Com a lenta chegada do frio na cidade, percebo que é hora de tirar os casacos do armário. E me dou conta de que, há muito tempo, tenho vivenciado uma fase um tanto o quanto cabulosa.
Sabe parque aquático no inverno, que ninguém freqüenta? Pois é. Este é um resumo da minha vida amorosa. Descobri, depois de assistir à peça “Cada um com seus pobrema”, que tenho o encosto do Ursinho Puff: todo mundo acha bonitinho, todo mundo acha fofo, todo mundo quer abraçar. Mas ninguém quer comer, hehehe.
Exageros à parte – arrumar alguém para uma noite e nada mais não é tão impossível assim, mas não é o que eu quero -, fico imaginando quando é que vai chover na minha horta. Ontem li na Veja que o ideal para a mulher é engravidar até os 35 anos. Ou seja: tenho quatro anos para achar alguém que queira construir uma família comigo. É muita pressão...
Ser mulher, às vezes, é difícil.
segunda-feira, maio 26, 2008
quinta-feira, maio 15, 2008
Razão X Paixão
Sempre me considerei uma pessoa mais passional do que racional. Não que eu não pense antes de fazer algumas coisas mas, na maioria das vezes, a emoção fala mais alto. Aí eu aumento o volume da voz e o grau de grosseria. A chegada dos 30 anos, no entanto - e o passar do tempo desde então -, têm me trazido uma serenidade que apesar de desconhecer e estranhar, estou adorando vivenciar.
Depois dos 30 aprendi a usar mais aquele botãozinho do f... e só perco meu tempo com o que me interessa. Cansei de me desgastar tentando agradar a fulano ou a ciclano. Tenho, diariamente, construído uma carapaça que me permite não me deixar afetar pelas besteiras que os outros pensam ou falam de mim. Não devo nada a ninguém. Nem ao banco!
Também tenho muito bem definidas quais são as pessoas que me importam e que se importam comigo. Com estas, gasto todas as energias que me forem necessárias porque são estas mesmas pessoas que as repõem. Para estas, me dôo sem medo de quebrar a cara. E se por acaso me ferrar no caminho, sacudo e poeira e sigo em frente. É caindo que se aprende a levantar.
Agora sei exatamente o tipo de pessoa que quero ao meu lado para o resto da vida. Só falta saber em que lugar está o cidadão, mas chego lá. Não tenho muita pressa – só um pouquinho.
Ah, falta também aprender a guardar dinheiro. Um dia, quem sabe...
Depois dos 30 aprendi a usar mais aquele botãozinho do f... e só perco meu tempo com o que me interessa. Cansei de me desgastar tentando agradar a fulano ou a ciclano. Tenho, diariamente, construído uma carapaça que me permite não me deixar afetar pelas besteiras que os outros pensam ou falam de mim. Não devo nada a ninguém. Nem ao banco!
Também tenho muito bem definidas quais são as pessoas que me importam e que se importam comigo. Com estas, gasto todas as energias que me forem necessárias porque são estas mesmas pessoas que as repõem. Para estas, me dôo sem medo de quebrar a cara. E se por acaso me ferrar no caminho, sacudo e poeira e sigo em frente. É caindo que se aprende a levantar.
Agora sei exatamente o tipo de pessoa que quero ao meu lado para o resto da vida. Só falta saber em que lugar está o cidadão, mas chego lá. Não tenho muita pressa – só um pouquinho.
Ah, falta também aprender a guardar dinheiro. Um dia, quem sabe...
domingo, maio 11, 2008
Alvo

Deve estar escrito em algum lugar - Constituição, Diário Oficial, anúncio de jornal, outdoor, sei lá – e só eu não vi: “sacaneie a autora deste blog e ganhe R$10”. É a única explicação para a onda de incidentes pelos quais tenho passado.
Até o destino resolveu brincar. Primeiro, e por duas vezes seguidas, fui acometida de uma tremenda dor de barriga em lugares públicos, em horários inadequados. Passei, literalmente, por ‘apertos’, visto que minha casa fica a (pelo menos) 20 minutos dos lugares onde trabalho. E como tenho uma timidez crônica na área lá de baixo e só uso meu o banheiro... Quase deu merda. Literalmente.
Minha mãe ganhou uma televisão. Os moços que vieram instalar a maravilha no quarto dela fizeram um excelente trabalho e a deixaram tinindo. Mas... Os manés mexeram na antena da MINHA TV e, adivinhem? Final de semana, e meus canais fora do ar. E os caras vieram arrumar? Claro que não!
Para encerrar a semana com chave-de-ouro, meu ‘cofre’ ficou de fora no local de trabalho - nunca mais esqueço o cinto e olharei para todos os lados antes de pegar algo no chão - e ainda recebi elogios inadequados. Duas vezes. Como se a humilhação pública não fosse suficiente para uma sexta-feira.
Senhor, dai-me paciência.
Até o destino resolveu brincar. Primeiro, e por duas vezes seguidas, fui acometida de uma tremenda dor de barriga em lugares públicos, em horários inadequados. Passei, literalmente, por ‘apertos’, visto que minha casa fica a (pelo menos) 20 minutos dos lugares onde trabalho. E como tenho uma timidez crônica na área lá de baixo e só uso meu o banheiro... Quase deu merda. Literalmente.
Minha mãe ganhou uma televisão. Os moços que vieram instalar a maravilha no quarto dela fizeram um excelente trabalho e a deixaram tinindo. Mas... Os manés mexeram na antena da MINHA TV e, adivinhem? Final de semana, e meus canais fora do ar. E os caras vieram arrumar? Claro que não!
Para encerrar a semana com chave-de-ouro, meu ‘cofre’ ficou de fora no local de trabalho - nunca mais esqueço o cinto e olharei para todos os lados antes de pegar algo no chão - e ainda recebi elogios inadequados. Duas vezes. Como se a humilhação pública não fosse suficiente para uma sexta-feira.
Senhor, dai-me paciência.
segunda-feira, maio 05, 2008
Procura-se um namorado para...
... buscar o carro na chuva;... fazer companhia no casamento dos amigos;
... dividir o pacote de pipoca no cinema. E a Coca Light jumbo;
... sair pra jantar em restaurantes legais e dividir a conta (às vezes!);
... viajar por aí;
... passar as tardes de domingo;
... dar risada;
... e tudo o mais que tiver para ser feito.
Tá difícil!
quarta-feira, abril 23, 2008
Cérebro de teflon
Vamos esquecer esse negócio de idade e colocar a culpa na demanda de informações que recebemos ao longo da vida – é mais conveniente. Mas a verdade, dura verdade, é que minha antes elogiada boa memória foi-se! Ou melhor, vai-se a cada dia.Não consigo mais guardar nomes de pessoas, nomes de lugares e outras coisas. Consultas médicas? Pfff! Meu cérebro parece uma frigideira de teflon: não gruda nada! O único dom 'memorável' que me resta é o de saber o aniversário de vááááááááárias pessoas. Amigos chegados ou não. Agora, me pergunto: pra quê?
Me tornei uma daquelas pessoas que não é ninguém sem agenda. Ó céus! Minha santa e paciente chefe que o diga. O que tem de coisa que ela já teve que repetir... De vez em quando a surpreendo com algum ensinamento que ultrapassou a barreira do esquecimento e grudou. Mas só de vez em quando.
domingo, abril 20, 2008
Eu já... (parte final)
... Procurei, achei, e comprei um carro em meia hora;
... Chorei assistindo “Lar Doce Lar”;
... Fingi que era de um cerimonial e confirmei várias presenças ao casamento de uma amiga pra ela não ter que pagar pelo serviço;
... Desisti de me mudar pra Londres;
... Perdi e achei meu passaporte na Disney;
... Achei R$ 50 no chão;
... Fui ao um show da Zélia Duncan sem pagar;
... Entrei em um salão e cortei o cabelo curto sem pensar duas vezes;
... Comemorei meu aniversário em uma boate: chamei 20 pessoas, foram 5;
... Expulsei um manobrista do meu carro;
... Troquei o Flamengo pelo Vasco;
... Saí sem pagar pelo cachorro-quente. Lembrei no meio do caminho de casa, voltei e paguei. E o cara nem tinha percebido;
... Chorei e fiquei de mau-humor quando o Brasil saiu da última Copa;
... Assisti Friends milhares de vezes e morri de rir todas elas;
... Decidi que vou ser feliz.
... Chorei assistindo “Lar Doce Lar”;
... Fingi que era de um cerimonial e confirmei várias presenças ao casamento de uma amiga pra ela não ter que pagar pelo serviço;
... Desisti de me mudar pra Londres;
... Perdi e achei meu passaporte na Disney;
... Achei R$ 50 no chão;
... Fui ao um show da Zélia Duncan sem pagar;
... Entrei em um salão e cortei o cabelo curto sem pensar duas vezes;
... Comemorei meu aniversário em uma boate: chamei 20 pessoas, foram 5;
... Expulsei um manobrista do meu carro;
... Troquei o Flamengo pelo Vasco;
... Saí sem pagar pelo cachorro-quente. Lembrei no meio do caminho de casa, voltei e paguei. E o cara nem tinha percebido;
... Chorei e fiquei de mau-humor quando o Brasil saiu da última Copa;
... Assisti Friends milhares de vezes e morri de rir todas elas;
... Decidi que vou ser feliz.
segunda-feira, abril 14, 2008
Tic-Tac
(Esse é o post nº 100!)Com o tempo percebemos o que realmente importa na vida. As pessoas, as lembranças. A boca fechada (ou a língua solta), as atitudes, a ligação ou a mensagem de texto. As histórias.
Aprendemos que estar presente não significa necessariamente se falar a toda hora, e que simplesmente estar no momento necessário é tudo. Que perder alguém dói, e que a saudade fica pra sempre.
Que amor não se demonstra só com palavras. Que presente não é pra ser dado apenas em ocasiões especiais. Que nada vale mais do que ser você. Que não dá pra estar em todos os lugares sempre.
Que relacionamento não é prisão. Que educar não é passar a mão na cabeça. Que família é tudo. E amigos são mais ainda.
Que o amanhã pode chegar a qualquer momento. Então, é melhor aproveitar.
quarta-feira, abril 09, 2008
Três letrinhas
Ah, os 30 e poucos anos... Como é bom sair com as amigas da infância e morrer de dar risada com as histórias de ontem e de hoje. As de hoje principalmente, que estão cada vez mais vergonhosas. Ui!
Ontem, em mais um encontro das amigas do colégio, fomos perturbar os consumidores de um restaurante japonês conhecido da cidade. E perturbar é a palavra, porque as gargalhadas estão ficando cada vez mais altas com o passar do tempo.
As gargalhadas mais altas e as memórias, mais apagadas. Cheguei ao restaurante e quatro de nós já estavam lá (éramos sete), ocupando a mesa que reservei. Solícito, o garçom se aproxima e pega as fichinhas repletas de pedidos de sushis e sashimis para mulheres famintas. “Gil, traz uma coca light com gelo e limão”? “Gil, traz molho teriaki”? E o “Gil” trazendo tudo, com um sorriso no rosto, como se estivesse em seu próprio harém. E o tempo passa...
Até que, na metade da noite, uma de nós – que chegou por último – vai fazer o pedido e pergunta quem é o garçom que está nos atendendo. “Aquele ali, o Gil”, responde alguém. “Gil? O nome dele é NEY! Meu Deus...”
Ai, que vergonha! Ai, que vergonhaaaaaaa! Passamos a noite toda chamando o moço de Gil, tadinho. “Ah, eu só lembrava que o nome dele tinha três letras”, justificou-se a balzaca na TPM que confundiu a todas nós – de tão 'íntima' que estava do garçom, todas achamos que eles eram 'chegados' um do outro, tipo amiguinhos. Quer dizer que ela podia ter se lembrado que era Ney, mas não. Pensou em Gil, pensou em Rui... Rui!
Só faltou chamarmos ele de Ana. Também tem três letras!
Ontem, em mais um encontro das amigas do colégio, fomos perturbar os consumidores de um restaurante japonês conhecido da cidade. E perturbar é a palavra, porque as gargalhadas estão ficando cada vez mais altas com o passar do tempo.
As gargalhadas mais altas e as memórias, mais apagadas. Cheguei ao restaurante e quatro de nós já estavam lá (éramos sete), ocupando a mesa que reservei. Solícito, o garçom se aproxima e pega as fichinhas repletas de pedidos de sushis e sashimis para mulheres famintas. “Gil, traz uma coca light com gelo e limão”? “Gil, traz molho teriaki”? E o “Gil” trazendo tudo, com um sorriso no rosto, como se estivesse em seu próprio harém. E o tempo passa...
Até que, na metade da noite, uma de nós – que chegou por último – vai fazer o pedido e pergunta quem é o garçom que está nos atendendo. “Aquele ali, o Gil”, responde alguém. “Gil? O nome dele é NEY! Meu Deus...”
Ai, que vergonha! Ai, que vergonhaaaaaaa! Passamos a noite toda chamando o moço de Gil, tadinho. “Ah, eu só lembrava que o nome dele tinha três letras”, justificou-se a balzaca na TPM que confundiu a todas nós – de tão 'íntima' que estava do garçom, todas achamos que eles eram 'chegados' um do outro, tipo amiguinhos. Quer dizer que ela podia ter se lembrado que era Ney, mas não. Pensou em Gil, pensou em Rui... Rui!
Só faltou chamarmos ele de Ana. Também tem três letras!
sexta-feira, abril 04, 2008
Quando um homem ama uma mulher
Dizem por aí que um homem apaixonado é capaz de tudo pelo objeto do seu amor. Tudo de bom, claro. Mas, prezadas leitoras, esta é mais uma história daquelas que só acontecem comigo, então... Como não pode deixar de ser, este é mais um capítulo do caso de amor que Murfy tem com esta que vos fala. Tudo aconteceu na última terça-feira. Esperava um dia normal de trabalho, meio corrido, mas aceitável. E é bem nessas horas, quando a gente acha que está tudo bem, que a merda fede.
Peguem a pipoca!
Cena 1
Primeiro, a reunião que eu tinha meio-dia foi transferida para as 13h. Ou seja, nada de almoço. Tudo bem, comer engorda e eu tô entrando em forma. Mas a bosta da reunião durou mais do que esperado e f... o resto do dia. Saí correndo de um emprego para o outro, mega atrasada. Chego lá embaixo de um calor daqueles de Brasília, por volta das 15h30, e encontro o prédio evacuado. Um gás misterioso invadiu o ambiente e tava todo mundo do lado de fora, naquele esquema “você não pode trabalhar, mas também não pode ir embora”, sabe como é? Enfim, resolvi abstrair e fui comer o pior sanduíche da minha vida. Corta! Volta pro estacionamento.
Cena 2
Cansada de esperar uma solução para o gás, fugi para casa porque precisava publicar uma matéria e revisar outra. No sossego do lar, o cachorro pede desesperado por um rolé de coleira. “Vou dar uma volta com o cachorro, deixa o portão aberto”, gritei para a passadeira, que estava de saída. Já deu pra ver no que deu? Ainda bem que o muro é baixo e o vigia é gente boa e ágil.
Parênteses: Existe uma chave escondida para esse tipo de confusão. Chave essa que eu nunca lembro que existe. Pra quê facilitar se dá pra complicar? Prova de amor, né, gente?
Grand finale
18 horas. Matérias devidamente publicadas. “Ah, vou descansar”. Toca o telefone. “O prédio foi liberado, volta pra cá.” Manda quem pode, obedece quem quer dinheiro no fim do mês. Quase chorando, sigo de volta para o trabalho enquanto o resto da cidade segue para casa. Pelo menos pego o fluxo contrário do trânsito. Chego esbaforida e aí... “O prédio vai ser evacuado de novo, pode ir embora”. TU TÁ DE SACANAGEM, NÉ? Gritou a insana dentro de mim. Como se minha gasolina fosse aquilo que sai do bebedor.
Carro. Trânsito. Dor na cabeça, nas pernas, nos pés. Ensaio até meia-noite. E mais um capítulo da minha corrente história de amor.
Peguem a pipoca!
Cena 1
Primeiro, a reunião que eu tinha meio-dia foi transferida para as 13h. Ou seja, nada de almoço. Tudo bem, comer engorda e eu tô entrando em forma. Mas a bosta da reunião durou mais do que esperado e f... o resto do dia. Saí correndo de um emprego para o outro, mega atrasada. Chego lá embaixo de um calor daqueles de Brasília, por volta das 15h30, e encontro o prédio evacuado. Um gás misterioso invadiu o ambiente e tava todo mundo do lado de fora, naquele esquema “você não pode trabalhar, mas também não pode ir embora”, sabe como é? Enfim, resolvi abstrair e fui comer o pior sanduíche da minha vida. Corta! Volta pro estacionamento.
Cena 2
Cansada de esperar uma solução para o gás, fugi para casa porque precisava publicar uma matéria e revisar outra. No sossego do lar, o cachorro pede desesperado por um rolé de coleira. “Vou dar uma volta com o cachorro, deixa o portão aberto”, gritei para a passadeira, que estava de saída. Já deu pra ver no que deu? Ainda bem que o muro é baixo e o vigia é gente boa e ágil.
Parênteses: Existe uma chave escondida para esse tipo de confusão. Chave essa que eu nunca lembro que existe. Pra quê facilitar se dá pra complicar? Prova de amor, né, gente?
Grand finale
18 horas. Matérias devidamente publicadas. “Ah, vou descansar”. Toca o telefone. “O prédio foi liberado, volta pra cá.” Manda quem pode, obedece quem quer dinheiro no fim do mês. Quase chorando, sigo de volta para o trabalho enquanto o resto da cidade segue para casa. Pelo menos pego o fluxo contrário do trânsito. Chego esbaforida e aí... “O prédio vai ser evacuado de novo, pode ir embora”. TU TÁ DE SACANAGEM, NÉ? Gritou a insana dentro de mim. Como se minha gasolina fosse aquilo que sai do bebedor.
Carro. Trânsito. Dor na cabeça, nas pernas, nos pés. Ensaio até meia-noite. E mais um capítulo da minha corrente história de amor.
segunda-feira, março 31, 2008
A La Capitão Caverna

Já tinha afirmado e reafirmado aqui neste espaço que eu não tenho vocação para mulherzinha. Mesmo assim, de vez em quando procuro ver se evoluí nesta questão e me desafio a vencer alguma batalha. Sempre perco, é lógico, e me convenço mais um pouco de que não nasci para certas atividades voltadas para as pessoas XX.
Meu último desafio consistiu em secar minha franja. Sim, minhas colegas de auditório, uma besta franja me derrubou. Munida de secador potente e um conjunto de escovas que adquiri para este fim específico, lá fui eu dar um trato no visual. Ó, ilusão! Fico com vergonha de mim mesma. Ainda bem que meu espelho não fala. Ia ser constrangedor.
O pior é que todo mundo que já mexeu no meu cabelo me fala a mesma coisa: “seu cabelo é fino, deve ser super fácil de secar”. Nã-nã-nã. Fácil para as mulherzinhas espalhadas pelo mundo, missão impossível para esta que vos fala. É mais fácil me enforcar no fio do secador do que conseguir secar minha franja. E olha que estamos falando de duas mechas de cabelo. Não vou nem entrar na questão da juba por inteiro.
Totalmente contra escovas progressivas e afins, que me deixariam como o cigano Igor – aquele que tinha sempre a mesma cara, independentemente da situação (quem não se lembra do “Dara eu te amo”; “Dara, eu te odeio”, com a mesma expressão?) -, fico aqui com meu visual Capitão Caverna e procuro ser feliz assim. Afinal, todo mundo sente saudades dos anos 80, não é mesmo?
Meu último desafio consistiu em secar minha franja. Sim, minhas colegas de auditório, uma besta franja me derrubou. Munida de secador potente e um conjunto de escovas que adquiri para este fim específico, lá fui eu dar um trato no visual. Ó, ilusão! Fico com vergonha de mim mesma. Ainda bem que meu espelho não fala. Ia ser constrangedor.
O pior é que todo mundo que já mexeu no meu cabelo me fala a mesma coisa: “seu cabelo é fino, deve ser super fácil de secar”. Nã-nã-nã. Fácil para as mulherzinhas espalhadas pelo mundo, missão impossível para esta que vos fala. É mais fácil me enforcar no fio do secador do que conseguir secar minha franja. E olha que estamos falando de duas mechas de cabelo. Não vou nem entrar na questão da juba por inteiro.
Totalmente contra escovas progressivas e afins, que me deixariam como o cigano Igor – aquele que tinha sempre a mesma cara, independentemente da situação (quem não se lembra do “Dara eu te amo”; “Dara, eu te odeio”, com a mesma expressão?) -, fico aqui com meu visual Capitão Caverna e procuro ser feliz assim. Afinal, todo mundo sente saudades dos anos 80, não é mesmo?
segunda-feira, março 24, 2008
Confissão
Venho, por meio deste, confessar aqui meus pecados. Não sei que tipo de penitência terei, mas, já imagino que irei sofrer. Pequei contra mim mesma, e isso não é nada bom.Tinha prometido que não iria cair mais nesse tipo de tentação. Mas você estava lá, lindo e gostoso como sempre e, depois de tanto tempo sem te ver, bateu saudade. Você ficou me tentando, passando para lá e para cá, desfilando como quem não quer nada. E você sabe muito bem que eu adoro você, não resisto nunca. Nem a você e nem aos seus amigos. Pequei, e pequei com excesso.
E eu que estava indo tão bem. Já tinha criado uma espécie de couraça contra você. Nem nesta época, em que estás tão no auge, eu fui atrás. Fiquei na minha, me fazendo de morta. Mas você veio de mansinho, e me tirou do sério. E agora vou sofrer por causa daquela vagabunda enérgica que sempre está com você, porque ela vai vir atrás de mim. E eu odeio este tipo de exposição.
Tudo por sua causa, brigadeiro safado!
sexta-feira, março 14, 2008
terça-feira, março 11, 2008
As princesas e a plebéia
Seguindo dica mais que sensacional de uma amiga mais que sensacional, passei minhas férias – merecidas, esperadas e curtas – em um spa na beira da praia, no litoral mais lindo do país: Maragogi (AL). Além de descansar (objetivo 1), pegar muito sol (objetivo 2), e emagrecer (objetivo 3), conheci pessoas que me provaram que o mundo é grande, e está recheado de gente sem-noção.
Não sei se foi depois da divisa Pernambuco/Alagoas, depois de entrar no resort ou depois de entrar no restaurante, mas em algum momento em devo ter passado por um portal que me levou para a ilha da Barbie. Tirando três coleguinhas que, junto comigo, pertencem à classe “gente que rala” do país, o resto das spasianas eram mulheres que deixariam qualquer editor de coluna social feliz para o resto da vida. Gente que é PhD em spa, esposas de donos de redes de postos de gasolina, fazendas, lojas. Mulheres que realmente acreditam que procedimentos estéticos são a solução de todos os problemas do mundo. Fome? Cirurgia bariátrica. Saúde? Lipoaspiração. Economia? Spa (assim elas ficam mais 'bonitas', os maridos mais 'apaixonados', e as bolsas Louis Vuitton mais cheias de dinheiro para ser desperdiçado). E no meio disso tudo EU, trabalhadora assalariada, que vai pagar a viagem em parcelas e que, segundo a Miss Bundão – uma das mulheres mais sem-noção que conheci – não tenho problema com peso, apenas gordura localizada. “Você devia fazer uma lipo”, ela me aconselhou. Entendi porquê conselho não se vende, ela ia morrer com a mercadoria encalhada.
Mas, tirando a gaiola das loucas, valeu a pena conhecer um pedaço do paraíso na terra. Recomendo.
Não sei se foi depois da divisa Pernambuco/Alagoas, depois de entrar no resort ou depois de entrar no restaurante, mas em algum momento em devo ter passado por um portal que me levou para a ilha da Barbie. Tirando três coleguinhas que, junto comigo, pertencem à classe “gente que rala” do país, o resto das spasianas eram mulheres que deixariam qualquer editor de coluna social feliz para o resto da vida. Gente que é PhD em spa, esposas de donos de redes de postos de gasolina, fazendas, lojas. Mulheres que realmente acreditam que procedimentos estéticos são a solução de todos os problemas do mundo. Fome? Cirurgia bariátrica. Saúde? Lipoaspiração. Economia? Spa (assim elas ficam mais 'bonitas', os maridos mais 'apaixonados', e as bolsas Louis Vuitton mais cheias de dinheiro para ser desperdiçado). E no meio disso tudo EU, trabalhadora assalariada, que vai pagar a viagem em parcelas e que, segundo a Miss Bundão – uma das mulheres mais sem-noção que conheci – não tenho problema com peso, apenas gordura localizada. “Você devia fazer uma lipo”, ela me aconselhou. Entendi porquê conselho não se vende, ela ia morrer com a mercadoria encalhada.
Mas, tirando a gaiola das loucas, valeu a pena conhecer um pedaço do paraíso na terra. Recomendo.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Tempestade antes da bonança
Segunda-feira: uma lembrança do dilúvio bíblico resolve dar as caras na cidade bem na hora que eu saio do trabalho para fazer uma entrevista. Conseqüências: levo 1h20min para percorrer um trajeto reto de uns 20km; saio da entrevista e pego o rumo de casa, só para descobrir que o tempo mínimo para atravessar a Ponte JK é de uma hora; ligo para casa e descubro que, devido às chuvas, não tem luz; as ruas alagadas sujam meu carro que estava lavado e me dão certeza de que meu 1.0 é anfíbio. Procuro refúgio no McDonalds da 405 sul, já que não tinha mais para onde ir. Mais conseqüências: a gordura que eu ingeri vai toda para o meu quadril, com certeza. Minha nutricionista vai me matar, minha massagista vai me bater, literalmente. Chego em casa às 21h15 – mais de doze horas depois de ter saído -, praticamente junto com a energia elétrica.
Terça-feira: acordo e não tem água para tomar banho. Meu padrasto chamou uma firma para lavar a caixa d'água e, para completar, acabou com a água - no próprio banho - que restou na caixa depois que ele fechou os registros. E me dá a notícia com um sorriso no rosto, como se tivesse graça você acordar para trabalhar fora o dia todo e não poder tomar banho antes de sair. Conseqüência: tive que tomar banho na casa de uma amiga solidária, que ainda me deu café da manhã. Pelo menos uma notícia boa. Fim do dia, uma dor de cabeça terrível. E eu ainda tenho ensaio das músicas que vou cantar em um casamento em abril.
Quarta-feira: depois de trabalhar o dia todo, fui cobrir uma reunião agendada para as 19h. Que começou às 20h30. Acabou às 21h40. Dilúvio bíblico na cidade, parte II. Guarda-chuva de bolsa: prático de carregar, uma merda de usar. Encharcada, chego em casa às 22h. Produção da matéria (leia-se escrever, aprovar, arrumar foto e publicar tudo no site) até 23h. Agora sim: banho e jantar. Amanhã tem mais!
Quinta-feira: depilação às 8h30 da manhã, cobertura de assembléia de servidores às 10h, produção de matérias. Almoço, shopping e mercado, dilúvio III e, finalmente, casa. Para dar início à fase da bonança.
Sexta-feira: aeroporto. Praia. Por uma semana.
Beijo e tchau. Férias, uhuuuu!!!
Terça-feira: acordo e não tem água para tomar banho. Meu padrasto chamou uma firma para lavar a caixa d'água e, para completar, acabou com a água - no próprio banho - que restou na caixa depois que ele fechou os registros. E me dá a notícia com um sorriso no rosto, como se tivesse graça você acordar para trabalhar fora o dia todo e não poder tomar banho antes de sair. Conseqüência: tive que tomar banho na casa de uma amiga solidária, que ainda me deu café da manhã. Pelo menos uma notícia boa. Fim do dia, uma dor de cabeça terrível. E eu ainda tenho ensaio das músicas que vou cantar em um casamento em abril.
Quarta-feira: depois de trabalhar o dia todo, fui cobrir uma reunião agendada para as 19h. Que começou às 20h30. Acabou às 21h40. Dilúvio bíblico na cidade, parte II. Guarda-chuva de bolsa: prático de carregar, uma merda de usar. Encharcada, chego em casa às 22h. Produção da matéria (leia-se escrever, aprovar, arrumar foto e publicar tudo no site) até 23h. Agora sim: banho e jantar. Amanhã tem mais!
Quinta-feira: depilação às 8h30 da manhã, cobertura de assembléia de servidores às 10h, produção de matérias. Almoço, shopping e mercado, dilúvio III e, finalmente, casa. Para dar início à fase da bonança.
Sexta-feira: aeroporto. Praia. Por uma semana.
Beijo e tchau. Férias, uhuuuu!!!
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Raio X
Estatura mediana, cabelo castanho escuro com resquícios de vermelho. Olhos castanhos com miopia, astigmatismo, ceratocone e lentes de contato. Sorriso torto. Barriga que cisma em aparecer, bunda que tem diminuído, quadril herança de família. Pés lindos. Coração do tamanho do mundo - para quem o conquista. Cabeça dura. Boca que fala pelos cotovelos. Ombros amigos. Mãos que ajudam. Ouvidos abertos. Gênio forte. Pavio curto. TPM visível. Riso frouxo. Bom-humor. Um pouco louca. Cantora de igreja. Madrinha de casamento. Jornalista. Membro do orkut. Cinco endereços de email. MSN e GTalk Dois celulares. Palm. Ipod. Internet o dia todo. Lost. Grey's Anatomy. C.S.I. Desperate Housewives. Friends, sempre. Big Brother. Livros. Finais de semana tranqüilos. Comida japonesa, chinesa, mexicana, americana, brasileira, espanhola. Doce. Chocolate preto e branco. Sorvete de morango. McDonald's. Milkshake de ovomaltine. Bebidas light. Chopp. Cerveja. Smirnoff Ice. Aparelho na infância. Gorda. Magra. Gorda. Magra. Milhares de matrículas em academias. Sedentária. Dois empregos. Muitos amigos. Algumas perdas. Choro. Dor. Otimismo. Alegria.
Feliz.
Feliz.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Como Vanessa da Mata
Eu quero um amor de cinema. Chamem-me de ridícula, mas eu quero. Cansei dessas histórias que já começam com cara de fim. Cansei desses caras que só querem você para ser mais um número na lista de conquistas.
Cansei de gente me dizendo para sair mais, trocar de amigos, fazer mais cursos e etc. Como se essas fossem soluções viáveis. Pfff...
Já decidi: um dia eu vou pra Irlanda. Tenho certeza que o homem da minha vida está lá. O lugar é lindo, a cerveja é boa... Tá bom, confesso que minha fantasia começou depois que assisti ao filme P.S., Eu Te Amo. Mas já que eu quero um amor de cinema, nada melhor do que me deixar iludir por um filme mega mulherzinha recheado de homens maravilhosos, não é mesmo?
E por falar em cinema, esta semana vai sair um filme com um quê de parecido com a minha vida. Vestida para Casar conta a história de uma bela moça que já foi madrinha de casamento 27 vezes e que dá uma pirada quando a irmã mais nova casa antes dela.
Eu já fui madrinha 5 vezes (e a sexta virá este ano) e minha irmã casa ano que vem. HPAP, aqui vou eu!
Segue o trailer de P.S., Eu Te Amo.
Cansei de gente me dizendo para sair mais, trocar de amigos, fazer mais cursos e etc. Como se essas fossem soluções viáveis. Pfff...
Já decidi: um dia eu vou pra Irlanda. Tenho certeza que o homem da minha vida está lá. O lugar é lindo, a cerveja é boa... Tá bom, confesso que minha fantasia começou depois que assisti ao filme P.S., Eu Te Amo. Mas já que eu quero um amor de cinema, nada melhor do que me deixar iludir por um filme mega mulherzinha recheado de homens maravilhosos, não é mesmo?
E por falar em cinema, esta semana vai sair um filme com um quê de parecido com a minha vida. Vestida para Casar conta a história de uma bela moça que já foi madrinha de casamento 27 vezes e que dá uma pirada quando a irmã mais nova casa antes dela.
Eu já fui madrinha 5 vezes (e a sexta virá este ano) e minha irmã casa ano que vem. HPAP, aqui vou eu!
Segue o trailer de P.S., Eu Te Amo.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Para o meu pseudo
Essa cartinha eu escrevi para o João, no dia que eu soube que ele estava vindo aí...
Acabei de saber da sua existência, e as lágrimas escorreram como se você fosse meu. Claro que, na fila de pessoas felizes estou atrás de pais, avós, tios. Todos já aguardando que você fique bem quietinho aí e que só saia no momento certo.
Você ainda é um ‘cabeça de alfinete’, mas sua torcida já é imensa. Se você soubesse... Nem imaginas, mas és um capítulo tão lindo quanto a história de amor da qual fazes parte.
Por isso, ‘guenta aí, viu? Se aconchegue nesse colo que é só seu, e que está pronto para te proteger, te guardar, te fazer crescer saudável. Se segura forte e diga não às probabilidades negativas. Mostra para todo mundo que para tudo tem jeito nessa vida. Que o retrovertido assusta, mas que você não está nem aí.
Venha, mas venha com calma, sem pressa. Não vamos a lugar nenhum sem você, meu pseudo-sobrinho-afilhado.
Já te amo.
Beijo
Acabei de saber da sua existência, e as lágrimas escorreram como se você fosse meu. Claro que, na fila de pessoas felizes estou atrás de pais, avós, tios. Todos já aguardando que você fique bem quietinho aí e que só saia no momento certo.
Você ainda é um ‘cabeça de alfinete’, mas sua torcida já é imensa. Se você soubesse... Nem imaginas, mas és um capítulo tão lindo quanto a história de amor da qual fazes parte.
Por isso, ‘guenta aí, viu? Se aconchegue nesse colo que é só seu, e que está pronto para te proteger, te guardar, te fazer crescer saudável. Se segura forte e diga não às probabilidades negativas. Mostra para todo mundo que para tudo tem jeito nessa vida. Que o retrovertido assusta, mas que você não está nem aí.
Venha, mas venha com calma, sem pressa. Não vamos a lugar nenhum sem você, meu pseudo-sobrinho-afilhado.
Já te amo.
Beijo
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Efeito Murfy
E eu reclamando da falta de feriados no segundo semestre...Neve deixa milhões sem energia e transporte no sul da China
Folha online
Milhões de chineses sofrem com a falta de água e energia elétrica e estão sem transporte devido às tempestades de neve que paralisaram várias regiões do sul do país nos últimos dias.
Cerca de 50 pessoas morreram devido ao mau tempo --25 delas em um acidente de ônibus em uma estrada coberta de neve perto da cidade de Sanhe (sul) nesta terça-feira.
O caos atinge o país durante o único feriado do ano, enquanto chineses tentavam viajar.
Cerca de 50 pessoas morreram devido ao mau tempo --25 delas em um acidente de ônibus em uma estrada coberta de neve perto da cidade de Sanhe (sul) nesta terça-feira.
O caos atinge o país durante o único feriado do ano, enquanto chineses tentavam viajar.
Uma multidão que aguardava debaixo de chuva em estações de trem e ônibus na Província de Guangdong (sul) foi alertada por autoridades locais para abandonar os planos de viajar até as cidades de origem para se reunir com as famílias para o feriado do Ano Novo chinês.
Para milhões de trabalhadores, o feriado é a única chance do ano de rever os familiares.
"Eu não consegui comprar passagem, mas espero que muita gente desista para que agora eu consiga", disse Ding Ming, um dos que aguardavam na multidão que se formou na região. Ele tentava pegar um trem para chegar até sua cidade, Chongqing, e rever a mulher e o filho.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu desculpas à população pelo caos. Ele utilizou um megafone para se dirigir a passageiros presos na estação de Changsha (sul). Nesta quarta-feira, ele visitará Guangzhou para oferecer palavras de conforto à população.
"Vocês vêm enfrentando muitos problemas", disse Wen à multidão presa na estação.
Rodovias e linhas férreas bloqueadas pela neve causaram atraso na entrega de carvão, causando falta de energia elétrica em 17 das 31 Províncias da China.
Os esforços para a retirada da neve são dificultados com a falta de solventes químicos, com produtores do norte do país --que não é atingido pela neve-- impossibilitados de enviar os carregamentos para o sul. Algumas áreas não possuem equipamento para retirar a neve.
Mais de 5 milhões nas Províncias de Hubei, Guizhou e Jiangxi sofrem com a falta de água.
Algumas regiões de Guizhou ficaram duas semanas sem energia elétrica, segundo a Xinhua.
Para milhões de trabalhadores, o feriado é a única chance do ano de rever os familiares.
"Eu não consegui comprar passagem, mas espero que muita gente desista para que agora eu consiga", disse Ding Ming, um dos que aguardavam na multidão que se formou na região. Ele tentava pegar um trem para chegar até sua cidade, Chongqing, e rever a mulher e o filho.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu desculpas à população pelo caos. Ele utilizou um megafone para se dirigir a passageiros presos na estação de Changsha (sul). Nesta quarta-feira, ele visitará Guangzhou para oferecer palavras de conforto à população.
"Vocês vêm enfrentando muitos problemas", disse Wen à multidão presa na estação.
Rodovias e linhas férreas bloqueadas pela neve causaram atraso na entrega de carvão, causando falta de energia elétrica em 17 das 31 Províncias da China.
Os esforços para a retirada da neve são dificultados com a falta de solventes químicos, com produtores do norte do país --que não é atingido pela neve-- impossibilitados de enviar os carregamentos para o sul. Algumas áreas não possuem equipamento para retirar a neve.
Mais de 5 milhões nas Províncias de Hubei, Guizhou e Jiangxi sofrem com a falta de água.
Algumas regiões de Guizhou ficaram duas semanas sem energia elétrica, segundo a Xinhua.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Arquitetura capilar

Nunca pensei que existissem tantas opiniões distintas sobre duas tiras de pêlos. Fazer as sobrancelhas tem se transformado em um curso intensivo de desenho capilar. Eu, que nunca me preocupei muito com isso – ficava feliz em tirar o meio que teima em transformar-me em uma pessoa com monocelha e os excessos acima da pálpebra -, agora tenho que me preocupar com o formato das benditas. Logo eu, que não entendo nada dessas coisas tão ‘mulherzinhas’.
Para piorar minha situação, a sobrancelha direita é igualzinha a de papai e tem um bico pontudo que insiste em fazer parte do meu visual. Pobres ‘fazedores de sobrancelha’... Deixar meu rosto com medidas simétricas deve ser muito chato para eles.
E as lendas? “Se fizer com cera, cai a pálpebra”. Been there, done that. Minha pálpebra é caída porque eu tive paralisia facial quando era pequena, e não por causa da cera. “Se tirar com pouco intervalo de tempo, sua sobrancelha não cresce mais.” Só se for com pouco tempo de vida! Tenho um primo que arrancou as dele com chiclete quando tinha 3 anos e elas nunca mais cresceram. Nem com a puberdade. Ele é um sem-teto ocular.
Minha mais recente missão consiste em deixar as minhas crescerem o máximo que eu puder, para atingir um nível de satisfação aceitável. Vamos ver quanto eu agüento. Portanto, se vocês me encontrarem na rua parecendo uma mulher das cavernas, não se assustem. É tudo pelo social.
Para piorar minha situação, a sobrancelha direita é igualzinha a de papai e tem um bico pontudo que insiste em fazer parte do meu visual. Pobres ‘fazedores de sobrancelha’... Deixar meu rosto com medidas simétricas deve ser muito chato para eles.
E as lendas? “Se fizer com cera, cai a pálpebra”. Been there, done that. Minha pálpebra é caída porque eu tive paralisia facial quando era pequena, e não por causa da cera. “Se tirar com pouco intervalo de tempo, sua sobrancelha não cresce mais.” Só se for com pouco tempo de vida! Tenho um primo que arrancou as dele com chiclete quando tinha 3 anos e elas nunca mais cresceram. Nem com a puberdade. Ele é um sem-teto ocular.
Minha mais recente missão consiste em deixar as minhas crescerem o máximo que eu puder, para atingir um nível de satisfação aceitável. Vamos ver quanto eu agüento. Portanto, se vocês me encontrarem na rua parecendo uma mulher das cavernas, não se assustem. É tudo pelo social.
terça-feira, janeiro 08, 2008
E lá vem os 31
Uma grande amiga me disse uma vez que fazer 30 anos era legal, mas que os 31 eram melhores ainda. E os bons ventos que têm soprado me fazem acreditar que isso é verdade.À beira dos 31 anos, me sinto feliz em vários aspectos e já enxergo as novidades que este ano me trará: vou comemorar meu aniversário cercada de amigos, pessoas que amo estão grávidas e vão me dar ‘sobrinhos’ lindos, entrei o ano sem dívidas, estou mais magra, tenho uma irmã médica... E mais um monte de coisas boas!
Viva os 31!
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