segunda-feira, março 31, 2008

A La Capitão Caverna


Já tinha afirmado e reafirmado aqui neste espaço que eu não tenho vocação para mulherzinha. Mesmo assim, de vez em quando procuro ver se evoluí nesta questão e me desafio a vencer alguma batalha. Sempre perco, é lógico, e me convenço mais um pouco de que não nasci para certas atividades voltadas para as pessoas XX.

Meu último desafio consistiu em secar minha franja. Sim, minhas colegas de auditório, uma besta franja me derrubou. Munida de secador potente e um conjunto de escovas que adquiri para este fim específico, lá fui eu dar um trato no visual. Ó, ilusão! Fico com vergonha de mim mesma. Ainda bem que meu espelho não fala. Ia ser constrangedor.

O pior é que todo mundo que já mexeu no meu cabelo me fala a mesma coisa: “seu cabelo é fino, deve ser super fácil de secar”. Nã-nã-nã. Fácil para as mulherzinhas espalhadas pelo mundo, missão impossível para esta que vos fala. É mais fácil me enforcar no fio do secador do que conseguir secar minha franja. E olha que estamos falando de duas mechas de cabelo. Não vou nem entrar na questão da juba por inteiro.

Totalmente contra escovas progressivas e afins, que me deixariam como o cigano Igor – aquele que tinha sempre a mesma cara, independentemente da situação (quem não se lembra do “Dara eu te amo”; “Dara, eu te odeio”, com a mesma expressão?) -, fico aqui com meu visual Capitão Caverna e procuro ser feliz assim. Afinal, todo mundo sente saudades dos anos 80, não é mesmo?

segunda-feira, março 24, 2008

Confissão

Venho, por meio deste, confessar aqui meus pecados. Não sei que tipo de penitência terei, mas, já imagino que irei sofrer. Pequei contra mim mesma, e isso não é nada bom.

Tinha prometido que não iria cair mais nesse tipo de tentação. Mas você estava lá, lindo e gostoso como sempre e, depois de tanto tempo sem te ver, bateu saudade. Você ficou me tentando, passando para lá e para cá, desfilando como quem não quer nada. E você sabe muito bem que eu adoro você, não resisto nunca. Nem a você e nem aos seus amigos. Pequei, e pequei com excesso.

E eu que estava indo tão bem. Já tinha criado uma espécie de couraça contra você. Nem nesta época, em que estás tão no auge, eu fui atrás. Fiquei na minha, me fazendo de morta. Mas você veio de mansinho, e me tirou do sério. E agora vou sofrer por causa daquela vagabunda enérgica que sempre está com você, porque ela vai vir atrás de mim. E eu odeio este tipo de exposição.

Tudo por sua causa, brigadeiro safado!

sexta-feira, março 14, 2008

Imagens e palavras



Beleza




Sossego




Descanso



Férias

terça-feira, março 11, 2008

As princesas e a plebéia

Seguindo dica mais que sensacional de uma amiga mais que sensacional, passei minhas férias – merecidas, esperadas e curtas – em um spa na beira da praia, no litoral mais lindo do país: Maragogi (AL). Além de descansar (objetivo 1), pegar muito sol (objetivo 2), e emagrecer (objetivo 3), conheci pessoas que me provaram que o mundo é grande, e está recheado de gente sem-noção.

Não sei se foi depois da divisa Pernambuco/Alagoas, depois de entrar no resort ou depois de entrar no restaurante, mas em algum momento em devo ter passado por um portal que me levou para a ilha da Barbie. Tirando três coleguinhas que, junto comigo, pertencem à classe “gente que rala” do país, o resto das spasianas eram mulheres que deixariam qualquer editor de coluna social feliz para o resto da vida. Gente que é PhD em spa, esposas de donos de redes de postos de gasolina, fazendas, lojas. Mulheres que realmente acreditam que procedimentos estéticos são a solução de todos os problemas do mundo. Fome? Cirurgia bariátrica. Saúde? Lipoaspiração. Economia? Spa (assim elas ficam mais 'bonitas', os maridos mais 'apaixonados', e as bolsas Louis Vuitton mais cheias de dinheiro para ser desperdiçado). E no meio disso tudo EU, trabalhadora assalariada, que vai pagar a viagem em parcelas e que, segundo a Miss Bundão – uma das mulheres mais sem-noção que conheci – não tenho problema com peso, apenas gordura localizada. “Você devia fazer uma lipo”, ela me aconselhou. Entendi porquê conselho não se vende, ela ia morrer com a mercadoria encalhada.

Mas, tirando a gaiola das loucas, valeu a pena conhecer um pedaço do paraíso na terra. Recomendo.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Tempestade antes da bonança

Segunda-feira: uma lembrança do dilúvio bíblico resolve dar as caras na cidade bem na hora que eu saio do trabalho para fazer uma entrevista. Conseqüências: levo 1h20min para percorrer um trajeto reto de uns 20km; saio da entrevista e pego o rumo de casa, só para descobrir que o tempo mínimo para atravessar a Ponte JK é de uma hora; ligo para casa e descubro que, devido às chuvas, não tem luz; as ruas alagadas sujam meu carro que estava lavado e me dão certeza de que meu 1.0 é anfíbio. Procuro refúgio no McDonalds da 405 sul, já que não tinha mais para onde ir. Mais conseqüências: a gordura que eu ingeri vai toda para o meu quadril, com certeza. Minha nutricionista vai me matar, minha massagista vai me bater, literalmente. Chego em casa às 21h15 – mais de doze horas depois de ter saído -, praticamente junto com a energia elétrica.


Terça-feira: acordo e não tem água para tomar banho. Meu padrasto chamou uma firma para lavar a caixa d'água e, para completar, acabou com a água - no próprio banho - que restou na caixa depois que ele fechou os registros. E me dá a notícia com um sorriso no rosto, como se tivesse graça você acordar para trabalhar fora o dia todo e não poder tomar banho antes de sair. Conseqüência: tive que tomar banho na casa de uma amiga solidária, que ainda me deu café da manhã. Pelo menos uma notícia boa. Fim do dia, uma dor de cabeça terrível. E eu ainda tenho ensaio das músicas que vou cantar em um casamento em abril.


Quarta-feira: depois de trabalhar o dia todo, fui cobrir uma reunião agendada para as 19h. Que começou às 20h30. Acabou às 21h40. Dilúvio bíblico na cidade, parte II. Guarda-chuva de bolsa: prático de carregar, uma merda de usar. Encharcada, chego em casa às 22h. Produção da matéria (leia-se escrever, aprovar, arrumar foto e publicar tudo no site) até 23h. Agora sim: banho e jantar. Amanhã tem mais!

Quinta-feira: depilação às 8h30 da manhã, cobertura de assembléia de servidores às 10h, produção de matérias. Almoço, shopping e mercado, dilúvio III e, finalmente, casa. Para dar início à fase da bonança.

Sexta-feira: aeroporto. Praia. Por uma semana.

Beijo e tchau. Férias, uhuuuu!!!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Raio X

Estatura mediana, cabelo castanho escuro com resquícios de vermelho. Olhos castanhos com miopia, astigmatismo, ceratocone e lentes de contato. Sorriso torto. Barriga que cisma em aparecer, bunda que tem diminuído, quadril herança de família. Pés lindos. Coração do tamanho do mundo - para quem o conquista. Cabeça dura. Boca que fala pelos cotovelos. Ombros amigos. Mãos que ajudam. Ouvidos abertos. Gênio forte. Pavio curto. TPM visível. Riso frouxo. Bom-humor. Um pouco louca. Cantora de igreja. Madrinha de casamento. Jornalista. Membro do orkut. Cinco endereços de email. MSN e GTalk Dois celulares. Palm. Ipod. Internet o dia todo. Lost. Grey's Anatomy. C.S.I. Desperate Housewives. Friends, sempre. Big Brother. Livros. Finais de semana tranqüilos. Comida japonesa, chinesa, mexicana, americana, brasileira, espanhola. Doce. Chocolate preto e branco. Sorvete de morango. McDonald's. Milkshake de ovomaltine. Bebidas light. Chopp. Cerveja. Smirnoff Ice. Aparelho na infância. Gorda. Magra. Gorda. Magra. Milhares de matrículas em academias. Sedentária. Dois empregos. Muitos amigos. Algumas perdas. Choro. Dor. Otimismo. Alegria.
Feliz.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Como Vanessa da Mata

Eu quero um amor de cinema. Chamem-me de ridícula, mas eu quero. Cansei dessas histórias que já começam com cara de fim. Cansei desses caras que só querem você para ser mais um número na lista de conquistas.

Cansei de gente me dizendo para sair mais, trocar de amigos, fazer mais cursos e etc. Como se essas fossem soluções viáveis. Pfff...

Já decidi: um dia eu vou pra Irlanda. Tenho certeza que o homem da minha vida está lá. O lugar é lindo, a cerveja é boa... Tá bom, confesso que minha fantasia começou depois que assisti ao filme P.S., Eu Te Amo. Mas já que eu quero um amor de cinema, nada melhor do que me deixar iludir por um filme mega mulherzinha recheado de homens maravilhosos, não é mesmo?

E por falar em cinema, esta semana vai sair um filme com um quê de parecido com a minha vida. Vestida para Casar conta a história de uma bela moça que já foi madrinha de casamento 27 vezes e que dá uma pirada quando a irmã mais nova casa antes dela.

Eu já fui madrinha 5 vezes (e a sexta virá este ano) e minha irmã casa ano que vem. HPAP, aqui vou eu!

Segue o trailer de P.S., Eu Te Amo.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Para o meu pseudo

Essa cartinha eu escrevi para o João, no dia que eu soube que ele estava vindo aí...

Acabei de saber da sua existência, e as lágrimas escorreram como se você fosse meu. Claro que, na fila de pessoas felizes estou atrás de pais, avós, tios. Todos já aguardando que você fique bem quietinho aí e que só saia no momento certo.

Você ainda é um ‘cabeça de alfinete’, mas sua torcida já é imensa. Se você soubesse... Nem imaginas, mas és um capítulo tão lindo quanto a história de amor da qual fazes parte.

Por isso, ‘guenta aí, viu? Se aconchegue nesse colo que é só seu, e que está pronto para te proteger, te guardar, te fazer crescer saudável. Se segura forte e diga não às probabilidades negativas. Mostra para todo mundo que para tudo tem jeito nessa vida. Que o retrovertido assusta, mas que você não está nem aí.

Venha, mas venha com calma, sem pressa. Não vamos a lugar nenhum sem você, meu pseudo-sobrinho-afilhado.

Já te amo.
Beijo

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Efeito Murfy

E eu reclamando da falta de feriados no segundo semestre...

Neve deixa milhões sem energia e transporte no sul da China
Folha online
Milhões de chineses sofrem com a falta de água e energia elétrica e estão sem transporte devido às tempestades de neve que paralisaram várias regiões do sul do país nos últimos dias.
Cerca de 50 pessoas morreram devido ao mau tempo --25 delas em um acidente de ônibus em uma estrada coberta de neve perto da cidade de Sanhe (sul) nesta terça-feira.
O caos atinge o país durante o único feriado do ano, enquanto chineses tentavam viajar.
Uma multidão que aguardava debaixo de chuva em estações de trem e ônibus na Província de Guangdong (sul) foi alertada por autoridades locais para abandonar os planos de viajar até as cidades de origem para se reunir com as famílias para o feriado do Ano Novo chinês.
Para milhões de trabalhadores, o feriado é a única chance do ano de rever os familiares.
"Eu não consegui comprar passagem, mas espero que muita gente desista para que agora eu consiga", disse Ding Ming, um dos que aguardavam na multidão que se formou na região. Ele tentava pegar um trem para chegar até sua cidade, Chongqing, e rever a mulher e o filho.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu desculpas à população pelo caos. Ele utilizou um megafone para se dirigir a passageiros presos na estação de Changsha (sul). Nesta quarta-feira, ele visitará Guangzhou para oferecer palavras de conforto à população.
"Vocês vêm enfrentando muitos problemas", disse Wen à multidão presa na estação.
Rodovias e linhas férreas bloqueadas pela neve causaram atraso na entrega de carvão, causando falta de energia elétrica em 17 das 31 Províncias da China.
Os esforços para a retirada da neve são dificultados com a falta de solventes químicos, com produtores do norte do país --que não é atingido pela neve-- impossibilitados de enviar os carregamentos para o sul. Algumas áreas não possuem equipamento para retirar a neve.
Mais de 5 milhões nas Províncias de Hubei, Guizhou e Jiangxi sofrem com a falta de água.
Algumas regiões de Guizhou ficaram duas semanas sem energia elétrica, segundo a Xinhua.


quarta-feira, janeiro 16, 2008

Arquitetura capilar


Nunca pensei que existissem tantas opiniões distintas sobre duas tiras de pêlos. Fazer as sobrancelhas tem se transformado em um curso intensivo de desenho capilar. Eu, que nunca me preocupei muito com isso – ficava feliz em tirar o meio que teima em transformar-me em uma pessoa com monocelha e os excessos acima da pálpebra -, agora tenho que me preocupar com o formato das benditas. Logo eu, que não entendo nada dessas coisas tão ‘mulherzinhas’.

Para piorar minha situação, a sobrancelha direita é igualzinha a de papai e tem um bico pontudo que insiste em fazer parte do meu visual. Pobres ‘fazedores de sobrancelha’... Deixar meu rosto com medidas simétricas deve ser muito chato para eles.

E as lendas? “Se fizer com cera, cai a pálpebra”. Been there, done that. Minha pálpebra é caída porque eu tive paralisia facial quando era pequena, e não por causa da cera. “Se tirar com pouco intervalo de tempo, sua sobrancelha não cresce mais.” Só se for com pouco tempo de vida! Tenho um primo que arrancou as dele com chiclete quando tinha 3 anos e elas nunca mais cresceram. Nem com a puberdade. Ele é um sem-teto ocular.

Minha mais recente missão consiste em deixar as minhas crescerem o máximo que eu puder, para atingir um nível de satisfação aceitável. Vamos ver quanto eu agüento. Portanto, se vocês me encontrarem na rua parecendo uma mulher das cavernas, não se assustem. É tudo pelo social.

terça-feira, janeiro 08, 2008

E lá vem os 31

Uma grande amiga me disse uma vez que fazer 30 anos era legal, mas que os 31 eram melhores ainda. E os bons ventos que têm soprado me fazem acreditar que isso é verdade.

À beira dos 31 anos, me sinto feliz em vários aspectos e já enxergo as novidades que este ano me trará: vou comemorar meu aniversário cercada de amigos, pessoas que amo estão grávidas e vão me dar ‘sobrinhos’ lindos, entrei o ano sem dívidas, estou mais magra, tenho uma irmã médica... E mais um monte de coisas boas!

Viva os 31!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz 2008!

Boas festas para todos vocês.
Até o ano que vem!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Nataaaaaaaaaaaaaaaal


Estão todos convidados!
(a foto está pequena para ler, eu sei. Basta clicar em cima dela que tudo fica bem!)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Vergonha Alheia

Existe sentimento mais desconfortante do que a vergonha? O corpo esquenta, o rosto enrubesce, sai suor por todos os poros... Terrível. Pior ainda é quando você sente isso tudo, e nem é você quem está vivenciando a situação constrangedora. É a tal da vergonha alheia.

Já presenciei vários episódios onde senti vergonha pelo outrem. Vários. De gente que escorrega na escada da saída do cinema a mulheres extremamente mal vestidas que acham que estão abalando. O último episódio aconteceu no último domingo.

Fui ao culto noturno da minha igreja, porque tinha apresentação de cantata de Natal do coral que minha amiga rege – e eu sou doida com criança. Ao final da apresentação, o pastor foi fazer uma breve reflexão sobre o Natal e como tinham muitas crianças presentes, ele usou uma linguagem bem simples. Para atrair a atenção dos pequenos, deu início à sua fala perguntando como se dizia 'Feliz Natal' em línguas diferentes. Uma criança disse em inglês, alguém arriscou um espanhol, o pastor falou em alemão... De repente, um senhor que estava sentado no mesmo banco que eu e a mãe de um amigo – que é tão debochada quanto esta que vos fala -, vira e fala: “Merci Beaucoup”. Cri-cri!

Graças a Deus ele não falou tão alto, mas nós que dividíamos o banco tivemos que fazer um esforço sobrehumano para não cair na gargalhada. E vergonha que eu senti por ele? A mais alheia de todas.

A idade é cruel.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Personagens da minha história

Os 30 anos me fazem ver a vida por meio de uma perspectiva bastante reflexiva, às vezes. Eu, que sempre adorei ler, comecei a pensar sobre as personagens da minha vida. As pessoas que marcaram momentos, épocas e que recheiam minha história.

Primeiro, aquelas que são da família, que são como espelho. Tem também as que agradam e desagradam, mas que estão sempre por perto. Aquelas personagens que chegaram como quem não queriam nada, e que conquistaram papel importante e essencial.

No capítulo ‘vida amorosa’, tem aquele do primeiro beijo, o primeiro namorado, e que hoje é um grande e querido amigo. Tem também aquele do primeiro pé na bunda, e aquele da primeira vez. Ponto e vírgula. Estou à procura daquele que é para sempre.

Existem as personagens que encheram a infância, a adolescência e que persistem até hoje. Que me fazem chorar de rir ao relembrar certos momentos. Que me entendem só de olhar, que guardam minhas lembranças e que confiam em mim para guardar a delas. Aquelas de quem já fui madrinha de casamento, que me deram colo quando perdi meu pai, que celebraram comigo quando passei no vestibular, que me acham divertida. As que sempre se lembram de mim e que por mim nunca são esquecidas.

Aquelas que me buscaram na deprê e que me fizeram rir de novo. Que apostam na minha capacidade profissional até mais do que eu. Que dividem conquistas.

Enfim, aquelas a quem eu amo muito. E que tem lugar garantido até o final da minha história.

domingo, novembro 25, 2007

Amor de barriga


Sou uma pessoa capaz de ficar feliz com a felicidade alheia. Ver meus amigos felizes me deixa muito bem. Neste quesito, vivi experiências diferentes nos dois últimos finais de semana. Pude observar o amor de mãe em suas formas mais sinceras: no durante e no depois da gravidez. E só posso esperar que a vida tenha reservado para mim toda a alegria, beleza e amor que vi nestes dias.

Apesar dos enjôos e de alguns outros inconvenientes, é muito legal perceber as mudanças que acontecem com uma mulher quando ela engravida. São sutis, mas impressionam. De um jeito bom. E não estou falando de mudanças físicas. É aquele famoso ‘brilho’ que dizem que as grávidas têm. Ele existe e é sensacional percebê-lo. Olhar os pais e imaginar como vai ser o rosto daquela pessoinha que está crescendo ali. Eu me divirto.

E depois conhecer a pessoinha. Ver que nem a mais solta das imaginações poderia adivinhar tanta perfeição em um ser tão pequeno. Ver que aquele brilho inicial se multiplica e contagia, tamanha a felicidade dos pais.

Milagres acontecem.

domingo, novembro 18, 2007

A primeira, única e última vez

Assim como o primeiro sutiã, a primeira vez de qualquer coisa que a pessoa considere importante é inesquecível. Comigo, lógico, isso não podia ser diferente.

Lembro bem que, só de pensar no assunto, já ficava nervosa. Eu tinha certeza absoluta que iria ficar tão tensa e, conseqüentemente, passar tão mal, que iria vomitar no meio. Todo mundo falava que eu era doida. O negócio era tão rápido que quando eu visse, já teria acabado, diziam. Animador ou não, resolvi seguir o conselho e enfrentar a coisa. Se todo mundo faz, por que não eu? É seguro e, se eu fechar bem os olhos, não vejo nada e, assim, não passo mal. Com este pensamento, lá fui eu.

Começou devagar. Tudo parecia tranqüilo e seguro. Mas meu coração batia como a bateria de uma escola de samba. À medida que a velocidade aumentava, eu pedia que chegasse logo ao fim. E a animação ao meu redor me deixava confusa. Como alguém pode gostar disso, gente?

Finalmente a velocidade foi diminuindo e a viagem chegou ao fim. Ainda bem. Fiz uma vez, não faço nunca mais. O negócio não é mesmo feito para mim.

Definitivamente, odeio montanha-russa.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vontade de dar um soco

Viver significa ter que encarar várias coisas, todos os dias. A pior delas, sem dúvida, é ter de lidar com pessoas inconvenientes. Sim, aquele tipo de gente que merece ser mandado à merda diariamente.

Pessoas inconvenientes sempre acham que tudo o que ela fez/faz na vida é melhor do que qualquer outro feito que alguém possa ter realizado. As baladas são as melhores, o fim de semana é o mais imperdível e ela é a pessoa mais linda, paquerada e requisitada do ciclo social. E as histórias legais que elas contam? E as risadas fora de hora?

Sem contar que eles atacam em qualquer lugar. O 'inconveniente' é igual a baratas. É o imbecil que fica no celular dentro do avião, mesmo depois dos repetidos pedidos para desligar o aparelho; é o sem-noção que acaricia a barriga da mulher grávida - independentemente do grau de amizade com a futura mamãe - e mesmo que a barriga nem esteja aparecendo direito; é o estúpido que vai à festas de casamento só para criticar os noivos – aqueles que, por sinal, estão enchendo o bucho do infeliz que nem dá presente. É a praga social que não tem fim.

O último caso de inconveniência que presenciei aconteceu na última sexta-feira. Estava esperando umas amigas em um restaurante mexicano da cidade e, na mesa ao lado, um grupo de sete pessoas conversava animadamente. À medida que a animação subia, aumentava o volume de voz das pessoas e, conseqüentemente, passei a prestar atenção no papo. Conversa vai, conversa vem, tem início um papo sobre amor. Foi a deixa que a inconveniente em questão esperava.

No grupo, havia um casal de estrangeiros que, no quesito amor, não tinha do que reclamar. “Ah, vocês não podem falar, ainda estão em lua-de-mel”, brincou uma das moças do grupo, fazendo referência à recente união do casal. “Vocês casaram há quanto tempo?”, solta a pessoa que, além de inconveniente, é fofoqueira. “Um ano”, responde o simpático casal. “Um ano? Nossa, meu primeiro ano de casada foi o pior da minha vida!”, proclama a sem-noção, dando início a uma lista de histórias cheias de mazelas sofridas por ela. Para piorar a situação, a moça ainda se utilizava de várias gírias, o que dificultava o entendimento do relato. Você já tentou explicar para um estrangeiro o que quer dizer a expressão 'ter o rabo preso?'. A inconveniente tentou. Eu, que estava de butuca na conversa, queria bater nela, imagina o resto do grupo...

Ainda bem que Deus inventou a cerveja.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Um funeral, um casamento e o “número 2”

Tenho um problema sério. Sempre que viajo, sofro os males do que chamo de ‘prisão de ventre geográfica’. Basta ficar longe do meu banheiro para tudo travar. É horrível.

Coincidência ou não, as duas últimas vezes que fui ao Rio de Janeiro consegui celas com janela nessa minha prisão geográfica. A primeira vez, há três anos, estava eu hospedada na casa de uma amiga, mais travada do que cofre. Infelizmente a avó de uma amiga da minha hospedeira faleceu e toda a família teve que ir ao funeral. Como não conhecia a família enlutada, fiquei em casa. Era a brecha que, aparentemente, eu precisava. Meu intestino parece que se deu conta dessa tal ‘liberdade condicional’ e resolveu voltar à ativa. Ainda bem, estava quase apelando para remédios.

Três anos depois volto ao Rio, dessa vez para um casamento. Mesmo lugar, mesma situação embaraçadora. Afinal, estava hospedada na casa da noiva. Por sorte, a mulherada toda resolveu se arrumar no mesmo lugar e, de novo, lá estava eu. Sozinha. E lá estava ele, o senso prático, me dando mais uma chance de não morrer entupida.

Na próxima vez, vou fazer um teste prévio com Activia.

terça-feira, outubro 30, 2007

365 dias


Hoje o blogoso faz um ano, aêêêêêêêêê!!!

Gostaria de agradecer a todos aqueles que me visitaram durante este período. Que dividiram comigo risadas, lágrimas, opiniões...

Obrigada pelas visitas, pelos comentários e pelo apoio para que eu não pare de escrever.

Valeu, gente!