segunda-feira, maio 11, 2009
Início de semana
terça-feira, maio 05, 2009
Sabedoria
Sejamos práticos: existem coisas – por mais verdadeiras que sejam - que não devem ser ditas. Nunca. Não defendo aqui a enganação ou a ilusão, mas acho que, mesmo que seja a sua melhor amiga, não dá pra chegar e dizer “Caracas, você engordou bem, hein?”.
Não dá. Ela sabe que engordou. Todas nós sabemos quando isso acontece. Então por que as pessoas desagradáveis acham que têm o dever de comentar isso?
Nessas horas peço apenas por sabedoria. Para não falar esse tipo de besteira, e para não estourar quando a ouço.
quarta-feira, abril 29, 2009
Asa a cobras
Contrariando o ditado popular, acabo de ler uma reportagem que me deixou boquiaberta. Não sei se vocês, caros leitores, se lembram da ex-atriz Maria Mariana (que escreveu o livro e estreou a série de TV Confissões de Adolescente).Pois bem. Depois de uma década longe do mundo das celebridades, ela voltou. E voltou mal! Não sei como, ela escreveu um novo livro – Confissões de Mãe – no qual simplesmente insulta toda e qualquer mulher que opta por não ser mãe, ou que é mãe, mas tem filho por meio de cesariana, ou que, pior, não se casa. Palavras dela: “a maternidade, aliada ao casamento, são a única forma de obter uma felicidade verdadeira”. Outra pérola: ela diz acreditar que só tem filho por parto normal as mulheres que "merecem" e que eventuais dificuldades para amamentar o bebê surgem para quem não estão dando "o devido valor a seu lugar de mãe".
Na boa? Vai à merda! Quem essa pessoa acha que é para julgar assim os outros? Pior do que isso, quem é que se propõe a editar esse tanto de asneira?
Eu achava que escrever um livro fosse mais difícil. Tá aí. Vou procurar uma editora. Se ela conseguiu....
Ah! Quem quiser ler a íntegra da matéria que saiu na Folha de S. Paulo sobre o livro (e as demais besteiras que ela fala), clique aqui.
sexta-feira, abril 24, 2009
Eu canto...
Música faz parte da minha vida. Já toquei diversos instrumentos e canto desde que aprendi a falar. Cantar é uma terapia.
Canto para demonstrar alegria, para espantar a tristeza – ou, muitas vezes, lidar com ela. Para construir momentos pessoais, para participar de celebrações de amigos, para dizer o que não é fácil falar. Choro ao cantar, até, dependendo da música.
Canto porque sei, mas cantaria também se não soubesse. Porque nesses casos não é preciso ser graduado. Basta sentir.
Por último, canto porque a música é capaz de transformar o feio em bonito, e o bonito em especial.
quinta-feira, abril 16, 2009
terça-feira, abril 07, 2009
Newton, se você soubesse...
Diz a lei de Newton da gravitação universal que tudo o que sobe, desce. Pois bem, tal afirmativa aflige a mulheres que, como eu, não se “embotecaram” ou se “siliconaram” apesar de já terem atingido a casa dos trinta. Tudo o que antes estava de acordo, hoje já dá sinais de que sim, a lei da gravidade existe e, pior, age sem dó.
E não são só os fatores externos os atingidos pela gravidade. A auto-estima feminina é um negócio tão complicado que, quando desce... Haja esforço para reverter o quadro. É complicado.
Mas ainda bem que o mundo dá voltas e guarda surpresas. Dia desses fui a um evento do trabalho totalmente chato. Já era noite, estava cansada, e tinha ido com a missão de fotografar os acontecimentos. Boring! Mas fui surpreendida por um moço lindo e simpático que mudou todas as impressões e, papo vai, papo vem, mostrou que nem tudo está perdido.
Para o alto, e avante!
segunda-feira, março 30, 2009
Impressões

Estive lá em 2005 - pré-crise e Cristina Kirchner – e simplesmente amei a cidade. Adorei ver os protestos silenciosos em frente à Casa Rosada; as bugigangas e o clima da feira de antiguidades de San Telmo; a cachorrada brincando feliz em frente ao cemitério, na Recoleta; os gatos se escondendo aos montes dentro do cemitério; o tango lindo do Señor Tango; o churro do Café Tortoni. E as risadas que dei com minha grande amiga e companheira de viagem, claro.
Mas os tempos mudaram e, pelos relatos que ouvi, a cidade também. Meus amigos reclamaram de sujeira, grosseria dos nativos, qualidade dos serviços... Que pena. Espero que sejam apenas impressões passageiras.
sexta-feira, março 27, 2009
Defendendo minha classe
quarta-feira, março 18, 2009
A cozinha

Não sei fazer quase nada na cozinha. Amo comer, mas cozinhar não é muito comigo. Não passo fome, mas não tenho muita variedade de pratos no meu estoque.
No entanto, a cozinha é especial para mim. Não por sua finalidade principal, mas porque é um lugar danado de bom pra conversar. Se, ao lado da pia, houver um balcão, então, fica melhor ainda.
Já tive grandes conversas com amigas ou familiares na cozinha. No apartamento onde morei por 20 anos com minha família tinha um cantinho no balcão que era meu predileto. Não sei o motivo, mas o ambiente é acolhedor e, bem ou mal, inspira bate-papos interessantes.
Meu padrasto e eu, por exemplo, já tivemos várias conversas legais na cozinha. Parece ser o único lugar da casa onde conseguimos nos encontrar. Na correria do dia-a-dia, é bom saber que esse lugar existe.
quarta-feira, março 11, 2009
O estresse e o convívio social
É verdade que estou tendo um dia de cão. É verdade que estou com TPM. E é mais verdade que tento, há algum tempo, não descontar minhas irritações/frustrações/contragostos em ninguém que não tenha nada a ver com meus problemas.Enquanto o dia não acaba, vejo que o estresse já está tomando conta de muita gente ao meu redor. E olha que o ano mal começou! E graças aos outros estressados vi coisas bem engraçadas hoje. Seguem os diálogos.
No corredor:
“- Opa, tudo bem?
- Tudo bem.
- E a família, como vai?
- Me separei da minha mulher. Há nove anos.
- ...”
No elevador lotado:
“ – Vamos, vai caber nós três.
(elevador apita com o sobrepeso)
- Vamos sair e voltar só dois, pra ver quem é mais pesado.
(pessoas que já estavam dentro começam a se olhar)
(elevador apita com o sobrepeso)
-É, não tem jeito, somos todos pesados. Hahaha. Pode subir.
(A hora da revolta)
- Vai, babaca, aqui não é balança!
- Tá achando que todo mundo aqui ta brincando?
- É muita falta do que fazer!”.
E demais impropérios.
Pelo menos a gente se diverte.
segunda-feira, março 02, 2009
Cara de pau
Como em quase todas as manhãs, fui à sala dela para batermos papo antes de a aula começar – os professores nunca chegavam no horário. Conversávamos animadamente. Ela no corredor, eu em cima da calçadinha que cercava a grama.
Abestadamente, eu conversava e me equilibrava em cima da tal calçadinha. Sério, era uma calçaDINHA. Devia ter uns 2 cm de altura. Na verdade, era mais uma “moldura” da grama do que outra coisa. E eu lá, brincando inocentemente como um pêndulo.
Não me perguntem como, porque até hoje eu não sei, mas eu caí de bunda na grama. Caí em câmera lenta, como se a gravidade me puxasse. Minha amiga não resistiu às gargalhadas, nem dois colegas dela que, imediatamente, se viraram para a parede para que eu não os visse rindo de mim. Ma lógico que eu vi, e o mico foi inevitável.
Como minha cara de pau não tem limites, me pus a gemer e a colocar a mão no tornozelo, como se o tivesse torcido. Em segundos, as risadas da minha amiga se transformaram em preocupação. “Quer que eu pegue gelo na cantina?”, ela me perguntou. Sussurando, confessei: “não foi nada. Estou fingindo que me machuquei para passar menos vergonha”.
Ela me ajudou a levantar e eu fui mancando, como se estivesse com muita dor, até o corredor onde ficava minha sala. Assim que fiz a curva, corri e me sentei imediatamente ao encontrar minha carteira. Depois disso, passei um bom tempo longe da sala da minha amiga. E da bendita calçadinha. Ui...
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
O estômago e o coração
Amo comer. A.M.O. Gosto de quase todos os tipos de comida que existem. E sair para apreciá-las é um dos meus programas favoritos.No entanto, vida de glutona solteira não é fácil. Dizem que namorar engorda. E daí? Atualmente existem vários locais na cidade que gostaria de visitar e conhecer, mas, sozinha, jamais. Eu almoço sozinha várias vezes por semana por conta da minha louca agenda de trabalho e, não, não é nada agradável. Me recuso a ir aos restaurantes all by my self. Adoro receber convite de amigos para este tipo de programa.
Então, caros leitores, usarei este espaço a meu favor e coloco-me à disposição para programa culinários, bom papo, risadas e etc. Alguém se habilita?
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Perdas
Sinceramente, achei que tinha superado. Não superado totalmente – porque acho que a lembrança vai estar sempre ali, mesmo que não se manifeste diariamente. Mas achei que a simples menção não machucasse mais. Mas ainda dói.
Dia desses, meu sempre sem noção chefe – um ser que fala o que quer, mas não ouve nada – foi fazer uma piadinha, daquelas sem-graça, durante uma leve discussão comigo. “Seu pai deve ter dificuldade de conversar com você, você retruca tudo o que te falam”, disparou o infeliz. O sangue subiu na hora – me assuntando, porque nunca esperei reagir assim –, dei-lhe um fora, virei às costas e fui embora. Mais pasma com a minha atitude do que com a discussão besta em si. Acabou meu dia. E devo ter ficado bem mal, pois um colega de trabalho me perguntou se eu estava bem. E eu achando que não estava dando pinta de nada.
Mas era a falta, ela estava lá. Trazendo tudo à tona de novo. Uma bosta.
É, prezados, como diria uma amiga minha: rapadura é doce mas, não é mole, não.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Vergonha? Só da cara
Por diversas vezes, ao entrar no banheiro do local onde trabalho à tarde, me deparei com um futum sem igual. Parecia que alguém tinha morrido em alguma das cabines. Eu - que tenho o Chuí tímido e só trato desses assuntos em casa – fico horrorizada com o que acontece por detrás das portinhas de banheiros públicos.
Pois bem. Dia desses entrei e ouvi uns grunhidos. A força que estava sendo feita ali no cubículo era grande. Tratei de escovar, rápido, meus dentes, com medo de me deparar com algo pior – um alien, sei lá. Sei que, enquanto tratava da traseira da minha boca, a traseira na cabine relaxou. Mas não teve santo que tirasse a autora de tanto esforço de lá de dentro. De propósito enrolei para sair do banheiro. Queria muito ver quem, acreditem, não se mexeu enquanto eu estive lá. Da cara ela tinha vergonha, da obra-prima que ela executou... Saí frustrada, não sem antes perceber que foi só chegar à porta que a fulana destravou a dela. Pensei em esperar no corredor, mas perdi a coragem. A vingança poderia ser fétida.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Felicidade é...
...comemorar o aniversário com quase todas as pessoas que você ama no mundo dentro da sua casa;...dividir risadas e lembranças com as amigas da escola até hoje;
...ganhar festa surpresa no trabalho;
...tomar sorvete com uma grande amiga em uma tarde chuvosa de um domingo de uma semana conturbada;
...ser lembrada não só nos momentos bons - mas nos ruins também - e poder dar apoio, qualquer que seja ele;
...receber torpedo do outro lado do oceano;
...um abraço apertado sem motivo;
...ajudar sua amiga que mora longe a organizar a festa de aniversário dela;
...carinho vindo dos filhos das amigas;
...viajar com amigos;
...cheiro de neném;
...se lambuzar comendo nhá benta;
...realizar desejos.
Oba, sou feliz!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Eles x Eu
Minha lista de namorados/casos é uma dessas coisas das quais me livraria. Tirando duas exceções, o resto é de dar vergonha alheia em quem me conhece. Imaginem só que certa vez, ao ser convidada para um jantar de aniversário – oportunidade na qual passaria pelo maior dos testes de relacionamento: apresentar o namorado para as amigas -, o querido me aparece com uma meia diferente da outra. E achando tudo muito engraçado! Resumo: fiz ele pegar uma meia com o meu pai e, só então, saí de casa.
Em outra ocasião, marquei com o namorado da época de irmos visitar um amigo que passara por uma cirurgia. Toca a campainha. Abro a porta e me deparo com ele. De boina. Sim, gente, B-O-I-N-A! E íamos sair de dia. Quase fui agachada no banco do carro. Ah, e a cara dos porteiros (do meu prédio e do prédio do nosso amigo) foi constrangedora o suficiente.
Já namorei um surtado mega ciumento; já fiquei com um cara que fez escova progressiva; com um outro que eu até gostava, mas que beijava mal (e na minha concepção, quem não sabe beijar, não sabe fazer o resto). Enfim. Eu posso até ter problemas, mas eles têm mais, espero.
Ah! Também não tenho sorte no jogo. Não ganhei nenhuma das duas vezes que joguei na mega sena, hehehe.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Mania de museu
Chego aos 32 com uma resolução: vou parar com essa mania de flamenguista (que eu não sou!) de viver com coisas do passado. Em suma: vou me livrar das dezenas de cartinhas, bilhetes, cartões e afins que guardo carinhosamente no meu armário.Sempre tive esse lado meio carente, de guardar qualquer forma de manifestação de carinho para com a minha pessoa para sempre. Como se isso fosse uma solução para os momentos de solidão que às vezes me assolam. Como se eu lesse tudo o que eu guardo regularmente, o que não acontece. Tenho caixas e caixas de coisas, sim, mas não sei o que a maioria dessas caixas me reserva!
Enfim, prefiro viver as tais manifestações de carinho no dia-a-dia. Ainda mantenho minhas amizades da escola, meus amigos da igreja, e coleciono amigos novos que enchem minha vida de alegria, amor e parceria. Tudo isso levo comigo dentro de mim, todos os dias. Não preciso de caixas ocupando preciosos espaços para me lembrar de nada, né não? Preciso é de espaço para os meus sapatos!
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Então....
2 – Nunca tente falar francês se você é como eu e não sabe nada além do bon jour. Ou você pode ouvir que é melhor se comunicar em inglês, pois seu francês é horrível, como eu ouvi;
3 – Existem trombadinhas em Madri. Mas é só gritar com eles (em português mesmo) que eles saem correndo;
4 – O programa de domingo dos suíços é subir o morro pra pegar sol acima das nuvens. Crianças, trenós, jornais e cadeirões fazem parte dos apetrechos utilizados por eles;
5 – Não importa o frio, os bebês europeus são levados pra rua mesmo assim. Empacotados até o talo. Só dá pra ver o nariz e os olhos;
6 – O lugar pode ser o mais lindo, mas viajar sozinho é meio chato;
7 - Usar os ombros é fundamental para manter seu espaço em Madri. Ganha metro quadrado quem tiver mais disposição em não desviar. Eles vêm com tudo;
8 – Têm japonês e brasileiro em qualquer esquina de qualquer lugar do mundo;
9 - Murfy não nos abandona. Principalmente depois de subir os 284 degraus do Arco do Triunfo e tirar fotos com um céu nublado. É só esperar 5 minutos após a descida, que o céu vai abrir e o sol brilhar;
10 – Ir é bom, voltar é melhor ainda.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Vou ali e volto já
Pessoas,
A partir de hoje estou de férias. Do trabalho e do blog.
Vou bater perna por aí e conseguir alguns novos carimbos para o meu passaporte.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Contando um conto
Ele chegou com a cara amarrada. Fazia apenas duas semanas que eles saíam e, por insistência dele, ela o chamou para ver sua apresentação. Mas ele não foi. Chegou depois que tudo tinha acabado e a encontrou conversando animadamente com os amigos. Ele levou a irmã, o que era um alívio. Ao contrário dele, ela estava simpática e agradável.Elas conversaram por um tempo. A irmã pediu desculpas pelo não comparecimento, devido à chuva e ao carro que não queria funcionar. Ele continuava ali, emburrado, com um bico enorme. Ela fingia que não via, pois já estava com vontade de mandá-lo à merda.
Mas ela segurou seu instinto e foi fazer o que achava que devia ser feito. Chamou-o pra um canto e perguntou o que estava acontecendo. O famoso “nada” - resposta atribuída às mulheres, diga-se de passagem - saiu da boca dele mais de uma vez. Quando ela já ia desistir, ele falou. Disse que os colegas de trabalho (eles trabalhavam no mesmo lugar) o haviam advertido de que o ex dela estaria na apresentação. Por isso, ele estava com o pé atrás com ela.
Ela não pôde deixar de rir. Queria gargalhar com tamanha babaquice. Falou que sim, o ex estava lá, com a atual namorada de tempos. Aliás, tempo era o que tinha passado depois que eles terminaram. Mas a resposta não o satisfez. Tomado por um ciúme inexplicável – convenhamos, duas semanas é pouco -, ele passou a exigir que ela apresentasse o ex para que ele pudesse realmente acreditar que não havia nada entre os dois.
- Cadê o seu ex? Quem é ele?
- Pra quê isso? Já disse que ele está namorando há tempos.
- Já falei. O pessoal me alertou. Não quero fazer papel de idiota. Cadê seu ex?
- Tá parado aqui na minha frente!
Atônito, ele não podia acreditar na resposta. Tentou obter explicação, mas tudo o que conseguiu foi vê-la se afastando. E com o guarda-chuva, deixando-o lá, com cara de besta e todo molhado. A irmã o levou embora.
Nunca mais se viram, só os poucos encontros no trabalho - se é que podemos chamar uma solene ignorada por parte dela de encontro. Ele ainda tentou reatar, mandando poemas e ligando insistentemente. Ela não cedeu. Ele sim. Fez mala, pegou a cuia e voltou para a cidade natal, pois “não havia razão para continuar em Brasília”.