coisa que ela já teve que repetir... De vez em quando a surpreendo com algum ensinamento que ultrapassou a barreira do esquecimento e grudou. Mas só de vez em quando.

domingo, abril 20, 2008

Eu já... (parte final)

... Procurei, achei, e comprei um carro em meia hora;
... Chorei assistindo “Lar Doce Lar”;
... Fingi que era de um cerimonial e confirmei várias presenças ao casamento de uma amiga pra ela não ter que pagar pelo serviço;
... Desisti de me mudar pra Londres;
... Perdi e achei meu passaporte na Disney;
... Achei R$ 50 no chão;
... Fui ao um show da Zélia Duncan sem pagar;
... Entrei em um salão e cortei o cabelo curto sem pensar duas vezes;
... Comemorei meu aniversário em uma boate: chamei 20 pessoas, foram 5;
... Expulsei um manobrista do meu carro;
... Troquei o Flamengo pelo Vasco;
... Saí sem pagar pelo cachorro-quente. Lembrei no meio do caminho de casa, voltei e paguei. E o cara nem tinha percebido;
... Chorei e fiquei de mau-humor quando o Brasil saiu da última Copa;
... Assisti Friends milhares de vezes e morri de rir todas elas;
... Decidi que vou ser feliz.

segunda-feira, abril 14, 2008

Tic-Tac

(Esse é o post nº 100!)

Com o tempo percebemos o que realmente importa na vida. As pessoas, as lembranças. A boca fechada (ou a língua solta), as atitudes, a ligação ou a mensagem de texto. As histórias.

Aprendemos que estar presente não significa necessariamente se falar a toda hora, e que simplesmente estar no momento necessário é tudo. Que perder alguém dói, e que a saudade fica pra sempre.

Que amor não se demonstra só com palavras. Que presente não é pra ser dado apenas em ocasiões especiais. Que nada vale mais do que ser você. Que não dá pra estar em todos os lugares sempre.

Que relacionamento não é prisão. Que educar não é passar a mão na cabeça. Que família é tudo. E amigos são mais ainda.

Que o amanhã pode chegar a qualquer momento. Então, é melhor aproveitar.

quarta-feira, abril 09, 2008

Três letrinhas

Ah, os 30 e poucos anos... Como é bom sair com as amigas da infância e morrer de dar risada com as histórias de ontem e de hoje. As de hoje principalmente, que estão cada vez mais vergonhosas. Ui!

Ontem, em mais um encontro das amigas do colégio, fomos perturbar os consumidores de um restaurante japonês conhecido da cidade. E perturbar é a palavra, porque as gargalhadas estão ficando cada vez mais altas com o passar do tempo.

As gargalhadas mais altas e as memórias, mais apagadas. Cheguei ao restaurante e quatro de nós já estavam lá (éramos sete), ocupando a mesa que reservei. Solícito, o garçom se aproxima e pega as fichinhas repletas de pedidos de sushis e sashimis para mulheres famintas. “Gil, traz uma coca light com gelo e limão”? “Gil, traz molho teriaki”? E o “Gil” trazendo tudo, com um sorriso no rosto, como se estivesse em seu próprio harém. E o tempo passa...

Até que, na metade da noite, uma de nós – que chegou por último – vai fazer o pedido e pergunta quem é o garçom que está nos atendendo. “Aquele ali, o Gil”, responde alguém. “Gil? O nome dele é NEY! Meu Deus...”

Ai, que vergonha! Ai, que vergonhaaaaaaa! Passamos a noite toda chamando o moço de Gil, tadinho. “Ah, eu só lembrava que o nome dele tinha três letras”, justificou-se a balzaca na TPM que confundiu a todas nós – de tão 'íntima' que estava do garçom, todas achamos que eles eram 'chegados' um do outro, tipo amiguinhos. Quer dizer que ela podia ter se lembrado que era Ney, mas não. Pensou em Gil, pensou em Rui... Rui!

Só faltou chamarmos ele de Ana. Também tem três letras!

sexta-feira, abril 04, 2008

Quando um homem ama uma mulher

Dizem por aí que um homem apaixonado é capaz de tudo pelo objeto do seu amor. Tudo de bom, claro. Mas, prezadas leitoras, esta é mais uma história daquelas que só acontecem comigo, então... Como não pode deixar de ser, este é mais um capítulo do caso de amor que Murfy tem com esta que vos fala. Tudo aconteceu na última terça-feira. Esperava um dia normal de trabalho, meio corrido, mas aceitável. E é bem nessas horas, quando a gente acha que está tudo bem, que a merda fede.
Peguem a pipoca!
Cena 1
Primeiro, a reunião que eu tinha meio-dia foi transferida para as 13h. Ou seja, nada de almoço. Tudo bem, comer engorda e eu tô entrando em forma. Mas a bosta da reunião durou mais do que esperado e f... o resto do dia. Saí correndo de um emprego para o outro, mega atrasada. Chego lá embaixo de um calor daqueles de Brasília, por volta das 15h30, e encontro o prédio evacuado. Um gás misterioso invadiu o ambiente e tava todo mundo do lado de fora, naquele esquema “você não pode trabalhar, mas também não pode ir embora”, sabe como é? Enfim, resolvi abstrair e fui comer o pior sanduíche da minha vida. Corta! Volta pro estacionamento.
Cena 2
Cansada de esperar uma solução para o gás, fugi para casa porque precisava publicar uma matéria e revisar outra. No sossego do lar, o cachorro pede desesperado por um rolé de coleira. “Vou dar uma volta com o cachorro, deixa o portão aberto”, gritei para a passadeira, que estava de saída. Já deu pra ver no que deu? Ainda bem que o muro é baixo e o vigia é gente boa e ágil.
Parênteses: Existe uma chave escondida para esse tipo de confusão. Chave essa que eu nunca lembro que existe. Pra quê facilitar se dá pra complicar? Prova de amor, né, gente?
Grand finale
18 horas. Matérias devidamente publicadas. “Ah, vou descansar”. Toca o telefone. “O prédio foi liberado, volta pra cá.” Manda quem pode, obedece quem quer dinheiro no fim do mês. Quase chorando, sigo de volta para o trabalho enquanto o resto da cidade segue para casa. Pelo menos pego o fluxo contrário do trânsito. Chego esbaforida e aí... “O prédio vai ser evacuado de novo, pode ir embora”. TU TÁ DE SACANAGEM, NÉ? Gritou a insana dentro de mim. Como se minha gasolina fosse aquilo que sai do bebedor.
Carro. Trânsito. Dor na cabeça, nas pernas, nos pés. Ensaio até meia-noite. E mais um capítulo da minha corrente história de amor.

segunda-feira, março 31, 2008

A La Capitão Caverna


Já tinha afirmado e reafirmado aqui neste espaço que eu não tenho vocação para mulherzinha. Mesmo assim, de vez em quando procuro ver se evoluí nesta questão e me desafio a vencer alguma batalha. Sempre perco, é lógico, e me convenço mais um pouco de que não nasci para certas atividades voltadas para as pessoas XX.

Meu último desafio consistiu em secar minha franja. Sim, minhas colegas de auditório, uma besta franja me derrubou. Munida de secador potente e um conjunto de escovas que adquiri para este fim específico, lá fui eu dar um trato no visual. Ó, ilusão! Fico com vergonha de mim mesma. Ainda bem que meu espelho não fala. Ia ser constrangedor.

O pior é que todo mundo que já mexeu no meu cabelo me fala a mesma coisa: “seu cabelo é fino, deve ser super fácil de secar”. Nã-nã-nã. Fácil para as mulherzinhas espalhadas pelo mundo, missão impossível para esta que vos fala. É mais fácil me enforcar no fio do secador do que conseguir secar minha franja. E olha que estamos falando de duas mechas de cabelo. Não vou nem entrar na questão da juba por inteiro.

Totalmente contra escovas progressivas e afins, que me deixariam como o cigano Igor – aquele que tinha sempre a mesma cara, independentemente da situação (quem não se lembra do “Dara eu te amo”; “Dara, eu te odeio”, com a mesma expressão?) -, fico aqui com meu visual Capitão Caverna e procuro ser feliz assim. Afinal, todo mundo sente saudades dos anos 80, não é mesmo?

segunda-feira, março 24, 2008

Confissão

Venho, por meio deste, confessar aqui meus pecados. Não sei que tipo de penitência terei, mas, já imagino que irei sofrer. Pequei contra mim mesma, e isso não é nada bom.

Tinha prometido que não iria cair mais nesse tipo de tentação. Mas você estava lá, lindo e gostoso como sempre e, depois de tanto tempo sem te ver, bateu saudade. Você ficou me tentando, passando para lá e para cá, desfilando como quem não quer nada. E você sabe muito bem que eu adoro você, não resisto nunca. Nem a você e nem aos seus amigos. Pequei, e pequei com excesso.

E eu que estava indo tão bem. Já tinha criado uma espécie de couraça contra você. Nem nesta época, em que estás tão no auge, eu fui atrás. Fiquei na minha, me fazendo de morta. Mas você veio de mansinho, e me tirou do sério. E agora vou sofrer por causa daquela vagabunda enérgica que sempre está com você, porque ela vai vir atrás de mim. E eu odeio este tipo de exposição.

Tudo por sua causa, brigadeiro safado!

sexta-feira, março 14, 2008

Imagens e palavras



Beleza




Sossego




Descanso



Férias

terça-feira, março 11, 2008

As princesas e a plebéia

Seguindo dica mais que sensacional de uma amiga mais que sensacional, passei minhas férias – merecidas, esperadas e curtas – em um spa na beira da praia, no litoral mais lindo do país: Maragogi (AL). Além de descansar (objetivo 1), pegar muito sol (objetivo 2), e emagrecer (objetivo 3), conheci pessoas que me provaram que o mundo é grande, e está recheado de gente sem-noção.

Não sei se foi depois da divisa Pernambuco/Alagoas, depois de entrar no resort ou depois de entrar no restaurante, mas em algum momento em devo ter passado por um portal que me levou para a ilha da Barbie. Tirando três coleguinhas que, junto comigo, pertencem à classe “gente que rala” do país, o resto das spasianas eram mulheres que deixariam qualquer editor de coluna social feliz para o resto da vida. Gente que é PhD em spa, esposas de donos de redes de postos de gasolina, fazendas, lojas. Mulheres que realmente acreditam que procedimentos estéticos são a solução de todos os problemas do mundo. Fome? Cirurgia bariátrica. Saúde? Lipoaspiração. Economia? Spa (assim elas ficam mais 'bonitas', os maridos mais 'apaixonados', e as bolsas Louis Vuitton mais cheias de dinheiro para ser desperdiçado). E no meio disso tudo EU, trabalhadora assalariada, que vai pagar a viagem em parcelas e que, segundo a Miss Bundão – uma das mulheres mais sem-noção que conheci – não tenho problema com peso, apenas gordura localizada. “Você devia fazer uma lipo”, ela me aconselhou. Entendi porquê conselho não se vende, ela ia morrer com a mercadoria encalhada.

Mas, tirando a gaiola das loucas, valeu a pena conhecer um pedaço do paraíso na terra. Recomendo.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Tempestade antes da bonança

Segunda-feira: uma lembrança do dilúvio bíblico resolve dar as caras na cidade bem na hora que eu saio do trabalho para fazer uma entrevista. Conseqüências: levo 1h20min para percorrer um trajeto reto de uns 20km; saio da entrevista e pego o rumo de casa, só para descobrir que o tempo mínimo para atravessar a Ponte JK é de uma hora; ligo para casa e descubro que, devido às chuvas, não tem luz; as ruas alagadas sujam meu carro que estava lavado e me dão certeza de que meu 1.0 é anfíbio. Procuro refúgio no McDonalds da 405 sul, já que não tinha mais para onde ir. Mais conseqüências: a gordura que eu ingeri vai toda para o meu quadril, com certeza. Minha nutricionista vai me matar, minha massagista vai me bater, literalmente. Chego em casa às 21h15 – mais de doze horas depois de ter saído -, praticamente junto com a energia elétrica.


Terça-feira: acordo e não tem água para tomar banho. Meu padrasto chamou uma firma para lavar a caixa d'água e, para completar, acabou com a água - no próprio banho - que restou na caixa depois que ele fechou os registros. E me dá a notícia com um sorriso no rosto, como se tivesse graça você acordar para trabalhar fora o dia todo e não poder tomar banho antes de sair. Conseqüência: tive que tomar banho na casa de uma amiga solidária, que ainda me deu café da manhã. Pelo menos uma notícia boa. Fim do dia, uma dor de cabeça terrível. E eu ainda tenho ensaio das músicas que vou cantar em um casamento em abril.


Quarta-feira: depois de trabalhar o dia todo, fui cobrir uma reunião agendada para as 19h. Que começou às 20h30. Acabou às 21h40. Dilúvio bíblico na cidade, parte II. Guarda-chuva de bolsa: prático de carregar, uma merda de usar. Encharcada, chego em casa às 22h. Produção da matéria (leia-se escrever, aprovar, arrumar foto e publicar tudo no site) até 23h. Agora sim: banho e jantar. Amanhã tem mais!

Quinta-feira: depilação às 8h30 da manhã, cobertura de assembléia de servidores às 10h, produção de matérias. Almoço, shopping e mercado, dilúvio III e, finalmente, casa. Para dar início à fase da bonança.

Sexta-feira: aeroporto. Praia. Por uma semana.

Beijo e tchau. Férias, uhuuuu!!!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Raio X

Estatura mediana, cabelo castanho escuro com resquícios de vermelho. Olhos castanhos com miopia, astigmatismo, ceratocone e lentes de contato. Sorriso torto. Barriga que cisma em aparecer, bunda que tem diminuído, quadril herança de família. Pés lindos. Coração do tamanho do mundo - para quem o conquista. Cabeça dura. Boca que fala pelos cotovelos. Ombros amigos. Mãos que ajudam. Ouvidos abertos. Gênio forte. Pavio curto. TPM visível. Riso frouxo. Bom-humor. Um pouco louca. Cantora de igreja. Madrinha de casamento. Jornalista. Membro do orkut. Cinco endereços de email. MSN e GTalk Dois celulares. Palm. Ipod. Internet o dia todo. Lost. Grey's Anatomy. C.S.I. Desperate Housewives. Friends, sempre. Big Brother. Livros. Finais de semana tranqüilos. Comida japonesa, chinesa, mexicana, americana, brasileira, espanhola. Doce. Chocolate preto e branco. Sorvete de morango. McDonald's. Milkshake de ovomaltine. Bebidas light. Chopp. Cerveja. Smirnoff Ice. Aparelho na infância. Gorda. Magra. Gorda. Magra. Milhares de matrículas em academias. Sedentária. Dois empregos. Muitos amigos. Algumas perdas. Choro. Dor. Otimismo. Alegria.
Feliz.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Como Vanessa da Mata

Eu quero um amor de cinema. Chamem-me de ridícula, mas eu quero. Cansei dessas histórias que já começam com cara de fim. Cansei desses caras que só querem você para ser mais um número na lista de conquistas.

Cansei de gente me dizendo para sair mais, trocar de amigos, fazer mais cursos e etc. Como se essas fossem soluções viáveis. Pfff...

Já decidi: um dia eu vou pra Irlanda. Tenho certeza que o homem da minha vida está lá. O lugar é lindo, a cerveja é boa... Tá bom, confesso que minha fantasia começou depois que assisti ao filme P.S., Eu Te Amo. Mas já que eu quero um amor de cinema, nada melhor do que me deixar iludir por um filme mega mulherzinha recheado de homens maravilhosos, não é mesmo?

E por falar em cinema, esta semana vai sair um filme com um quê de parecido com a minha vida. Vestida para Casar conta a história de uma bela moça que já foi madrinha de casamento 27 vezes e que dá uma pirada quando a irmã mais nova casa antes dela.

Eu já fui madrinha 5 vezes (e a sexta virá este ano) e minha irmã casa ano que vem. HPAP, aqui vou eu!

Segue o trailer de P.S., Eu Te Amo.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Para o meu pseudo

Essa cartinha eu escrevi para o João, no dia que eu soube que ele estava vindo aí...

Acabei de saber da sua existência, e as lágrimas escorreram como se você fosse meu. Claro que, na fila de pessoas felizes estou atrás de pais, avós, tios. Todos já aguardando que você fique bem quietinho aí e que só saia no momento certo.

Você ainda é um ‘cabeça de alfinete’, mas sua torcida já é imensa. Se você soubesse... Nem imaginas, mas és um capítulo tão lindo quanto a história de amor da qual fazes parte.

Por isso, ‘guenta aí, viu? Se aconchegue nesse colo que é só seu, e que está pronto para te proteger, te guardar, te fazer crescer saudável. Se segura forte e diga não às probabilidades negativas. Mostra para todo mundo que para tudo tem jeito nessa vida. Que o retrovertido assusta, mas que você não está nem aí.

Venha, mas venha com calma, sem pressa. Não vamos a lugar nenhum sem você, meu pseudo-sobrinho-afilhado.

Já te amo.
Beijo

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Efeito Murfy

E eu reclamando da falta de feriados no segundo semestre...

Neve deixa milhões sem energia e transporte no sul da China
Folha online
Milhões de chineses sofrem com a falta de água e energia elétrica e estão sem transporte devido às tempestades de neve que paralisaram várias regiões do sul do país nos últimos dias.
Cerca de 50 pessoas morreram devido ao mau tempo --25 delas em um acidente de ônibus em uma estrada coberta de neve perto da cidade de Sanhe (sul) nesta terça-feira.
O caos atinge o país durante o único feriado do ano, enquanto chineses tentavam viajar.
Uma multidão que aguardava debaixo de chuva em estações de trem e ônibus na Província de Guangdong (sul) foi alertada por autoridades locais para abandonar os planos de viajar até as cidades de origem para se reunir com as famílias para o feriado do Ano Novo chinês.
Para milhões de trabalhadores, o feriado é a única chance do ano de rever os familiares.
"Eu não consegui comprar passagem, mas espero que muita gente desista para que agora eu consiga", disse Ding Ming, um dos que aguardavam na multidão que se formou na região. Ele tentava pegar um trem para chegar até sua cidade, Chongqing, e rever a mulher e o filho.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu desculpas à população pelo caos. Ele utilizou um megafone para se dirigir a passageiros presos na estação de Changsha (sul). Nesta quarta-feira, ele visitará Guangzhou para oferecer palavras de conforto à população.
"Vocês vêm enfrentando muitos problemas", disse Wen à multidão presa na estação.
Rodovias e linhas férreas bloqueadas pela neve causaram atraso na entrega de carvão, causando falta de energia elétrica em 17 das 31 Províncias da China.
Os esforços para a retirada da neve são dificultados com a falta de solventes químicos, com produtores do norte do país --que não é atingido pela neve-- impossibilitados de enviar os carregamentos para o sul. Algumas áreas não possuem equipamento para retirar a neve.
Mais de 5 milhões nas Províncias de Hubei, Guizhou e Jiangxi sofrem com a falta de água.
Algumas regiões de Guizhou ficaram duas semanas sem energia elétrica, segundo a Xinhua.


quarta-feira, janeiro 16, 2008

Arquitetura capilar


Nunca pensei que existissem tantas opiniões distintas sobre duas tiras de pêlos. Fazer as sobrancelhas tem se transformado em um curso intensivo de desenho capilar. Eu, que nunca me preocupei muito com isso – ficava feliz em tirar o meio que teima em transformar-me em uma pessoa com monocelha e os excessos acima da pálpebra -, agora tenho que me preocupar com o formato das benditas. Logo eu, que não entendo nada dessas coisas tão ‘mulherzinhas’.

Para piorar minha situação, a sobrancelha direita é igualzinha a de papai e tem um bico pontudo que insiste em fazer parte do meu visual. Pobres ‘fazedores de sobrancelha’... Deixar meu rosto com medidas simétricas deve ser muito chato para eles.

E as lendas? “Se fizer com cera, cai a pálpebra”. Been there, done that. Minha pálpebra é caída porque eu tive paralisia facial quando era pequena, e não por causa da cera. “Se tirar com pouco intervalo de tempo, sua sobrancelha não cresce mais.” Só se for com pouco tempo de vida! Tenho um primo que arrancou as dele com chiclete quando tinha 3 anos e elas nunca mais cresceram. Nem com a puberdade. Ele é um sem-teto ocular.

Minha mais recente missão consiste em deixar as minhas crescerem o máximo que eu puder, para atingir um nível de satisfação aceitável. Vamos ver quanto eu agüento. Portanto, se vocês me encontrarem na rua parecendo uma mulher das cavernas, não se assustem. É tudo pelo social.

terça-feira, janeiro 08, 2008

E lá vem os 31

Uma grande amiga me disse uma vez que fazer 30 anos era legal, mas que os 31 eram melhores ainda. E os bons ventos que têm soprado me fazem acreditar que isso é verdade.

À beira dos 31 anos, me sinto feliz em vários aspectos e já enxergo as novidades que este ano me trará: vou comemorar meu aniversário cercada de amigos, pessoas que amo estão grávidas e vão me dar ‘sobrinhos’ lindos, entrei o ano sem dívidas, estou mais magra, tenho uma irmã médica... E mais um monte de coisas boas!

Viva os 31!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz 2008!

Boas festas para todos vocês.
Até o ano que vem!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Nataaaaaaaaaaaaaaaal


Estão todos convidados!
(a foto está pequena para ler, eu sei. Basta clicar em cima dela que tudo fica bem!)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Vergonha Alheia

Existe sentimento mais desconfortante do que a vergonha? O corpo esquenta, o rosto enrubesce, sai suor por todos os poros... Terrível. Pior ainda é quando você sente isso tudo, e nem é você quem está vivenciando a situação constrangedora. É a tal da vergonha alheia.

Já presenciei vários episódios onde senti vergonha pelo outrem. Vários. De gente que escorrega na escada da saída do cinema a mulheres extremamente mal vestidas que acham que estão abalando. O último episódio aconteceu no último domingo.

Fui ao culto noturno da minha igreja, porque tinha apresentação de cantata de Natal do coral que minha amiga rege – e eu sou doida com criança. Ao final da apresentação, o pastor foi fazer uma breve reflexão sobre o Natal e como tinham muitas crianças presentes, ele usou uma linguagem bem simples. Para atrair a atenção dos pequenos, deu início à sua fala perguntando como se dizia 'Feliz Natal' em línguas diferentes. Uma criança disse em inglês, alguém arriscou um espanhol, o pastor falou em alemão... De repente, um senhor que estava sentado no mesmo banco que eu e a mãe de um amigo – que é tão debochada quanto esta que vos fala -, vira e fala: “Merci Beaucoup”. Cri-cri!

Graças a Deus ele não falou tão alto, mas nós que dividíamos o banco tivemos que fazer um esforço sobrehumano para não cair na gargalhada. E vergonha que eu senti por ele? A mais alheia de todas.

A idade é cruel.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Personagens da minha história

Os 30 anos me fazem ver a vida por meio de uma perspectiva bastante reflexiva, às vezes. Eu, que sempre adorei ler, comecei a pensar sobre as personagens da minha vida. As pessoas que marcaram momentos, épocas e que recheiam minha história.

Primeiro, aquelas que são da família, que são como espelho. Tem também as que agradam e desagradam, mas que estão sempre por perto. Aquelas personagens que chegaram como quem não queriam nada, e que conquistaram papel importante e essencial.

No capítulo ‘vida amorosa’, tem aquele do primeiro beijo, o primeiro namorado, e que hoje é um grande e querido amigo. Tem também aquele do primeiro pé na bunda, e aquele da primeira vez. Ponto e vírgula. Estou à procura daquele que é para sempre.

Existem as personagens que encheram a infância, a adolescência e que persistem até hoje. Que me fazem chorar de rir ao relembrar certos momentos. Que me entendem só de olhar, que guardam minhas lembranças e que confiam em mim para guardar a delas. Aquelas de quem já fui madrinha de casamento, que me deram colo quando perdi meu pai, que celebraram comigo quando passei no vestibular, que me acham divertida. As que sempre se lembram de mim e que por mim nunca são esquecidas.

Aquelas que me buscaram na deprê e que me fizeram rir de novo. Que apostam na minha capacidade profissional até mais do que eu. Que dividem conquistas.

Enfim, aquelas a quem eu amo muito. E que tem lugar garantido até o final da minha história.

domingo, novembro 25, 2007

Amor de barriga


Sou uma pessoa capaz de ficar feliz com a felicidade alheia. Ver meus amigos felizes me deixa muito bem. Neste quesito, vivi experiências diferentes nos dois últimos finais de semana. Pude observar o amor de mãe em suas formas mais sinceras: no durante e no depois da gravidez. E só posso esperar que a vida tenha reservado para mim toda a alegria, beleza e amor que vi nestes dias.

Apesar dos enjôos e de alguns outros inconvenientes, é muito legal perceber as mudanças que acontecem com uma mulher quando ela engravida. São sutis, mas impressionam. De um jeito bom. E não estou falando de mudanças físicas. É aquele famoso ‘brilho’ que dizem que as grávidas têm. Ele existe e é sensacional percebê-lo. Olhar os pais e imaginar como vai ser o rosto daquela pessoinha que está crescendo ali. Eu me divirto.

E depois conhecer a pessoinha. Ver que nem a mais solta das imaginações poderia adivinhar tanta perfeição em um ser tão pequeno. Ver que aquele brilho inicial se multiplica e contagia, tamanha a felicidade dos pais.

Milagres acontecem.

domingo, novembro 18, 2007

A primeira, única e última vez

Assim como o primeiro sutiã, a primeira vez de qualquer coisa que a pessoa considere importante é inesquecível. Comigo, lógico, isso não podia ser diferente.

Lembro bem que, só de pensar no assunto, já ficava nervosa. Eu tinha certeza absoluta que iria ficar tão tensa e, conseqüentemente, passar tão mal, que iria vomitar no meio. Todo mundo falava que eu era doida. O negócio era tão rápido que quando eu visse, já teria acabado, diziam. Animador ou não, resolvi seguir o conselho e enfrentar a coisa. Se todo mundo faz, por que não eu? É seguro e, se eu fechar bem os olhos, não vejo nada e, assim, não passo mal. Com este pensamento, lá fui eu.

Começou devagar. Tudo parecia tranqüilo e seguro. Mas meu coração batia como a bateria de uma escola de samba. À medida que a velocidade aumentava, eu pedia que chegasse logo ao fim. E a animação ao meu redor me deixava confusa. Como alguém pode gostar disso, gente?

Finalmente a velocidade foi diminuindo e a viagem chegou ao fim. Ainda bem. Fiz uma vez, não faço nunca mais. O negócio não é mesmo feito para mim.

Definitivamente, odeio montanha-russa.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vontade de dar um soco

Viver significa ter que encarar várias coisas, todos os dias. A pior delas, sem dúvida, é ter de lidar com pessoas inconvenientes. Sim, aquele tipo de gente que merece ser mandado à merda diariamente.

Pessoas inconvenientes sempre acham que tudo o que ela fez/faz na vida é melhor do que qualquer outro feito que alguém possa ter realizado. As baladas são as melhores, o fim de semana é o mais imperdível e ela é a pessoa mais linda, paquerada e requisitada do ciclo social. E as histórias legais que elas contam? E as risadas fora de hora?

Sem contar que eles atacam em qualquer lugar. O 'inconveniente' é igual a baratas. É o imbecil que fica no celular dentro do avião, mesmo depois dos repetidos pedidos para desligar o aparelho; é o sem-noção que acaricia a barriga da mulher grávida - independentemente do grau de amizade com a futura mamãe - e mesmo que a barriga nem esteja aparecendo direito; é o estúpido que vai à festas de casamento só para criticar os noivos – aqueles que, por sinal, estão enchendo o bucho do infeliz que nem dá presente. É a praga social que não tem fim.

O último caso de inconveniência que presenciei aconteceu na última sexta-feira. Estava esperando umas amigas em um restaurante mexicano da cidade e, na mesa ao lado, um grupo de sete pessoas conversava animadamente. À medida que a animação subia, aumentava o volume de voz das pessoas e, conseqüentemente, passei a prestar atenção no papo. Conversa vai, conversa vem, tem início um papo sobre amor. Foi a deixa que a inconveniente em questão esperava.

No grupo, havia um casal de estrangeiros que, no quesito amor, não tinha do que reclamar. “Ah, vocês não podem falar, ainda estão em lua-de-mel”, brincou uma das moças do grupo, fazendo referência à recente união do casal. “Vocês casaram há quanto tempo?”, solta a pessoa que, além de inconveniente, é fofoqueira. “Um ano”, responde o simpático casal. “Um ano? Nossa, meu primeiro ano de casada foi o pior da minha vida!”, proclama a sem-noção, dando início a uma lista de histórias cheias de mazelas sofridas por ela. Para piorar a situação, a moça ainda se utilizava de várias gírias, o que dificultava o entendimento do relato. Você já tentou explicar para um estrangeiro o que quer dizer a expressão 'ter o rabo preso?'. A inconveniente tentou. Eu, que estava de butuca na conversa, queria bater nela, imagina o resto do grupo...

Ainda bem que Deus inventou a cerveja.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Um funeral, um casamento e o “número 2”

Tenho um problema sério. Sempre que viajo, sofro os males do que chamo de ‘prisão de ventre geográfica’. Basta ficar longe do meu banheiro para tudo travar. É horrível.

Coincidência ou não, as duas últimas vezes que fui ao Rio de Janeiro consegui celas com janela nessa minha prisão geográfica. A primeira vez, há três anos, estava eu hospedada na casa de uma amiga, mais travada do que cofre. Infelizmente a avó de uma amiga da minha hospedeira faleceu e toda a família teve que ir ao funeral. Como não conhecia a família enlutada, fiquei em casa. Era a brecha que, aparentemente, eu precisava. Meu intestino parece que se deu conta dessa tal ‘liberdade condicional’ e resolveu voltar à ativa. Ainda bem, estava quase apelando para remédios.

Três anos depois volto ao Rio, dessa vez para um casamento. Mesmo lugar, mesma situação embaraçadora. Afinal, estava hospedada na casa da noiva. Por sorte, a mulherada toda resolveu se arrumar no mesmo lugar e, de novo, lá estava eu. Sozinha. E lá estava ele, o senso prático, me dando mais uma chance de não morrer entupida.

Na próxima vez, vou fazer um teste prévio com Activia.

terça-feira, outubro 30, 2007

365 dias


Hoje o blogoso faz um ano, aêêêêêêêêê!!!

Gostaria de agradecer a todos aqueles que me visitaram durante este período. Que dividiram comigo risadas, lágrimas, opiniões...

Obrigada pelas visitas, pelos comentários e pelo apoio para que eu não pare de escrever.

Valeu, gente!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Investimentos

Entro na reta final dos meus 30 anos, pelo menos em um aspecto, como sempre vivi: praticamente quebrada financeiramente. Todo mês que acho que vai sobrar algo para a poupança, aparece uma coisa pra resolver. Mês que vem terei que trocar os pneus do carro que, segundo meu padrasto, estão ficando carecas. Saco.

Não sei e não consigo guardar dinheiro. E tenho grande parcela de culpa nisso, porque se eu tenho algum e vejo algo que me lembra alguém, pumba!, presenteio mesmo. Sei que não sou o Papai Noel e nem o Bill Gates (nem a Madre Teresa, como brinca uma amiga minha). Apenas alguns seres do meu círculo têm esse privilégio.

E existem gastos que valem muito a pena, independentemente do momento financeiro. Fazer um esforço para realizar desejos é recompensador. Ninguém nunca vai me tirar as coisas boas que vivi quando fui a Buenos Aires, meu primeiro espetáculo do Cirque du Soleil, o meu conforto por poder ter aparelhos de TV e DVD no meu quarto, as risadas que dou revendo meus “boxes” com minhas séries prediletas, o prazer que sinto em ouvir meus CDs originais. Desperdício? Pode ser. Mas, nunca se sabe o dia de amanhã. E caixão não tem gaveta. Ou tem?

terça-feira, outubro 23, 2007

Selva de Pedra

Que eu adoro criança, todo mundo sabe. E foi esse um dos motivos que me fez acordar às 6h30 da manhã no feriado do dia 12 para me enfiar na fazenda de um amigo meu, com um grupo de amigos e mais 65 crianças da minha igreja. E o que parecia ser um mega-programa-de-índio-com-cotação-mil-machadinhas, foi muito legal.

A Fazenda Ercoara é uma fazenda de criação de ovelhas. Aproveitamos o local para mostrar às crianças os animais que muitas delas nunca tinham visto. Gente, que experiência ótima! Levamos às crianças ao aprisco onde ficavam os cabritinhos e a expressão do rosto delas pegando aqueles bichinhos no colo e tirando foto valeu todo o sono e o calor que eu estava sentindo. Em um mundo onde as crianças já nascem cercadas de tecnologia e são fotografadas ainda na maternidade, ter a oportunidade de conviver com ovelhas no meio do mato foi sensacional para elas. E vê-los absorver aquele monte de coisas foi especial pra mim. Fiquei pensando que eu não tive essa oportunidade quando pequena e espero que meus filhos/sobrinhos possam sair um pouco dessa vida urbana que a gente leva e ter suas próprias experiências.

Sem contar que as crianças são engraçadas demais! Tinha um de três anos – haja confiança desses pais em nós, “tios” – que foi pronto pra tudo: levou repelente, roupa camuflada, pomada para picadas de bicho. “Tem que passar imediatamente se alguma coisa me picar”, disse ele. Outra, que deve ter uns 4 anos, levou biquíni, sundown, toalha e roupa pra trocar. Na hora de se molhar, pegou tudo na mochila. “Tia, trouxe tudo que precisa!”. Sem esquecer da máquina digital. Isso é que são crianças bem treinadas.

sábado, outubro 13, 2007

Bum!

Aprendi hoje: cabelos brancos são conseqüência de perda de energia vital.

E como você perde energia vital?

Tendo filhos e tendo sexo.

Conclusão:

Eu sou uma bomba atômica.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Sentimento de pertencer

Há três anos atrás, tive depressão. Leve, segundo minha médica - e Deus me livre de conhecer a pesada -, mas tive. Devido ao meu estado de espírito – que era conseqüência do meu ’insucesso’ na carreira -, passei a sentir ojeriza pela minha profissão. A palavra “jornalismo” me causava arrepios e enjôo. De verdade. Era uma sensação esquisitíssima.

Vendi meu carro, me matriculei em um curso de inglês em Londres e comecei a me preparar para sumir daqui e deixar para trás tudo de ruim que a vida estava me oferecendo. Mas a vida tinha outros planos para mim, e nesses casos querer não é poder. Só sei que de repente, na caverna aonde tinha em enfiado, surgiu uma luzinha de esperança, de que tudo ia ficar bem. No meio do meu caminho tinha um holofote... E uma força pra levantar a cabeça e seguir em frente que Deus só tinha me dado uma vez, depois que meu pai morreu. Pois aí estava Ele de novo, me ajudando como sempre. Só faltava que eu enxergasse isso.

Fiquei. Recuperei o dinheiro da viagem. Arrumei emprego mesmo me sentindo muito insegura. Mas era a hora de provar para mim – e só para mim – que eu era capaz de vencer aqueles sentimentos ruins que tinham tomado conta de mim por tanto tempo.

Prova disso é que hoje trabalho em dois lugares. Tudo bem que em um deles rola um esquema de freela. Tudo vale. Enfim, neste lugar existe muita burocracia. Todo mundo tem crachá, um de cada cor para cada função. Apesar de estar lá há quase 5 meses, até esta semana eu andava por lá apenas com a minha cara-de-pau. Mas tudo mudou. Recebi meu crachá e, de quebra, permissão para usar o estacionamento dos funcionários. “Agora você é gente”, brincou uma amiga minha que trabalha no mesmo local. Mal sabe ela que esse foi, para mim, um dos melhores sentimentos. Depois de tudo o que já me aconteceu, é muito bom ter esse sentimento de pertencer.

sábado, outubro 06, 2007

Pergunta sem resposta




Você já parou para pensar qual a sua função neste planeta azul e verde e redondo que você habita? Eu já. Várias vezes. Acho que penso nisso há 30 anos, e até hoje não encontrei uma resposta que me dê paz de espírito.

Acredito que, na verdade, tenho uma grande parcela de culpa nessa história. Fica difícil definir minha utilidade aqui, se ainda não sei direito quem sou totalmente. Mais uma questão em branco na minha prova de vida.

Para alguns sou a amiga engraçada que sempre tem alguma tirada para alegrar o dia. Gosto disso. Fico feliz em saber que tenho ‘o poder’ de fazer alguém rir. É confortante e ajuda nas horas de consolar o próximo (o que não significa que eu conto piadas em enterros. Tenho noção!).

Para outros, sou o ouvido nas horas de desabafo; ou, sou o ombro nas horas de tristeza; a companhia para o cinema de fim de tarde no domingo; a memória das lembranças escolares; o ‘pau pra toda obra’; aquela que nunca esquece os aniversários; que dá presentes sem motivo; que diz ‘eu te amo’ sem vergonha. Enfim, sou muitas coisas para as pessoas, e isso me deixa orgulhosa. Infelizmente, nem sempre isso é suficiente.

Existem os dias – como os de hoje – quando eu só queria ser a mulher da vida de alguém, mesmo que essa vida durasse pouco. Queria ter alguém para tomar sol na piscina de casa, ou sair para comer junto, para ir ao cinema, dar uma volta no shopping, tomar um chopp. Alguém que fosse comigo à Feira do Paraguai colocar um cabo no meu som para que eu use meu iPod no carro. Alguém para me arrumar para, que me desejasse, que quisesse me apresentar para os amigos. Que pudesse ir comigo aos meus encontros com amigas casadas. Que agüentasse minha TPM. Que brigasse comigo para depois fazer deliciosas pazes. Alguém que dissesse que me ama também.

Tem vezes que ser solteira dói.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Coisas de mulher

Dizem por aí que mulheres que convivem por muito tempo ficam menstruadas na mesma época. Dizem também que amizade e trabalho não combinam. Pois cá estou eu para provar que ambas as teorias são, se não furadíssimas, no mínimo complementares. Quer ver?

Na minha sala trabalham quatro pessoas: três mulheres e um homem. E tudo corre na mais perfeita paz, sempre. E não é coisa que acontece há um mês ou dois, não. Há anos que o clima é esse. Obviamente, rolam uns esporros, mas eles são tão esporádicos quanto as chuvas no mês de agosto. Mais óbvio é perceber que, com ou sem esporros, a amizade entre nós prevalece. Pode ser a água do local, mas a meu ver todo mundo lá tem maturidade suficiente para conseguir separar as relações - pessoal e profissional. Logo, essa teoria de amizade não combinar com trabalho só serve para gente insuportável.

O que nos leva à ‘lenda’ da menstruação. Eu nunca acreditei nisso, até HOJE. Achei que o fato de estar malhando e fazendo dieta pudesse ter interferido no meu ciclo, mas isso é mais balela do que a teoria em si. O lance do convívio tem fundamento, sim. E o mais engraçado em perceber isso é que, se rola menstruação, rola também TPM conjunta.

E aí, meus amigos, haja chocolate.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Vivendo e aprendendo


Em mais um capítulo da série “aprendendo sobre casamento com as amigas”, lá estava eu com ouvidos atentos para absorver tudo sobre um momento decisivo da vida a dois: a divisão do banheiro. Segundo relatos de amigas fiéis, ter apenas um banheiro em casa é mais instigante do que possa parecer. É um desafio diário e uma prova de amor incontestável.

Por exemplo: acredito eu que a maioria das pessoas concorda com a afirmação de que ter que fazer cocô na frente do ser amado é a situação mais humilhante que se possa enfrentar. Pois bem. Você acorda de manhã e tem que passar por todos os trâmites preparatórios para um dia de trabalho: banho, escovação de dentes e cabelos, maquiagem etc. Seu marido, que se arruma assustadoramente rápido, entra no banheiro primeiro e lá se aloja por 40 minutos para depositar no vaso o que foi produzido durante a noite. E não adianta esmurrar a porta, pedir por favor, pressa, nada. Só existem duas coisas a serem feitas: ou você se atrasa ou divide o banheiro com o trono do rei.

Outra situação: depois de um dia aparentemente feliz, ambos chegam a casa. Um com ânsia de vômito, o outro com diarréia, decorrentes de muita bebida misturada com comidinhas duvidosas. E agora, José? Não dá pra cronometrar nenhuma hipótese de revezamento. Solução encontrada e relatada a mim: vaso pra um, balde de lixo pro outro. No corredor.

Também ouvi relatos de gente que tomou um Almeidão para se livrar do intestino preso, urrou de dor no vaso e o teve o maridão/companheiro segurando a mão e agachado ao lado; gente que vomitou e, por puro reflexo, deu um ploc no marido para agradecer o apoio; gente que acordou de madrugada com o marido super-ultra-mega bebum vomitando na cama igual criança. Vale tudo por amor.

Quem casa quer casa com dois banheiros.

quinta-feira, setembro 20, 2007

O bom, o ruim e o Sex and the City

O dia que foi um dos dias mais importantes da minha vida foi também um daqueles que você quer apagar da memória para uma grande amiga minha. De um lado, eu experimentava uma grande experiência pessoal. Do outro, ela conhecia os limites da arrogância e da falta de caráter de um indivíduo que frequenta o mesmo local de trabalho.

E como acontece em toda amizade, nos falamos para dividir ambas as experiências. Enquanto eu estava feliz por mim e puta por ela, ela estava arrasada por ela e feliz por mim. Fazer o quê nessas horas? Não existe muito que falar, nem muitas atitudes a se tomar. Nada dá muito jeito em nenhuma das situações.

Nos encontramos, uma para ser ombro outra para ser ouvido. Mas, na verdade, bastava simplesmente estar ali. E para momentos assim, nada melhor do que assistir Sex and the City.

E ali ficamos nos divertindo com aquelas histórias às vezes tão parecidas com as nossas. Comendo, dando risada e criando boas lembranças depois de um dia tão cheio de emoções tão diferentes.

Viva a amizade feminina.

sexta-feira, setembro 14, 2007

No escurinho do cinema


Há muitos anos atrás, quando a HotZone ainda se chamava Divertlândia e eu tinha uma facilidade assustadora para emagrecer, fui ao ParkShopping comemorar o aniversário de uma amiga de infância no McDonald’s (um dos únicos da cidade naquela época).

Como toda adolescente metida à besta, eu e outra amiga – dois anos mais velhas que a aniversariante – estávamos achando aquela comemoração toda muito infantil e resolvemos ir ao cinema.

Como o filme já tinha começado, entramos e nos sentamos nos primeiros lugares que vimos: as duas últimas cadeiras junto à parede (sim, as salas de cinema ainda não sonhavam com reforma e cadeiras aconchegantes). Filme rolando, me entra uma senhora no cinema. Quando me dei conta, lá vinha a senhora na nossa fileira, que estava toda ocupada. Eu estava sentada na última cadeira, do meu lado só a parede, e lá vinha a velha, pedindo licença e se dirigindo sabe Deus para onde. Intrigada, cruzei os braços e as pernas e fiquei esperando o desfecho da história (essa hora, o filme já tinha ido pro saco). E lá vinha a velha...

Quando me dei conta, lá estava ela, a velha, sentada no meu colo!!! Sim, meus amigos, a velha sentou em mim, pegou no meu joelho (achando que era o braço da cadeira) e já ia se acomodar. Mas só aí ela percebeu que o que ela segurava era o meu joelho – eu ria tanto que não conseguia falar nada -, se virou para trás e falou: “ué, tem gente aqui?”

TEM, minha senhora, eu tô aqui! Com a fileira inteira rolando de rir, a velha se levantou, pediu desculpas e saiu em busca de outro lugar. E eu, que tinha ido para uma festa de criança, recebi uma quase lap dance de uma velha caquética.
Tem coisas que só acontecem comigo.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Pá-pá-pá, tum!


Ah, as coisas que já aconteceram comigo nestes meus 30 anos... Lembrei de uma história ótima. Já aviso, o tema de hoje é sexo. Pudicos, caso não queiram lê-la, cliquem aqui.

Carnaval. Odeio. Prefiro ficar à milhas de distância de qualquer agitação. Juntei-me com amigos que pensam o mesmo e viajamos, certa vez, para uma fazenda, longe de qualquer lembrança da festa. Dentre os amigos, alguns casais.

Nos momentos homens pra lá jogando bola, e mulheres aqui falando besteira, começamos a debater um assunto muito pessoal: sexo e suas nuances, claro. Cada uma começou a falar o que já fez, o que gostaria de fazer, e o que não pretendia fazer nunca. Neste tópico, o tema principal foi o sexo anal. Enquanto a maioria absoluta das moçoilas presentes dizia que “nunca, jamais” iria permitir tal coisa, uma das minhas amigas observava a conversa, quieta. Findado o burburinho inicial, ela me solta a seguinte pérola: “gente, existe uma técnica. É só pá-pá-pá, tum!. Três tapinhas e uma lá, e assim vai, até o resultado final”. Assim, como se não fosse nada de mais. Pasmas e incrédulas duvidamos da tal técnica, e mudamos de tema.

Na manhã seguinte, acordei cedo – maldito relógio biológico – e fui para a cozinha comer algo. Dei de cara com outra amiga que também tinha se levantado e, como o resto do pessoal ainda dormia (e a casa era pequena, e qualquer barulho era ouvível), começamos a preparar o café no maior silêncio. De repente, vindo do quarto da nossa amiga liberal, o som. “Pá-pá-pá, tum!”. E de novo: “pá-pá-pá, tum!”. Mais uma vez: “pá-pá-pá, tum!.”

Nunca fiz tanta força para segurar uma gargalhada na vida. Minha amiga e eu nos olhamos e saímos correndo até o quintal, o mais longe que conseguimos, para poder rir em paz. Lá estava ela, a técnica, sendo utilizada – e comprovada, pelo visto. Ah, o amor matinal...

Minutos depois, me aparece a amiga liberal, com o maior sorriso na cara, crente que ninguém sabia de nada. Mal sabe ela que a gente sabia de tudo.

Antes que alguém pergunte: não, eu nunca tentei a técnica.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Grama, pra quê te quero?

Há dois anos atrás, fui com uma amiga, pela primeira vez, a Buenos Aires. Destino escolhido, pesquisamos, montamos um roteiro de lugares para visitar e coisas para fazer, e lá fomos nós.

A viagem foi super divertida, tudo deu certo, conseguimos visitar quase tudo o que queríamos. Deixamos para ir ao Museu de Belas Artes no último dia de viagem e, ao chegarmos lá, descobrimos que terça-feira é o único dia da semana em que o museu não abre. Tudo bem, ainda tínhamos muito que fazer. Sentamos em um banquinho em frente do museu e fomos olhar o mapa, para pegarmos as direções do próximo ponto a ser visitado.

Quando estávamos saindo, chega o Steve. Um nova-iorquino que também deu com o nariz na porta do museu e veio puxar papo, perguntar sugestões de outros lugares. Papo vai, papo vem, nós duas impressionando o moço com nosso “inglês de nível universitário” (segundo ele), sugiro que ele vá dar uma volta no parque, já que era o meio da manhã de um dia lindo em Buenos Aires e o parque era logo ali.

“Obrigado, sou de Nova Iorque, já vi grama demais na vida”. TUBISH! Fui querer ser legal, tomei um fora na lata.... Sem graça de tudo, sugerimos uns lugares distantes – para ele morrer de andar no calor – e fomos embora. E eu que tava achando o moço bonitinho...

segunda-feira, agosto 27, 2007

A mão que balança o berço


Ainda não chegou a minha hora, mas uma grande amiga minha anda desesperada em busca de uma babá. Ela quer alguém que não minta, não jogue fora a comida da filha para alimentá-la com gelatina, e que não jogue os vestidinhos lindos direto na máquina de lavar. Difícil...

Apesar de árdua, a tarefa de achar uma quase ‘super nanny’ tem seus momentos de diversão (?). Acreditem, os diálogos são reais. As respostas, no entanto, são tão surreais que deixariam Max Geringer de cabelo em pé. Abaixo, trechos das entrevistas que minha amiga (G) fez com as pretendentes a babás (Bb). Juro que não acrescentei nada.

Diálogo 1
G: O que você faz quando a criança começa a chorar muito?
Bb1: Ah, fico meio desesperada, porque bebês não sabem falar, e a gente não sabe o que eles querem, né?
G: E aí?
Bb1: Eu tento de tudo, mas quando nada adianta, eu
arribo minha blusa (ela fez o gesto!!!!) e boto o bebê no meu bucho!

Diálogo 2
Bb2, com a chave do carro na mão: Onde eu vou estacionar lá na casa da senhora? Tem garagem? Eu tenho carro.
G: Olha, meu prédio tem garagem, mas as vagas são para os moradores. Você pode estacionar no estacionamento público do prédio.
Bb2: E se roubarem meu carro?

Diálogo 3
G: Você fuma?
Bb3: Não senhora! Só quando eu bebo...


Diálogo 4 (o meu preferido)
G: Você sabe cozinhar?
Bb4: Seio.
G: Você sabe passar roupa?
Bb4: Seio.
G, pensando: não vou ter preconceito, não vou ter preconceito...
Mas, enquanto G pensa, Bb4 enfia a mão dentro da blusa, coça o sovaco, tira a mão e cheira o dedo.

Coração de mãe sofre.

sexta-feira, agosto 24, 2007

No chão do banheiro

Tenho que admitir: a veia dramática que nós, mulheres, possuímos é de deixar qualquer indivíduo com cromossomos XY de cara. E qual é o melhor lugar para descarregar as lamúrias? O chão do banheiro.

Quando o Denny morreu, a Izzie ficou alguns dias deitada lá. Quando a Carrie e o Aidan terminaram o noivado, ela ficou três horas sentada no chão, sem coragem de encarar a vida de solteira. O que aconteceu nos episódios das séries Grey’s Anatomy e Sex and the City acontece também conosco. Pelo menos, comigo. Eu, por exemplo, já tomei banhos mega demorados só pra poder me acabar de chorar embaixo do chuveiro. E ainda usei a desculpa esfarrapada de que derrubei xampu nos olhos, por isso eles estavam vermelhos. Ah, tá.

E a 'cena da parede'? Quando você encara uma discussão daquelas, se tranca no banheiro – único lugar onde sua privacidade não é violada -, encosta na parede chorando, descabelada, e vai descendo lentamente até a bunda encontrar o chão. A 'cena da parede' é tão famosa que, pode perceber, não existe novela sem ela. E tem gente que ainda se olha no espelho para ver as marcas que a choradeira deixou no rosto. Clássico.

Dormir abraçada ao vaso sanitário depois de um porre? Isso nunca aconteceu comigo. Mas eu tenho amigas que já usaram o chão do banheiro como apoio para a ressaca.

Lição do dia: mantenha o chão do seu banheiro sempre limpo e desinfetado. Você nunca sabe quando precisará dele.

domingo, agosto 19, 2007

A condição de ser Mulher


Meu cunhado me incumbiu de escrever uma visão feminina sobre um texto dele, publicado em seu blog (http://helioismael.blog.uol.com.br/). Pois bem, cá estou. Uma de suas afirmações masculinas refere-se ao fato de que os caras “comem porque são homens e têm a obrigação”. É como se fosse um dever. Ou eles comem, ou o mundo perde o eixo e explode. Foi assim que interpretei algumas de suas observações, e é a esta ‘afirmação’ que me apegarei. Não vou discutir programação de TV aos domingos e outras coisas ditas por ele, porque isso não me incomoda. Cada um é cada um e faz o que quer.

Pois bem. Minha primeira observação é: hahahahahahahahaha! Homens, vocês não comem só porque são machos!!!! Vocês comem porque nós, mulheres, queremos ser comidas. Simples e direto. Não tem nada no mundo que os faria bem sucedidos se nós não permitíssemos que a fornicação rolasse. Olha o ditado: quando um não quer...

E isso independe se fomos criadas por Deus de forma artesanal ou se somos meras mortais comuns. Meus queridos, não se enganem: para cada Brad Pitt, Deus fez milhares de “Zés Bonitinhos”. Leia-se: você não é o Brad Pitt, o Gianechinni, o Fábio Assunção. E outra: vocês não escolhem, são escolhidos. E essas escolhas não dependem só de beleza, não são tão superficiais. Vamos parar de hipocrisia. Não conheço ninguém que só pegou homens maravilhosos ou mulheres perfeitas. Isso aqui é a Terra, vida real, não é um episódio de Barrados no Baile.

Se eu sou feminista e mal-humorada, como disse meu querido cunhadinho no início do seu texto, não sei. Acho que não. Me acho a maior legal! Só que, além de legal, sempre falo o que eu penso. E por ser assim, não resistirei a uma dica sobre a programação de domingo: larguem a televisão, só passa porcaria. Vão ao cinema, durmam, vão ao shopping, ao BsB Mix, ao motel. Ou, se é pra assistir TV, assistam em ambientes separados. Ninguém nasceu grudado, né?

quarta-feira, agosto 08, 2007

Brahma Sharia forçada

Como faço mensalmente, ontem saí com minhas amigas de escola. Se antes falávamos de garotos e trocávamos papéis de carta, hoje falamos de sexo e trocamos sugestões para apimentar a vida a dois (vocês já ouviram a do Halls preto?). Trocamos, não. Elas trocam e eu ouço atentamente para usar o dia em que minha vida for levada a dois.

Pois bem. Risadas à parte, eu descobri que um dos meus problemas tem nome: brahma sharia. Em bom português, abstinência sexual. Imposta pelo universo, obviamente, visto que eu me amo e nunca, jamais, em tempo algum, faria isso comigo mesma. Mas a técnica usada pelos iógues (calma, escrevi como se pronuncia) mais, digamos, em contato profundo com seu eu interior, está sendo usada em mim por forças maiores do universo. Sim, porque não tem outra explicação para o meu Saara individual.

Quer dizer, explicação há, mas nenhuma que me satisfaça. Julguem-me, me apedrejem, me rotulem. Eu não dou pra qualquer um. Sei que achar sexo é mais fácil que achar figurinha do Harry Potter, mas não é isso que eu quero. Quero alguém que me ame também. Se eu sou piegas, careta, sem noção, o problema é meu. Mas que eu não pedi essa bendita brahma sharia de recompensa, eu não pedi. "Eu só quero um amor que alegre o meu sofrer". É pedir demais?

No entanto, tudo tem seu lado positivo. A próxima vez que eu for à ginecologista e ela me perguntar o que eu faço para prevenir a gravidez, vou responder, com ar misterioso: “Brahma sharia. É uma técnica indiana”. Boa, né?

*Aos que levam a yoga à sério, não me levem à mal. Minha função aqui é divertir, nunca insultar.

domingo, agosto 05, 2007

Eu já... (Parte II)*

... Caí no meio do meu local de trabalho. Saí como se nada tivesse acontecido, mas entrei na minha sala com vontade de chorar. De vergonha;

... Mudei a música no rádio do carro porque tava tocando Ana Carolina (que eu adoro), mas minha amiga que tava de carona não gostava;

... Ganhei uma cesta de café da manhã, almocei com a família, comi crepe com amigas e fui ao RoadHouse à noite com meus primos em um único dia, pra comemorar meu aniversário;

... Liguei pra um garoto fingindo ser da bilheteria de um show só pra saber se ele ia (disse que estava fazendo um levantamento, hehe);

... Fui ao cinema e vi um filme completamente sozinha. Quase tirei a roupa pra provocar Murfy e suas leis;

... Virei a noite trabalhando;

... Perdi a voz por falar demais;

... Fui a todas as apresentações de uma peça infantil que tinha amigas no elenco;

... Tomei conta de uma criança perdida no shopping, que acabou vomitando no meu sapato, de tanto chorar;

... Bati o telefone na cara de ex-namorado;

... Fingi que não sabia nada sobre uma fofoca só pra conseguir mais informações (eu sei, isso é muito feio);

... Tomei suco de manga, que eu odeio, pra não fazer desfeita pra dona da casa;

... Passei a gostar de sorvete de flocos de tanto comer pra não fazer desfeita;

... Disse ‘eu te amo’ e fiquei no vácuo;

... Saí e voltei do orkut, mas só adicionei quem eu quis;

... Combinei e não fui.


* Se você não leu a primeira parte, vá até o dia 27 de abril :)

quinta-feira, agosto 02, 2007

Out of Order


TPM = total falta de inspiração = falta de novidades no blog

Volto em breve.

sexta-feira, julho 27, 2007

Frase do dia



“A trepada da felicidade é sempre a que engravida”

Frase proferida por uma grande amiga durante conversa sobre mulheres que engravidam depois de transar para fazer as pazes com o parceiro

segunda-feira, julho 23, 2007

Coxas, para quê te quero?

Tarde de segunda-feira. Clima ameno, brisa suave. Próxima à piscina, me preparo para a terceira, última, e mais importante etapa do Projeto 31 (ou o que chamo carinhosamente de ‘minha operação tapa-buracos’): a massagem. Já voltei pra academia, já fui à nutricionista e, com a massagem, espero conseguir me livrar de muitas das malditas celulites que habitam meu corpo.

“Vou fazer uma massagem no rosto pra relaxar”, avisa Rosa, minha massagista. Percebo que o céu é logo ali. Cabeça e rosto relaxados, ela desce para os pés. Paraíso! Por que eu demorei tanto tempo para investir em mim, só o gerente do meu banco sabe. Mas, agora que posso arcar com tais despesas, sai de baixo.

Sai! Sai de baixo! Meu Deus, porque as coxas doem tanto??? Estava tudo muito bom para ser verdade. Depois de pés e batatas das pernas, chegou a vez das coxas, onde está a maior concentração de celulites que um corpo movido a Coca-Cola há quase 30 anos pode ter. “Gente, é muita dor! É muito sofrimento”, gritam internamente minhas coxas. A culpa é delas, lógico, que ficaram guardando celulites e gorduras como se fossem badulaques. “Tá doendo muito”? Acho que Rosa viu minhas caretas de dor. “Um pouco. Suportável”, disse eu, dando uma de durona e pensando na utilidade das coxas. Para quê temos duas?

Duas coxas, duas bundas (ou duas metades de uma bunda, que seja). O dobro de dor. Graças a Deus a barriga é uma só. Mas tudo dói.

Finalmente, costas e ombros, que não acumulam gordura. O famoso “bate e assopra”. Afinal, alguma coisa boa tem que ficar na memória para a próxima sessão.

sexta-feira, julho 20, 2007

Dia da Amizade

Escolhi meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer,
Mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metada velhice.
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto
E velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos
Nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão estéril

Autor desconhecido

terça-feira, julho 17, 2007

Desgosto ou complô?


Toda a imprensa nacional publicou a mesma história hoje: o ilustríssimo senhor Presidente da República ficou triste com as vais recebidas na abertura dos Jogos Pan-Americanos na sexta-feira e, claro, só há uma explicação para tamanho desrespeito: foi tudo armação. Na Folha de S. Paulo, Lula disse que, quando terminou o evento, "várias pessoas vieram dizer que tinha sido organizado, que gente tinha recebido convite".

Ah, me poupe!!! Pára tudo!!! É muita cara-de-pau acreditar que uma demonstração de desgosto da população brasileira, cansada de ser governada por uma pessoa tão tosca, tenha sido um complô do prefeito do Rio de Janeiro. Eu não recebi um tostão, não conheço o César Maia, moro em Brasília, e vaiei. Do sofá da minha casa, vaiei, aplaudi e morri de inveja de quem estava lá fazendo tudo ‘ao vivo’.

Ilustríssimo, baixa a tua bola. O senhor não é o presidente que pensa ser, ou que as pesquisas mentirosas de popularidade dizem que o senhor é. Não foi um complô da classe média e alta, que o odeia só porque o senhor é metalúrgico; não foi um plano infalível do prefeito do Rio (e se tiver sido, que bom que deu certo). Foi uma demonstração deliciosa de desgosto com o seu governo de mentiras, impunidade, corrupção e viagens internacionais. Foi, como disse Chatão Bueno, um exercício de democracia. Mil vezes “uuuuuuuu” para o senhor e para a corja de malditos que o cerca.

Relaxa, presidente, eu não tenho um plano. Meu protesto pára por aqui.

P.S.: Caros leitores, se eu sumir, ou for presa por desacato, me visitem e levem chocolates.

sexta-feira, julho 13, 2007

Minha vida sem bússola


“Você precisa sair para os lugares certos”.

De tanto ouvir essa famigerada frase, começo a convencer-me de que Brasília é uma ilha e eu sou uma personagem de LOST. Porque as pessoas me dão tanta certeza de que eu só vou para os lugares errados que estou pensando seriamente em comprar uma bússola, pendurá-la no pescoço e sair por aí pra ver se alguém me acha.

Minhas amigas que já encontraram o amor estão empenhadas em achar a metade da minha laranja. Não sei se é por pena ou se é para não perderem minha companhia – não saio com casais, de vela, nem por dinheiro – mas a tal missão impossível não dá certo, segundo algumas delas, porque eu não vou aos lugares certos.

Então peço a vocês, caros leitores, que me dêem indicações de lugares certos. Adianto que não suporto balada. Será por isso? Os lugares estão certos, a errada sou eu? Vai saber...


quarta-feira, julho 11, 2007

domingo, julho 08, 2007

Curiosidades de julho de 2007

Dia 2 foi segunda;
Dia 3, terça;
Dia 4, quarta;
Dia 5, quinta;
Dia 6, sexta; e
Dia 7, sábado.

Semana legal e cheia de coisas boas!

quinta-feira, julho 05, 2007

Casamento e patrimônio



Diálogo 1
− Ai, eu quero esse óculos!
− Ele é lindo mesmo, amiga.
− Eu sei. Já tive um e me roubaram, por isso quero outro.
− Então, leva. Passa o cartão.
− Tá doida? Não vou comprar agora. Vou em casa pegar o cartão do Rogério e passar no dele. Ele nem vê... Vou fazer igual ao que eu faço na Ortiga. Compro o que quero sem gastar um tostão do meu bolso.
− É, assim é melhor, mesmo.
− Aceita AMEX?

Diálogo 2
− Presente? Eu só peço jóias pro meu marido.
− Ah, eu também.
− Só pode me dar jóias. Afinal, nós mulheres temos que criar nosso patrimônio, não é?

Os diálogos acima não foram inventados, são reais. E provêm de mulheres que eu particularmente denomino “putas de família”. Classifico as mesmas como mulheres que fazem do casamento sua fonte de renda. Casam e pronto: nada de trabalho. Se trabalham, não gastam seu dinheiro, gastam o do marido, que quase sempre não percebe nada. O pior de tudo: as putas de família se orgulham disso.

Existem diferenciais, claro. Conheço uma história de uma mulher que ganha cerca de R$ 8 mil por mês de salário. Todo esse dinheiro ela usa para fazer compras. O marido cuida das contas e de todo o resto de necessidades da família e da casa. “Seu salário é para você, querida”.

Ter que andar na rua e ouvir essas barbáries me irrita até o último fio do meu cabelo. Como existe gente fútil no mundo, meu Deus! Pessoas que só falam de roupas, sapatos, acessórios e academia. Roriz renunciou? Renan está reinventando o “Dia do Fico”? Nada disso é interessante. Esse tipo de acontecimento não entra na pauta de conversas, é chato.

Viva a classe média.

terça-feira, julho 03, 2007

Crônicas do vôo 7466: a pirataria, o laptop e o urso

Depois de esperar por duas horas, finalmente embarquei no vôo que me levaria ao meu destino. “Férias, u-hu!” pensei eu, pela milésima vez.

Mas como nem tudo acontece como a gente quer, teve confusão na marcação de assentos e, com isso, recolocação de pessoas. Resultado: eu, que estava feliz e isolada na última fileira do avião, tive que dividir meu canto com um homem que parecia um urso. Além de grande e largo, roncava que era uma beleza. Durante as duas horas e meia de vôo! O urso só suspendeu a hibernação pra comer a barrinha de cereal...

Decidida a não me estressar, resolvi se concentrar no meu sono. Mas mal fechei os olhos, e o bebê da fileira ao lado começou a chorar. Claro. It’s my life. Culpa minha, que levei um livro fino que li durante a espera pelo vôo.

Sem ter para onde ir, eis que se acende uma luz no fim do túnel. Ou melhor, na fileira da frente. Um inspirado (e fofo) moço ligou seu laptop. “Vai jogar paciência”, pensei. Tolinha! Ele começou a ver Homem-Aranha 3. Legendado!

Usando a cara-de-pau que Deus me deu, estiquei o pescoço e comecei a ver o filme. O moço me pegou no flagra, claro. “Tô roubando seu filme”, falei, certa de que ia ter que pagar ingresso. “Quer que aumente o volume?”, ele disse.

E lá ficamos nós: o moço fofo, o DVD pirata, o laptop e o urso dorminhoco. Pena que não tinha pipoca.