segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz 2008!

Boas festas para todos vocês.
Até o ano que vem!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Nataaaaaaaaaaaaaaaal


Estão todos convidados!
(a foto está pequena para ler, eu sei. Basta clicar em cima dela que tudo fica bem!)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Vergonha Alheia

Existe sentimento mais desconfortante do que a vergonha? O corpo esquenta, o rosto enrubesce, sai suor por todos os poros... Terrível. Pior ainda é quando você sente isso tudo, e nem é você quem está vivenciando a situação constrangedora. É a tal da vergonha alheia.

Já presenciei vários episódios onde senti vergonha pelo outrem. Vários. De gente que escorrega na escada da saída do cinema a mulheres extremamente mal vestidas que acham que estão abalando. O último episódio aconteceu no último domingo.

Fui ao culto noturno da minha igreja, porque tinha apresentação de cantata de Natal do coral que minha amiga rege – e eu sou doida com criança. Ao final da apresentação, o pastor foi fazer uma breve reflexão sobre o Natal e como tinham muitas crianças presentes, ele usou uma linguagem bem simples. Para atrair a atenção dos pequenos, deu início à sua fala perguntando como se dizia 'Feliz Natal' em línguas diferentes. Uma criança disse em inglês, alguém arriscou um espanhol, o pastor falou em alemão... De repente, um senhor que estava sentado no mesmo banco que eu e a mãe de um amigo – que é tão debochada quanto esta que vos fala -, vira e fala: “Merci Beaucoup”. Cri-cri!

Graças a Deus ele não falou tão alto, mas nós que dividíamos o banco tivemos que fazer um esforço sobrehumano para não cair na gargalhada. E vergonha que eu senti por ele? A mais alheia de todas.

A idade é cruel.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Personagens da minha história

Os 30 anos me fazem ver a vida por meio de uma perspectiva bastante reflexiva, às vezes. Eu, que sempre adorei ler, comecei a pensar sobre as personagens da minha vida. As pessoas que marcaram momentos, épocas e que recheiam minha história.

Primeiro, aquelas que são da família, que são como espelho. Tem também as que agradam e desagradam, mas que estão sempre por perto. Aquelas personagens que chegaram como quem não queriam nada, e que conquistaram papel importante e essencial.

No capítulo ‘vida amorosa’, tem aquele do primeiro beijo, o primeiro namorado, e que hoje é um grande e querido amigo. Tem também aquele do primeiro pé na bunda, e aquele da primeira vez. Ponto e vírgula. Estou à procura daquele que é para sempre.

Existem as personagens que encheram a infância, a adolescência e que persistem até hoje. Que me fazem chorar de rir ao relembrar certos momentos. Que me entendem só de olhar, que guardam minhas lembranças e que confiam em mim para guardar a delas. Aquelas de quem já fui madrinha de casamento, que me deram colo quando perdi meu pai, que celebraram comigo quando passei no vestibular, que me acham divertida. As que sempre se lembram de mim e que por mim nunca são esquecidas.

Aquelas que me buscaram na deprê e que me fizeram rir de novo. Que apostam na minha capacidade profissional até mais do que eu. Que dividem conquistas.

Enfim, aquelas a quem eu amo muito. E que tem lugar garantido até o final da minha história.

domingo, novembro 25, 2007

Amor de barriga


Sou uma pessoa capaz de ficar feliz com a felicidade alheia. Ver meus amigos felizes me deixa muito bem. Neste quesito, vivi experiências diferentes nos dois últimos finais de semana. Pude observar o amor de mãe em suas formas mais sinceras: no durante e no depois da gravidez. E só posso esperar que a vida tenha reservado para mim toda a alegria, beleza e amor que vi nestes dias.

Apesar dos enjôos e de alguns outros inconvenientes, é muito legal perceber as mudanças que acontecem com uma mulher quando ela engravida. São sutis, mas impressionam. De um jeito bom. E não estou falando de mudanças físicas. É aquele famoso ‘brilho’ que dizem que as grávidas têm. Ele existe e é sensacional percebê-lo. Olhar os pais e imaginar como vai ser o rosto daquela pessoinha que está crescendo ali. Eu me divirto.

E depois conhecer a pessoinha. Ver que nem a mais solta das imaginações poderia adivinhar tanta perfeição em um ser tão pequeno. Ver que aquele brilho inicial se multiplica e contagia, tamanha a felicidade dos pais.

Milagres acontecem.

domingo, novembro 18, 2007

A primeira, única e última vez

Assim como o primeiro sutiã, a primeira vez de qualquer coisa que a pessoa considere importante é inesquecível. Comigo, lógico, isso não podia ser diferente.

Lembro bem que, só de pensar no assunto, já ficava nervosa. Eu tinha certeza absoluta que iria ficar tão tensa e, conseqüentemente, passar tão mal, que iria vomitar no meio. Todo mundo falava que eu era doida. O negócio era tão rápido que quando eu visse, já teria acabado, diziam. Animador ou não, resolvi seguir o conselho e enfrentar a coisa. Se todo mundo faz, por que não eu? É seguro e, se eu fechar bem os olhos, não vejo nada e, assim, não passo mal. Com este pensamento, lá fui eu.

Começou devagar. Tudo parecia tranqüilo e seguro. Mas meu coração batia como a bateria de uma escola de samba. À medida que a velocidade aumentava, eu pedia que chegasse logo ao fim. E a animação ao meu redor me deixava confusa. Como alguém pode gostar disso, gente?

Finalmente a velocidade foi diminuindo e a viagem chegou ao fim. Ainda bem. Fiz uma vez, não faço nunca mais. O negócio não é mesmo feito para mim.

Definitivamente, odeio montanha-russa.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vontade de dar um soco

Viver significa ter que encarar várias coisas, todos os dias. A pior delas, sem dúvida, é ter de lidar com pessoas inconvenientes. Sim, aquele tipo de gente que merece ser mandado à merda diariamente.

Pessoas inconvenientes sempre acham que tudo o que ela fez/faz na vida é melhor do que qualquer outro feito que alguém possa ter realizado. As baladas são as melhores, o fim de semana é o mais imperdível e ela é a pessoa mais linda, paquerada e requisitada do ciclo social. E as histórias legais que elas contam? E as risadas fora de hora?

Sem contar que eles atacam em qualquer lugar. O 'inconveniente' é igual a baratas. É o imbecil que fica no celular dentro do avião, mesmo depois dos repetidos pedidos para desligar o aparelho; é o sem-noção que acaricia a barriga da mulher grávida - independentemente do grau de amizade com a futura mamãe - e mesmo que a barriga nem esteja aparecendo direito; é o estúpido que vai à festas de casamento só para criticar os noivos – aqueles que, por sinal, estão enchendo o bucho do infeliz que nem dá presente. É a praga social que não tem fim.

O último caso de inconveniência que presenciei aconteceu na última sexta-feira. Estava esperando umas amigas em um restaurante mexicano da cidade e, na mesa ao lado, um grupo de sete pessoas conversava animadamente. À medida que a animação subia, aumentava o volume de voz das pessoas e, conseqüentemente, passei a prestar atenção no papo. Conversa vai, conversa vem, tem início um papo sobre amor. Foi a deixa que a inconveniente em questão esperava.

No grupo, havia um casal de estrangeiros que, no quesito amor, não tinha do que reclamar. “Ah, vocês não podem falar, ainda estão em lua-de-mel”, brincou uma das moças do grupo, fazendo referência à recente união do casal. “Vocês casaram há quanto tempo?”, solta a pessoa que, além de inconveniente, é fofoqueira. “Um ano”, responde o simpático casal. “Um ano? Nossa, meu primeiro ano de casada foi o pior da minha vida!”, proclama a sem-noção, dando início a uma lista de histórias cheias de mazelas sofridas por ela. Para piorar a situação, a moça ainda se utilizava de várias gírias, o que dificultava o entendimento do relato. Você já tentou explicar para um estrangeiro o que quer dizer a expressão 'ter o rabo preso?'. A inconveniente tentou. Eu, que estava de butuca na conversa, queria bater nela, imagina o resto do grupo...

Ainda bem que Deus inventou a cerveja.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Um funeral, um casamento e o “número 2”

Tenho um problema sério. Sempre que viajo, sofro os males do que chamo de ‘prisão de ventre geográfica’. Basta ficar longe do meu banheiro para tudo travar. É horrível.

Coincidência ou não, as duas últimas vezes que fui ao Rio de Janeiro consegui celas com janela nessa minha prisão geográfica. A primeira vez, há três anos, estava eu hospedada na casa de uma amiga, mais travada do que cofre. Infelizmente a avó de uma amiga da minha hospedeira faleceu e toda a família teve que ir ao funeral. Como não conhecia a família enlutada, fiquei em casa. Era a brecha que, aparentemente, eu precisava. Meu intestino parece que se deu conta dessa tal ‘liberdade condicional’ e resolveu voltar à ativa. Ainda bem, estava quase apelando para remédios.

Três anos depois volto ao Rio, dessa vez para um casamento. Mesmo lugar, mesma situação embaraçadora. Afinal, estava hospedada na casa da noiva. Por sorte, a mulherada toda resolveu se arrumar no mesmo lugar e, de novo, lá estava eu. Sozinha. E lá estava ele, o senso prático, me dando mais uma chance de não morrer entupida.

Na próxima vez, vou fazer um teste prévio com Activia.

terça-feira, outubro 30, 2007

365 dias


Hoje o blogoso faz um ano, aêêêêêêêêê!!!

Gostaria de agradecer a todos aqueles que me visitaram durante este período. Que dividiram comigo risadas, lágrimas, opiniões...

Obrigada pelas visitas, pelos comentários e pelo apoio para que eu não pare de escrever.

Valeu, gente!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Investimentos

Entro na reta final dos meus 30 anos, pelo menos em um aspecto, como sempre vivi: praticamente quebrada financeiramente. Todo mês que acho que vai sobrar algo para a poupança, aparece uma coisa pra resolver. Mês que vem terei que trocar os pneus do carro que, segundo meu padrasto, estão ficando carecas. Saco.

Não sei e não consigo guardar dinheiro. E tenho grande parcela de culpa nisso, porque se eu tenho algum e vejo algo que me lembra alguém, pumba!, presenteio mesmo. Sei que não sou o Papai Noel e nem o Bill Gates (nem a Madre Teresa, como brinca uma amiga minha). Apenas alguns seres do meu círculo têm esse privilégio.

E existem gastos que valem muito a pena, independentemente do momento financeiro. Fazer um esforço para realizar desejos é recompensador. Ninguém nunca vai me tirar as coisas boas que vivi quando fui a Buenos Aires, meu primeiro espetáculo do Cirque du Soleil, o meu conforto por poder ter aparelhos de TV e DVD no meu quarto, as risadas que dou revendo meus “boxes” com minhas séries prediletas, o prazer que sinto em ouvir meus CDs originais. Desperdício? Pode ser. Mas, nunca se sabe o dia de amanhã. E caixão não tem gaveta. Ou tem?

terça-feira, outubro 23, 2007

Selva de Pedra

Que eu adoro criança, todo mundo sabe. E foi esse um dos motivos que me fez acordar às 6h30 da manhã no feriado do dia 12 para me enfiar na fazenda de um amigo meu, com um grupo de amigos e mais 65 crianças da minha igreja. E o que parecia ser um mega-programa-de-índio-com-cotação-mil-machadinhas, foi muito legal.

A Fazenda Ercoara é uma fazenda de criação de ovelhas. Aproveitamos o local para mostrar às crianças os animais que muitas delas nunca tinham visto. Gente, que experiência ótima! Levamos às crianças ao aprisco onde ficavam os cabritinhos e a expressão do rosto delas pegando aqueles bichinhos no colo e tirando foto valeu todo o sono e o calor que eu estava sentindo. Em um mundo onde as crianças já nascem cercadas de tecnologia e são fotografadas ainda na maternidade, ter a oportunidade de conviver com ovelhas no meio do mato foi sensacional para elas. E vê-los absorver aquele monte de coisas foi especial pra mim. Fiquei pensando que eu não tive essa oportunidade quando pequena e espero que meus filhos/sobrinhos possam sair um pouco dessa vida urbana que a gente leva e ter suas próprias experiências.

Sem contar que as crianças são engraçadas demais! Tinha um de três anos – haja confiança desses pais em nós, “tios” – que foi pronto pra tudo: levou repelente, roupa camuflada, pomada para picadas de bicho. “Tem que passar imediatamente se alguma coisa me picar”, disse ele. Outra, que deve ter uns 4 anos, levou biquíni, sundown, toalha e roupa pra trocar. Na hora de se molhar, pegou tudo na mochila. “Tia, trouxe tudo que precisa!”. Sem esquecer da máquina digital. Isso é que são crianças bem treinadas.

sábado, outubro 13, 2007

Bum!

Aprendi hoje: cabelos brancos são conseqüência de perda de energia vital.

E como você perde energia vital?

Tendo filhos e tendo sexo.

Conclusão:

Eu sou uma bomba atômica.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Sentimento de pertencer

Há três anos atrás, tive depressão. Leve, segundo minha médica - e Deus me livre de conhecer a pesada -, mas tive. Devido ao meu estado de espírito – que era conseqüência do meu ’insucesso’ na carreira -, passei a sentir ojeriza pela minha profissão. A palavra “jornalismo” me causava arrepios e enjôo. De verdade. Era uma sensação esquisitíssima.

Vendi meu carro, me matriculei em um curso de inglês em Londres e comecei a me preparar para sumir daqui e deixar para trás tudo de ruim que a vida estava me oferecendo. Mas a vida tinha outros planos para mim, e nesses casos querer não é poder. Só sei que de repente, na caverna aonde tinha em enfiado, surgiu uma luzinha de esperança, de que tudo ia ficar bem. No meio do meu caminho tinha um holofote... E uma força pra levantar a cabeça e seguir em frente que Deus só tinha me dado uma vez, depois que meu pai morreu. Pois aí estava Ele de novo, me ajudando como sempre. Só faltava que eu enxergasse isso.

Fiquei. Recuperei o dinheiro da viagem. Arrumei emprego mesmo me sentindo muito insegura. Mas era a hora de provar para mim – e só para mim – que eu era capaz de vencer aqueles sentimentos ruins que tinham tomado conta de mim por tanto tempo.

Prova disso é que hoje trabalho em dois lugares. Tudo bem que em um deles rola um esquema de freela. Tudo vale. Enfim, neste lugar existe muita burocracia. Todo mundo tem crachá, um de cada cor para cada função. Apesar de estar lá há quase 5 meses, até esta semana eu andava por lá apenas com a minha cara-de-pau. Mas tudo mudou. Recebi meu crachá e, de quebra, permissão para usar o estacionamento dos funcionários. “Agora você é gente”, brincou uma amiga minha que trabalha no mesmo local. Mal sabe ela que esse foi, para mim, um dos melhores sentimentos. Depois de tudo o que já me aconteceu, é muito bom ter esse sentimento de pertencer.

sábado, outubro 06, 2007

Pergunta sem resposta




Você já parou para pensar qual a sua função neste planeta azul e verde e redondo que você habita? Eu já. Várias vezes. Acho que penso nisso há 30 anos, e até hoje não encontrei uma resposta que me dê paz de espírito.

Acredito que, na verdade, tenho uma grande parcela de culpa nessa história. Fica difícil definir minha utilidade aqui, se ainda não sei direito quem sou totalmente. Mais uma questão em branco na minha prova de vida.

Para alguns sou a amiga engraçada que sempre tem alguma tirada para alegrar o dia. Gosto disso. Fico feliz em saber que tenho ‘o poder’ de fazer alguém rir. É confortante e ajuda nas horas de consolar o próximo (o que não significa que eu conto piadas em enterros. Tenho noção!).

Para outros, sou o ouvido nas horas de desabafo; ou, sou o ombro nas horas de tristeza; a companhia para o cinema de fim de tarde no domingo; a memória das lembranças escolares; o ‘pau pra toda obra’; aquela que nunca esquece os aniversários; que dá presentes sem motivo; que diz ‘eu te amo’ sem vergonha. Enfim, sou muitas coisas para as pessoas, e isso me deixa orgulhosa. Infelizmente, nem sempre isso é suficiente.

Existem os dias – como os de hoje – quando eu só queria ser a mulher da vida de alguém, mesmo que essa vida durasse pouco. Queria ter alguém para tomar sol na piscina de casa, ou sair para comer junto, para ir ao cinema, dar uma volta no shopping, tomar um chopp. Alguém que fosse comigo à Feira do Paraguai colocar um cabo no meu som para que eu use meu iPod no carro. Alguém para me arrumar para, que me desejasse, que quisesse me apresentar para os amigos. Que pudesse ir comigo aos meus encontros com amigas casadas. Que agüentasse minha TPM. Que brigasse comigo para depois fazer deliciosas pazes. Alguém que dissesse que me ama também.

Tem vezes que ser solteira dói.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Coisas de mulher

Dizem por aí que mulheres que convivem por muito tempo ficam menstruadas na mesma época. Dizem também que amizade e trabalho não combinam. Pois cá estou eu para provar que ambas as teorias são, se não furadíssimas, no mínimo complementares. Quer ver?

Na minha sala trabalham quatro pessoas: três mulheres e um homem. E tudo corre na mais perfeita paz, sempre. E não é coisa que acontece há um mês ou dois, não. Há anos que o clima é esse. Obviamente, rolam uns esporros, mas eles são tão esporádicos quanto as chuvas no mês de agosto. Mais óbvio é perceber que, com ou sem esporros, a amizade entre nós prevalece. Pode ser a água do local, mas a meu ver todo mundo lá tem maturidade suficiente para conseguir separar as relações - pessoal e profissional. Logo, essa teoria de amizade não combinar com trabalho só serve para gente insuportável.

O que nos leva à ‘lenda’ da menstruação. Eu nunca acreditei nisso, até HOJE. Achei que o fato de estar malhando e fazendo dieta pudesse ter interferido no meu ciclo, mas isso é mais balela do que a teoria em si. O lance do convívio tem fundamento, sim. E o mais engraçado em perceber isso é que, se rola menstruação, rola também TPM conjunta.

E aí, meus amigos, haja chocolate.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Vivendo e aprendendo


Em mais um capítulo da série “aprendendo sobre casamento com as amigas”, lá estava eu com ouvidos atentos para absorver tudo sobre um momento decisivo da vida a dois: a divisão do banheiro. Segundo relatos de amigas fiéis, ter apenas um banheiro em casa é mais instigante do que possa parecer. É um desafio diário e uma prova de amor incontestável.

Por exemplo: acredito eu que a maioria das pessoas concorda com a afirmação de que ter que fazer cocô na frente do ser amado é a situação mais humilhante que se possa enfrentar. Pois bem. Você acorda de manhã e tem que passar por todos os trâmites preparatórios para um dia de trabalho: banho, escovação de dentes e cabelos, maquiagem etc. Seu marido, que se arruma assustadoramente rápido, entra no banheiro primeiro e lá se aloja por 40 minutos para depositar no vaso o que foi produzido durante a noite. E não adianta esmurrar a porta, pedir por favor, pressa, nada. Só existem duas coisas a serem feitas: ou você se atrasa ou divide o banheiro com o trono do rei.

Outra situação: depois de um dia aparentemente feliz, ambos chegam a casa. Um com ânsia de vômito, o outro com diarréia, decorrentes de muita bebida misturada com comidinhas duvidosas. E agora, José? Não dá pra cronometrar nenhuma hipótese de revezamento. Solução encontrada e relatada a mim: vaso pra um, balde de lixo pro outro. No corredor.

Também ouvi relatos de gente que tomou um Almeidão para se livrar do intestino preso, urrou de dor no vaso e o teve o maridão/companheiro segurando a mão e agachado ao lado; gente que vomitou e, por puro reflexo, deu um ploc no marido para agradecer o apoio; gente que acordou de madrugada com o marido super-ultra-mega bebum vomitando na cama igual criança. Vale tudo por amor.

Quem casa quer casa com dois banheiros.

quinta-feira, setembro 20, 2007

O bom, o ruim e o Sex and the City

O dia que foi um dos dias mais importantes da minha vida foi também um daqueles que você quer apagar da memória para uma grande amiga minha. De um lado, eu experimentava uma grande experiência pessoal. Do outro, ela conhecia os limites da arrogância e da falta de caráter de um indivíduo que frequenta o mesmo local de trabalho.

E como acontece em toda amizade, nos falamos para dividir ambas as experiências. Enquanto eu estava feliz por mim e puta por ela, ela estava arrasada por ela e feliz por mim. Fazer o quê nessas horas? Não existe muito que falar, nem muitas atitudes a se tomar. Nada dá muito jeito em nenhuma das situações.

Nos encontramos, uma para ser ombro outra para ser ouvido. Mas, na verdade, bastava simplesmente estar ali. E para momentos assim, nada melhor do que assistir Sex and the City.

E ali ficamos nos divertindo com aquelas histórias às vezes tão parecidas com as nossas. Comendo, dando risada e criando boas lembranças depois de um dia tão cheio de emoções tão diferentes.

Viva a amizade feminina.

sexta-feira, setembro 14, 2007

No escurinho do cinema


Há muitos anos atrás, quando a HotZone ainda se chamava Divertlândia e eu tinha uma facilidade assustadora para emagrecer, fui ao ParkShopping comemorar o aniversário de uma amiga de infância no McDonald’s (um dos únicos da cidade naquela época).

Como toda adolescente metida à besta, eu e outra amiga – dois anos mais velhas que a aniversariante – estávamos achando aquela comemoração toda muito infantil e resolvemos ir ao cinema.

Como o filme já tinha começado, entramos e nos sentamos nos primeiros lugares que vimos: as duas últimas cadeiras junto à parede (sim, as salas de cinema ainda não sonhavam com reforma e cadeiras aconchegantes). Filme rolando, me entra uma senhora no cinema. Quando me dei conta, lá vinha a senhora na nossa fileira, que estava toda ocupada. Eu estava sentada na última cadeira, do meu lado só a parede, e lá vinha a velha, pedindo licença e se dirigindo sabe Deus para onde. Intrigada, cruzei os braços e as pernas e fiquei esperando o desfecho da história (essa hora, o filme já tinha ido pro saco). E lá vinha a velha...

Quando me dei conta, lá estava ela, a velha, sentada no meu colo!!! Sim, meus amigos, a velha sentou em mim, pegou no meu joelho (achando que era o braço da cadeira) e já ia se acomodar. Mas só aí ela percebeu que o que ela segurava era o meu joelho – eu ria tanto que não conseguia falar nada -, se virou para trás e falou: “ué, tem gente aqui?”

TEM, minha senhora, eu tô aqui! Com a fileira inteira rolando de rir, a velha se levantou, pediu desculpas e saiu em busca de outro lugar. E eu, que tinha ido para uma festa de criança, recebi uma quase lap dance de uma velha caquética.
Tem coisas que só acontecem comigo.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Pá-pá-pá, tum!


Ah, as coisas que já aconteceram comigo nestes meus 30 anos... Lembrei de uma história ótima. Já aviso, o tema de hoje é sexo. Pudicos, caso não queiram lê-la, cliquem aqui.

Carnaval. Odeio. Prefiro ficar à milhas de distância de qualquer agitação. Juntei-me com amigos que pensam o mesmo e viajamos, certa vez, para uma fazenda, longe de qualquer lembrança da festa. Dentre os amigos, alguns casais.

Nos momentos homens pra lá jogando bola, e mulheres aqui falando besteira, começamos a debater um assunto muito pessoal: sexo e suas nuances, claro. Cada uma começou a falar o que já fez, o que gostaria de fazer, e o que não pretendia fazer nunca. Neste tópico, o tema principal foi o sexo anal. Enquanto a maioria absoluta das moçoilas presentes dizia que “nunca, jamais” iria permitir tal coisa, uma das minhas amigas observava a conversa, quieta. Findado o burburinho inicial, ela me solta a seguinte pérola: “gente, existe uma técnica. É só pá-pá-pá, tum!. Três tapinhas e uma lá, e assim vai, até o resultado final”. Assim, como se não fosse nada de mais. Pasmas e incrédulas duvidamos da tal técnica, e mudamos de tema.

Na manhã seguinte, acordei cedo – maldito relógio biológico – e fui para a cozinha comer algo. Dei de cara com outra amiga que também tinha se levantado e, como o resto do pessoal ainda dormia (e a casa era pequena, e qualquer barulho era ouvível), começamos a preparar o café no maior silêncio. De repente, vindo do quarto da nossa amiga liberal, o som. “Pá-pá-pá, tum!”. E de novo: “pá-pá-pá, tum!”. Mais uma vez: “pá-pá-pá, tum!.”

Nunca fiz tanta força para segurar uma gargalhada na vida. Minha amiga e eu nos olhamos e saímos correndo até o quintal, o mais longe que conseguimos, para poder rir em paz. Lá estava ela, a técnica, sendo utilizada – e comprovada, pelo visto. Ah, o amor matinal...

Minutos depois, me aparece a amiga liberal, com o maior sorriso na cara, crente que ninguém sabia de nada. Mal sabe ela que a gente sabia de tudo.

Antes que alguém pergunte: não, eu nunca tentei a técnica.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Grama, pra quê te quero?

Há dois anos atrás, fui com uma amiga, pela primeira vez, a Buenos Aires. Destino escolhido, pesquisamos, montamos um roteiro de lugares para visitar e coisas para fazer, e lá fomos nós.

A viagem foi super divertida, tudo deu certo, conseguimos visitar quase tudo o que queríamos. Deixamos para ir ao Museu de Belas Artes no último dia de viagem e, ao chegarmos lá, descobrimos que terça-feira é o único dia da semana em que o museu não abre. Tudo bem, ainda tínhamos muito que fazer. Sentamos em um banquinho em frente do museu e fomos olhar o mapa, para pegarmos as direções do próximo ponto a ser visitado.

Quando estávamos saindo, chega o Steve. Um nova-iorquino que também deu com o nariz na porta do museu e veio puxar papo, perguntar sugestões de outros lugares. Papo vai, papo vem, nós duas impressionando o moço com nosso “inglês de nível universitário” (segundo ele), sugiro que ele vá dar uma volta no parque, já que era o meio da manhã de um dia lindo em Buenos Aires e o parque era logo ali.

“Obrigado, sou de Nova Iorque, já vi grama demais na vida”. TUBISH! Fui querer ser legal, tomei um fora na lata.... Sem graça de tudo, sugerimos uns lugares distantes – para ele morrer de andar no calor – e fomos embora. E eu que tava achando o moço bonitinho...