quarta-feira, julho 01, 2009

Tem uma hora que cansa...

Gente mal-educada;
que só reclama da vida;
que só sabe criticar;
que reprime os sorrisos;
que abusa da boa-vontade.

Ser cobrada a topar tudo;
falar quando quer calar;
trabalhar sem perspectiva;
procurar e não achar;
essa TPM maldita.

A falta de noção;
a falta de educação;
a falta de prioridades;
a falta de civilidade;
a falta da proximidade.

Tem uma hora que cansa,
a falta de intimidade.

segunda-feira, junho 22, 2009

Ê, preguiça...

Minha amiga CJ e eu reservamos a noite de ontem para visitarmos nossa amiga D. Fofocas e um vinhozinho estavam no menu do bate-papo. D. mora no segundo andar e, como de praxe, entramos no elevador quando chegamos ao prédio.

Segundos depois de começar a subir, ouvimos um “xiuuuuuu..... pow”. Breu total. O elevador não só parou, mas apagou-se todo. Após um pequeno – que pareceu gigante – momento de reflexão (para não dizer pânico controlado), abri a boca pra soltar um “tá de sacanagem, acabou a luz!”. Minha amiga CJ, inutilmente, começou a apertar os botões do quadro, que estavam pra lá de desligados. A santa tecnologia 3G me permitiu ligar para D. e comunicar o fato. Não era falta de luz, era pane na caixinha metálica mesmo. E lá estávamos nós, com CJ agoniadíssima porque, além de ter pavor de ficar presa em elevadores, não tinha nem um tracinho de sinal no celular dela. E dá-lhe apertar botão... Ninguém nunca demonstrou tanta alegria em me ter por perto.

Minutos depois a luz acendeu. E o elevador subia e descia, subia e descia. Mas nada de parar e abrir a porta. A gente ficou lá, de ioiô humano por alguns minutos, até que finalmente a porta se abriu, lentamente. Tipo a saudosa “Porta da Esperança”. Nunca vi CJ sair tão rápido de um lugar...

Deus abençoe as escadas.

terça-feira, junho 16, 2009

Deu!

Todo ano a mesma coisa: começam os desfiles no Brasil e a imprensa sensacionalista cai matando nas pobres modelos que ousam desfilar com celulites pelas passarelas. Ó, que crime!

Um pouquinho de realidade, né? Celulites existem e enorme parte da população feminina tem, e ponto. Para que tanto bafafá em torno disso?

Eu acho é bom que até as modelos estejam apresentando celulites. Humaniza um pouco mais o mundo fashion que, bem ou mal, não tem nada de real. Se todos os homens do mundo tivessem barriga tanquinho, eu poderia até aceitar a crucificação da celulite. Mas as pessoas são diferentes e únicas ao mesmo tempo, cada uma com suas características, então...

É claro que para tudo tem limite. É preciso, sim, ter cuidado para não se deixar transformar em um maracujá ambulante. Mas criticar profissionais da passarela por causa de um ou dois furinhos é demais.

Viva as diferenças.

terça-feira, junho 09, 2009

Aprendi na TV


Pessoas com dentes sensíveis se tornam dentistas e usam Colgate Sensitive.
Pelo menos é o que demontra o comercial da pasta, onde os garotos e garotas-propaganda são dentistas e todos admitem que sentiam muitas dores antes de usarem o produto.

Bizarro.

quinta-feira, junho 04, 2009

Ponto final

Eu entendo a esperança que não cessa daqueles que têm arrancados de seu convívio pessoas que amam. Sejam vítimas de acidentes aéreos ou de sequestros, é difícil verbalizar ou assumir uma postura de que, ok, a pessoa se foi para nunca mais voltar e a vida continua. Se fosse tão fácil assim...

O ponto final faz parte da cura, da superação, do passo inicial para continuar a vida com um buraco. Sim, porque o buraco sempre estará lá, mas se aprende a conviver com ele.

A dor da perda é incomparável. Imagino que seja também infindável para aqueles que não têm a chance de dar o último adeus. Ver o fim – enterro, cremação - é importante para se reerguer. Pelo menos me ajudou a chegar até aqui depois que perdi avós e pai.

Portanto, eu respeito muito a esperança dos familiares do voo AF447, por mais irracional que ela pareça ser. Afinal, não tem como discutir sentimento nessas horas. Minha única oração é para que Deus console a todos como fez comigo. Amém.

quinta-feira, maio 28, 2009

É o que?


Ultimamente tenho me dado conta de que confundia várias letras de música, há muito tempo. De repente, as letras verdadeiras chegam límpidas aos meus ouvidos e percebo que cometi enganos patéticos, e pergunto-me como é que pude entender tudo errado por tanto tempo.

A primeira vez que ouvi “Amor I Love You”, da Marisa Monte, entendi Amor olha o avião e pensei que a cantora, sempre meio doidinha, tinha enlouquecido de vez. Sim, na minha cabeça era completamente plausível que ela pedisse ao amor dela pra ver o avião. Quem tava ficando louca era eu, vamos combinar.

“Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr baixinho, como zune um novo sedã (Pato Fu). Nunca, jamais entendi essa última frase como ela é. Entendia qualquer coisa sem sentido (tenho vergonha de dizer!!!), menos isso.

“You Learn”, da Alanis Morissette, também já me pregou peças. Tem uma hora que ela fala, dando voltinhas com a sílaba, you loose, you learn. E eu, doida de tacar pedra, entendia que as “voltinhas” eram um simples youuuuuuu learn. Ai, que dó de mim...

Alguém tem um cotonete?


terça-feira, maio 19, 2009

Pagando a língua

A maturidade nos mostra que, de vez em quando, é bom mudar paradigmas, trocar de opiniões, buscar ver o outro lado de qualquer situação.

Dei-me um presente que jurava que não ia me dar tão cedo. Não achava necessário – por um lado, realmente não é. Mas tem coisas que, sem percebermos, são fundamentais para ajudar na mudança de atitude. Para crescermos.

Também precisamos olhar para nós mesmo às vezes e nos fazer algo que nos faça bem. Eu, que adoro presentear os outros, vi que chegou a hora de presentear a mim mesma. E estou feliz demais com isso.

Adorei pagar minha língua.

segunda-feira, maio 11, 2009

Início de semana

Just for today,
I will not worry what tomorrow will bring.
No No.
I'm going to try something new.
Walk through this day like I got nothing to prove
Yeah yeah.
Although, I have the best intentions
Can't predict anyone's reactions
So i just do my best.
I put one foot in front of the other
And keep on moving forward
And let God do the rest.
I don't know what's going to happen that's alright with me
I open up my arms and embrace the mystery.
I don't know what's going to happen, that's alright with me.
I open up my arms and embrace the mystery.
Just for today
I'm telling the truth like it's going outta style.
I'm going to swallow my pride, and be who i am,
And i don't care who don't like it, yeah.
I feel, I feel but I do it anyway
I won't let it stand in the way, I know what I must do.
Yeah. There's no guarantee that it'll be easy,
But I know it'll be fufilling and it's time for me to sure improve.
Yeah it's okay, not to know.
Exploration is how we grow
It's okay to not have the answer
Cause sometimes it's the question that matters.
Just for Today - India Arie

terça-feira, maio 05, 2009

Sabedoria

Não sei se é a idade, a maturidade ou a falta de vontade. Mas estou ficando sem paciência nenhuma com gente que acha que pode falar tudo, a qualquer hora, e de qualquer jeito, por causa da suposta intimidade que tem com você.

Sejamos práticos: existem coisas – por mais verdadeiras que sejam - que não devem ser ditas. Nunca. Não defendo aqui a enganação ou a ilusão, mas acho que, mesmo que seja a sua melhor amiga, não dá pra chegar e dizer “Caracas, você engordou bem, hein?”.

Não dá. Ela sabe que engordou. Todas nós sabemos quando isso acontece. Então por que as pessoas desagradáveis acham que têm o dever de comentar isso?

Nessas horas peço apenas por sabedoria. Para não falar esse tipo de besteira, e para não estourar quando a ouço.

quarta-feira, abril 29, 2009

Asa a cobras

Contrariando o ditado popular, acabo de ler uma reportagem que me deixou boquiaberta. Não sei se vocês, caros leitores, se lembram da ex-atriz Maria Mariana (que escreveu o livro e estreou a série de TV Confissões de Adolescente).

Pois bem. Depois de uma década longe do mundo das celebridades, ela voltou. E voltou mal! Não sei como, ela escreveu um novo livro – Confissões de Mãe – no qual simplesmente insulta toda e qualquer mulher que opta por não ser mãe, ou que é mãe, mas tem filho por meio de cesariana, ou que, pior, não se casa. Palavras dela: “a maternidade, aliada ao casamento, são a única forma de obter uma felicidade verdadeira”. Outra pérola: ela diz acreditar que só tem filho por parto normal as mulheres que "merecem" e que eventuais dificuldades para amamentar o bebê surgem para quem não estão dando "o devido valor a seu lugar de mãe".

Na boa? Vai à merda! Quem essa pessoa acha que é para julgar assim os outros? Pior do que isso, quem é que se propõe a editar esse tanto de asneira?

Eu achava que escrever um livro fosse mais difícil. Tá aí. Vou procurar uma editora. Se ela conseguiu....

Ah! Quem quiser ler a íntegra da matéria que saiu na Folha de S. Paulo sobre o livro (e as demais besteiras que ela fala), clique aqui.

sexta-feira, abril 24, 2009

Eu canto...

... Porque me faz um bem danado. Canto no carro, no banho, até dentro da cabeça, para aliviar o estresse.

Música faz parte da minha vida. Já toquei diversos instrumentos e canto desde que aprendi a falar. Cantar é uma terapia.

Canto para demonstrar alegria, para espantar a tristeza – ou, muitas vezes, lidar com ela. Para construir momentos pessoais, para participar de celebrações de amigos, para dizer o que não é fácil falar. Choro ao cantar, até, dependendo da música.

Canto porque sei, mas cantaria também se não soubesse. Porque nesses casos não é preciso ser graduado. Basta sentir.

Por último, canto porque a música é capaz de transformar o feio em bonito, e o bonito em especial.

quinta-feira, abril 16, 2009

Piada pronta

Sobrancelha ou viseira?

Que nojo!

terça-feira, abril 07, 2009

Newton, se você soubesse...

Diz a lei de Newton da gravitação universal que tudo o que sobe, desce. Pois bem, tal afirmativa aflige a mulheres que, como eu, não se “embotecaram” ou se “siliconaram” apesar de já terem atingido a casa dos trinta. Tudo o que antes estava de acordo, hoje já dá sinais de que sim, a lei da gravidade existe e, pior, age sem dó.

E não são só os fatores externos os atingidos pela gravidade. A auto-estima feminina é um negócio tão complicado que, quando desce... Haja esforço para reverter o quadro. É complicado.

Mas ainda bem que o mundo dá voltas e guarda surpresas. Dia desses fui a um evento do trabalho totalmente chato. Já era noite, estava cansada, e tinha ido com a missão de fotografar os acontecimentos. Boring! Mas fui surpreendida por um moço lindo e simpático que mudou todas as impressões e, papo vai, papo vem, mostrou que nem tudo está perdido.

Para o alto, e avante!

segunda-feira, março 30, 2009

Impressões


Pessoas chegadas a mim foram, recentemente, à cidade de Buenos Aires (Argentina) e é engraçado ver como as opiniões variam de acordo com as impressões de cada um.

Estive lá em 2005 - pré-crise e Cristina Kirchner – e simplesmente amei a cidade. Adorei ver os protestos silenciosos em frente à Casa Rosada; as bugigangas e o clima da feira de antiguidades de San Telmo; a cachorrada brincando feliz em frente ao cemitério, na Recoleta; os gatos se escondendo aos montes dentro do cemitério; o tango lindo do Señor Tango; o churro do Café Tortoni. E as risadas que dei com minha grande amiga e companheira de viagem, claro.

Mas os tempos mudaram e, pelos relatos que ouvi, a cidade também. Meus amigos reclamaram de sujeira, grosseria dos nativos, qualidade dos serviços... Que pena. Espero que sejam apenas impressões passageiras.

sexta-feira, março 27, 2009

Defendendo minha classe

Hoje não vai ter nenhuma historinha minha. Hoje vou publicar um texto sério. Faz tempo que as atitudes do Gilmar Mendes me enchem o saco. Mas desta vez ele extrapolou os limites do bom senso. E apelou, como é de praxe.

Patético.

O texto abaixo foi publicado no site da CartaCapital, no dia 23 de março. E vale ser reproduzido aqui. Pelo menos eu acho.

Gilmar, o censor
Leandro Fortes
Jornalista

No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do Comitê de Imprensa, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa. 

Nesta carta, contudo, falo somente por mim. 

Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto. 

Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera. 

Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido. 

Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos? 

Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas. 

Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender. 



quarta-feira, março 18, 2009

A cozinha


Não sei fazer quase nada na cozinha. Amo comer, mas cozinhar não é muito comigo. Não passo fome, mas não tenho muita variedade de pratos no meu estoque.

No entanto, a cozinha é especial para mim. Não por sua finalidade principal, mas porque é um lugar danado de bom pra conversar. Se, ao lado da pia, houver um balcão, então, fica melhor ainda.

Já tive grandes conversas com amigas ou familiares na cozinha. No apartamento onde morei por 20 anos com minha família tinha um cantinho no balcão que era meu predileto. Não sei o motivo, mas o ambiente é acolhedor e, bem ou mal, inspira bate-papos interessantes.

Meu padrasto e eu, por exemplo, já tivemos várias conversas legais na cozinha. Parece ser o único lugar da casa onde conseguimos nos encontrar. Na correria do dia-a-dia, é bom saber que esse lugar existe.

quarta-feira, março 11, 2009

O estresse e o convívio social

É verdade que estou tendo um dia de cão. É verdade que estou com TPM. E é mais verdade que tento, há algum tempo, não descontar minhas irritações/frustrações/contragostos em ninguém que não tenha nada a ver com meus problemas.

Enquanto o dia não acaba, vejo que o estresse já está tomando conta de muita gente ao meu redor. E olha que o ano mal começou! E graças aos outros estressados vi coisas bem engraçadas hoje. Seguem os diálogos.

No corredor:
“- Opa, tudo bem?
- Tudo bem.
- E a família, como vai?
- Me separei da minha mulher. Há nove anos.
- ...”

No elevador lotado:
“ – Vamos, vai caber nós três.
(elevador apita com o sobrepeso)
- Vamos sair e voltar só dois, pra ver quem é mais pesado.
(pessoas que já estavam dentro começam a se olhar)
(elevador apita com o sobrepeso)
-É, não tem jeito, somos todos pesados. Hahaha. Pode subir.
(A hora da revolta)
- Vai, babaca, aqui não é balança!
- Tá achando que todo mundo aqui ta brincando?
- É muita falta do que fazer!”.
E demais impropérios.

Pelo menos a gente se diverte.

segunda-feira, março 02, 2009

Cara de pau

Já estava na faculdade há algum tempo. Mantinha um bom relacionamento com quase todos. Naquele dia específico, conversava com uma velha amiga de colégio, que era minha veterana.

Como em quase todas as manhãs, fui à sala dela para batermos papo antes de a aula começar – os professores nunca chegavam no horário. Conversávamos animadamente. Ela no corredor, eu em cima da calçadinha que cercava a grama.

Abestadamente, eu conversava e me equilibrava em cima da tal calçadinha. Sério, era uma calçaDINHA. Devia ter uns 2 cm de altura. Na verdade, era mais uma “moldura” da grama do que outra coisa. E eu lá, brincando inocentemente como um pêndulo.

Não me perguntem como, porque até hoje eu não sei, mas eu caí de bunda na grama. Caí em câmera lenta, como se a gravidade me puxasse. Minha amiga não resistiu às gargalhadas, nem dois colegas dela que, imediatamente, se viraram para a parede para que eu não os visse rindo de mim. Ma lógico que eu vi, e o mico foi inevitável.

Como minha cara de pau não tem limites, me pus a gemer e a colocar a mão no tornozelo, como se o tivesse torcido. Em segundos, as risadas da minha amiga se transformaram em preocupação. “Quer que eu pegue gelo na cantina?”, ela me perguntou. Sussurando, confessei: “não foi nada. Estou fingindo que me machuquei para passar menos vergonha”.

Ela me ajudou a levantar e eu fui mancando, como se estivesse com muita dor, até o corredor onde ficava minha sala. Assim que fiz a curva, corri e me sentei imediatamente ao encontrar minha carteira. Depois disso, passei um bom tempo longe da sala da minha amiga. E da bendita calçadinha. Ui...

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

O estômago e o coração

Amo comer. A.M.O. Gosto de quase todos os tipos de comida que existem. E sair para apreciá-las é um dos meus programas favoritos.

No entanto, vida de glutona solteira não é fácil. Dizem que namorar engorda. E daí? Atualmente existem vários locais na cidade que gostaria de visitar e conhecer, mas, sozinha, jamais. Eu almoço sozinha várias vezes por semana por conta da minha louca agenda de trabalho e, não, não é nada agradável. Me recuso a ir aos restaurantes all by my self. Adoro receber convite de amigos para este tipo de programa.

Então, caros leitores, usarei este espaço a meu favor e coloco-me à disposição para programa culinários, bom papo, risadas e etc. Alguém se habilita?

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Perdas

No decorrer da vida já perdi várias coisas – cabelos, cintura, dureza nos seios, chaves, canetas bis etc - e, infelizmente, várias pessoas. Ainda hoje sou pega de surpresa pela falta.

Sinceramente, achei que tinha superado. Não superado totalmente – porque acho que a lembrança vai estar sempre ali, mesmo que não se manifeste diariamente. Mas achei que a simples menção não machucasse mais. Mas ainda dói.

Dia desses, meu sempre sem noção chefe – um ser que fala o que quer, mas não ouve nada – foi fazer uma piadinha, daquelas sem-graça, durante uma leve discussão comigo. “Seu pai deve ter dificuldade de conversar com você, você retruca tudo o que te falam”, disparou o infeliz. O sangue subiu na hora – me assuntando, porque nunca esperei reagir assim –, dei-lhe um fora, virei às costas e fui embora. Mais pasma com a minha atitude do que com a discussão besta em si. Acabou meu dia. E devo ter ficado bem mal, pois um colega de trabalho me perguntou se eu estava bem. E eu achando que não estava dando pinta de nada.

Mas era a falta, ela estava lá. Trazendo tudo à tona de novo. Uma bosta.

É, prezados, como diria uma amiga minha: rapadura é doce mas, não é mole, não.